quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O ÍNDIO




Um índio era o que ele era, um índio.

Lindo, imponente, flexível, corajoso, resoluto... um índio

Foi como eu o vi acocorado em um galho de uma arvore frondosa esbarrando no infinito, acompanhada por seus pares povoando um espaço de terra fecunda cedida a elas.

Índio de longos cabelos negros, olhos penetrantes enegrecidos pela noite.

Índio de arma e flecha em punho pronto para o ataque se preciso, vigilante na noite calada.

Seu rosto era pintado por uma faixa negra que envolvia o que me encarava sem entendimento da minha presença e usava penas coloridas no colar e em seus longos cabelos. Talvez fosse sua maneira de se enfeitar e tornar-se mais encantador e gracioso ou quem sabe era o que demonstrava sua posição no clã?

O fato é que esse quadro foi o mais belo e mais presencial que minhas pupilas dilatadas da alma puderam presenciar.




Hilzia Elane - outubro 2012

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