Uma coisa que a foto da Mary, uma amiga de longa data, me fez lembrar sobre laços na cabeça.
Eu sempre quis ter meus cabelos com cachinhos, ele sempre foi
muito liso então eu vivia enrolando com o dedo começando nas pontas e levando
até o cucuruco, soltando em seguida num lindo cacho. Devo confessar que essa
mania não ficou no passado, ainda o enrolo, principalmente quando estou com
sono, mas na época o intuito era para ele ficar bem enroladinho.
Na cabeça da criança isso ia acabar dando certo. Um dia o
cabelo ia ficar para sempre enroladinho. Claro que o tempo foi passando e cada
vez que eu tomava banho os cacho, confeccionados só na frente, iam embora.
Aí um dia enquanto ia para o colégio ou vinha, não lembro, vi na vitrine do armarinho perto de casa um lindo e grande laço azul com várias fitas finas caindo enroladas.
Aí um dia enquanto ia para o colégio ou vinha, não lembro, vi na vitrine do armarinho perto de casa um lindo e grande laço azul com várias fitas finas caindo enroladas.
Lembro que vendi meus lápis de cor, minha borracha e o meu
apontador e fui direto comprar o tal
laço que passou a ser parte de mim, achava que na minha cabeça ele se
transformava em meu cabelo cacheado.
Minha mãe ficava maluca, aonde eu ia queria ir com o laço na
cabeça. A roupa podia ser abóbora, verde, lilás, mas o laço azul permanecia no
alto, eu me sentia, ele só saia da minha cabeça no banho, mesmo assim porque
minha mãe obrigava e aproveitava para lavá-lo e eu torcia para que o cacheado
não desmanchasse e ele não desmanchava.
Não sei o destino dado a esse meu lindo lacinho , acredito
que minha mãe deva ter desapegado dele por mim. Ela ainda jura que não, mas
laços não têm pernas, então...
Coisas de criança não é?
Hilzia Elane – outubro 2012
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