Um índio era o que ele era, um índio.
Lindo, imponente, flexível,
corajoso, resoluto... um índio
Foi como eu o vi acocorado em um
galho de uma arvore frondosa esbarrando no infinito, acompanhada por seus pares
povoando um espaço de terra fecunda cedida a elas.
Índio de longos cabelos negros,
olhos penetrantes enegrecidos pela noite.
Índio de arma e flecha em punho
pronto para o ataque se preciso, vigilante na noite calada.
Seu rosto era pintado por uma
faixa negra que envolvia o que me encarava sem entendimento da minha presença e
usava penas coloridas no colar e em seus longos cabelos. Talvez fosse sua
maneira de se enfeitar e tornar-se mais encantador e gracioso ou quem sabe era
o que demonstrava sua posição no clã?
O fato é que esse quadro foi o mais belo e mais presencial
que minhas pupilas dilatadas da alma puderam presenciar.
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