sexta-feira, 25 de junho de 2010

MORRE JOSÉ SARAMAGO
por Arthur Werner Menko

Faleceu hoje, aos 87 anos, vítima de leucemia, o escritor português JOSÉ SARAMAGO, em sua casa na ilha espanhola de Lanzarote.
Filho e neto de camponeses, não terminou os estudos secundários em decorrência de problemas financeiros. Seu primeiro emprego foi de serralheiro, tendo exercido diversas ocupações nas redações de jornais. Até que em 1976, finalmente, pode se ocupar exclusivamente da literatura.
É o único autor de língua portuguesa a ganhar o premio Nobel de Literatura, em 1998.
Evidentemente que não o conheci pessoalmente. Mas, estranhamente, tenho certeza que vou sentir saudades dele, em razão da enorme simpatia e admiração que tenho pelo seu modo revolucionário de se expressar, pensar e escrever, o que lhe valeu longa perseguição durante a ditadura portuguesa.

Por influência de um professor que queria que realmente conhecêssemos literatura portuguesa, e não apenas aquela meia dúzia de escritores exigidos no vestibular, no final da adolescência li o EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO, e, na sequência, vários outros como O ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA e A CAVERNA.

Em uma entrevista, JOSÉ SARAMAGO declarou que não tinha medo da morte e que até mesmo se sentia preparado para isso. Realmente, não havia razão nenhuma para o autor temer a morte, porque pessoas como ele não morrem, mas permanecem conosco para sempre em seus livros e personagens, que, quase reais conversam, discutem, caminham entre nós.

O mundo hoje perde uma de suas mais lúcidas vozes.

Vá em paz, Saramago!

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