Imaginem se vou ser AMIGA
Da pessoa que eu amei, tive um filho, perdi outra.
Do companheiro que escolhi e por quem
Fui escolhida para viver a vida juntos e
Dela levei um chute na ...
Imaginem se vou ser AMIGA da
Pessoa com a qual busquei ser feliz e fazê-la feliz.
Com a qual construi as minhas verdades
E briguei com a vida para estarmos
Juntos apesar dos pesares e das diferenças e
Dela levei um chute na ....
Imagina se vou ser AMIGA da pessoa que
Partilhei dores, alegrias, aborrecimentos,
Indecisões, desempregos, faltas de grana,
De paciência, de tempo para reforçar nossos laços,
Conquistas e desamparos e
Dela levei um chute na ....
Não...
Foi você quem quebrou o pacto,
A promessa que fizemos um ao outro
A mesma que renovamos aos 24 anos
De convivência.
O porquê da sua desistência só você
Tem a resposta, mas tornar-me sua
Amiga como prêmio de consolação
Isso é patético e de sua conveniência apenas.
Imaginem se vou ser amiga dessa pessoa que não
Respeitou meu pior momento,
Daquele que optou por hoje dar a atenção,
O carinho, o tempo que eu tanto invoquei para
Qualquer desconhecida.
Imaginem se vou ser amiga dessa pessoa que invoca
Deus, o mesmo para o qual ele professou seus votos
A mim, para dar respalde as suas fraquezas e justificar
Seus atos tornando-os verdadeiros e aceitáveis.
Pois afinal o importante é ser feliz,
Independente de quem se fez infeliz .
Imaginem se vou ser amiga de quem priorizou suas
Verdades e não quis saber das minhas.
Imaginem se vou ser amiga de quem negou uma chance
A quem lhe deu infinitas enquanto pode.
Quem lhe pediu a chance não foi um desconhecido,
Mas minhas atitudes de anos não foram suficientes
Para ser perdoada e ter uma nova chance, elas
Já tinham sido esgotadas. Eu bobeei, ela foi tão
Generosa com as chances que ela deu antes de
Eu pedir.
Imaginem se vou ser amiga de quem me
Destratou, me ignorou, de quem apagou toda a
Minha dedicação pela nossa história de vida.
Imaginem se vou ser amiga de quem se prendeu aos desencontros,
Enganos e armadilhas do mundo e simplesmente entregou
Os pontos. De quem optou por descartar sua familia.
Estranho essa coisa de relacionamentos.
Somos capazes de construir grandes feitos,
Feitos reais, inimagináveis, com muita garra.
Mas, bastou o outro sair dos trilhos projetados por nós
Que nos embananamos e o outro passa de amor
A “AMIGO”, como um prêmio de consolação pelo
Tempo de serviço prestado.
E esse “amigo” é da espécie do quanto mais longe melhor,
um “amigo” que mais nada sabe de nós,
um “amigo” que invade, manipula, sem rosto, sem passado conosco.
Tudo vivido antes desaparece em nome da ordem do caos.
Para mim é uma tentativa imoral de minimizar
A palavra INIMIGO, que é exatamente o que o outro
Passa a ser quando é descartado, o incômodo que
Deve ser tratado de uma forma que não atrapalhe
Os novos planos.
Tenho absoluta certeza de que nesse caso, o
Meu “amigo” se sente muito mais confortável
Com a sua consciência se usar essa palavra para
O que nos tornamos um para o outro, fica civilizado.
Também sei que essa pessoa tem consciência
De que não é esse o sentimento
Que ela tem por mim agora, nunca será, se é que já foi um dia.
Mas, nisso não é mais preciso pensar,
Porque o valor que tenho para essa pessoa hoje
Não justifica a perda de tempo que uma amizade
Verdadeira precisa dispor.
É mais acalentador, mais leve desligar o botão que passou
E procurar outro novo para brincar de ligar. Tudo é mais
Claro numa relação sem cobranças.
Imaginem eu ser amiga de uma pessoa velha,
Desconectada com a vida, sendo levada por ela
Numa passividade que dá enjôo de ver.
Pode parecer fala de quem está despeitada por
Ter sido rejeitada. Não duvido que seja mesmo.
Tenho minhas dúvidas, mas não descarto a hipótese.
Mas raiva, ah isso sim eu tenho plena consciência
De que nessas palavras esse sentimento está embutido.
Raiva, primeiro de mim por ter sido tão ingênua.
Raiva, por ter acreditado nessa pessoa tantos anos e que o
Nosso relacionamento era diferente.
Raiva, por ser tratada hoje como uma desconhecida.
Raiva, por ter sido julgada e condenada cruelmente.
Raiva dessas palavras piegas que ele andou me escrevendo.
Raiva, por essa pessoa ter feito dessa separação algo mais doido
Do que o necessário, com suas mordidas e assopros.
Raiva porque tenho certeza que a nova companheira
Tem um homem mudado, mais atencioso, carinhoso
E se predispondo a ter mais tempo de dedicação.
Não que ela não mereça isso coitada, todas nós merecemos a
Atenção daquele que estamos curtindo.
A raiva é que quando passei a solicitar exatamente isso dessa pessoa ouvi frases do tipo:
“eu sou desse jeito, gosto desse meu jeito e não vou mudar”, "não sou o que você diz que sou."
“não vou deixar de ir para minha aula para ficar aqui com você vendo filme, sem fazer nada de útil”
“não vou parar minha vida para dar a você atenção, você é grandinha já”
“você é manipuladora, invasora e ditadora”.
Acho isso injustiça da grossa, para não dizer outras palavras mais chulas.
A isso chamo de traição, essa para mim foi a maior e também foi meu maior
Aprendizado nisso tudo.
O importante é estarmos felizes, os meios justificam os fins.
Então tá, é assim... e assim será.
Mas amiga!!!... isso é apenas para justificar o injustificável.
Disso eu hem, tô fora!
terça-feira, 29 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
FLORAIS DE BACH
Num lindo dia, vocês se conheceram. Foi paixão à primeira vista. Ou mesmo à segunda vista, tanto faz. Os dias e meses que se seguiram ao encontro foram consumidos por esta paixão. A atração era imensa, o sexo intenso e constante.
O tempo passa e a paixão, que foi se arrefecendo aos poucos, foi substituída pelo amor. Ah, o amor! Aquele que constrói, admira, é generoso, amigo. É calmo, pleno, mas tão intenso quanto. O sexo continua ardoroso, constante e mais íntimo ainda.
Num mundo idealizado - leia-se, sem problemas - o amor seria suficiente para que todos fossem felizes para sempre. Mas nós sabemos que conto de fadas só mesmo nos livros infantis. Na vida real, entre um capítulo e outro de uma história de amor bonita, há as contas a pagar, tarefas e horários a cumprir, responsabilidades, filhos, cansaço e as frustrações pessoais. E o sexo, como fica no meio disto tudo?
No meu consultório virtual, recebo muitos casais assim. Ele se amam, se dão super bem mas em algum momento da rotina extenuante, o sexo foi rareando, rareando e, quando se deram conta, a frequência já tinha caído sensivelmente. Ou virou uma coisa mecânica, sem aquele ardor de antigamente. Às vezes, distante e frio.
Algumas essências florais podem ajudar a reacender aquela velha chama, trazendo de volta a fusão que tanto bem fazia ao casal. Confira a seguir.
Hibiscus (Califórnia): se a relação sexual está fria, faltando calor e vitalidade, este floral traz de volta a paixão física e o afeto. Desperta também a sensualidade que integra corpo e alma. Indicado quando há desinteresse pelo sexo, pois elimina a apatia. É também afrodisíaco e traz criatividade à relação íntima.
Hibiscus (Minas): se está faltando fusão com seu parceiro, este é o floral indicado. Funciona muito bem em relacionamentos afetivos marcados por desavenças, desentendimentos e intolerância de ambas as partes. Coadjuvante na impotência psicológica e na frigidez feminina, Hibiscus traz de volta a sintonia entre o casal.
Lady´s Slipper (Califórnia): para a exaustão nervosa que gera esgotamento na vida sexual. O floral atua como um tônico para que a pessoa se sinta revitalizada e de novo interessada no sexo.
Hymenaea (Minas): se a criação dos filhos - e o cansaço, as discordâncias e responsabilidades relativas - é a questão que mantém o casal distante, esta essência traz de volta o equilíbrio que falta na vida afetiva e sexual.
É importante ressaltar que, sendo um casal, a dupla deve tomar as gotinhas para trabalhar o conflito que atinge a relação em comum. E, como cada ser humano é um ser individual que possui características próprias, é fundamental também o acompanhamento de um terapeuta floral para que indique as essências florais complementares ao tratamento.
O tempo passa e a paixão, que foi se arrefecendo aos poucos, foi substituída pelo amor. Ah, o amor! Aquele que constrói, admira, é generoso, amigo. É calmo, pleno, mas tão intenso quanto. O sexo continua ardoroso, constante e mais íntimo ainda.
Num mundo idealizado - leia-se, sem problemas - o amor seria suficiente para que todos fossem felizes para sempre. Mas nós sabemos que conto de fadas só mesmo nos livros infantis. Na vida real, entre um capítulo e outro de uma história de amor bonita, há as contas a pagar, tarefas e horários a cumprir, responsabilidades, filhos, cansaço e as frustrações pessoais. E o sexo, como fica no meio disto tudo?
No meu consultório virtual, recebo muitos casais assim. Ele se amam, se dão super bem mas em algum momento da rotina extenuante, o sexo foi rareando, rareando e, quando se deram conta, a frequência já tinha caído sensivelmente. Ou virou uma coisa mecânica, sem aquele ardor de antigamente. Às vezes, distante e frio.
Algumas essências florais podem ajudar a reacender aquela velha chama, trazendo de volta a fusão que tanto bem fazia ao casal. Confira a seguir.
Hibiscus (Califórnia): se a relação sexual está fria, faltando calor e vitalidade, este floral traz de volta a paixão física e o afeto. Desperta também a sensualidade que integra corpo e alma. Indicado quando há desinteresse pelo sexo, pois elimina a apatia. É também afrodisíaco e traz criatividade à relação íntima.
Hibiscus (Minas): se está faltando fusão com seu parceiro, este é o floral indicado. Funciona muito bem em relacionamentos afetivos marcados por desavenças, desentendimentos e intolerância de ambas as partes. Coadjuvante na impotência psicológica e na frigidez feminina, Hibiscus traz de volta a sintonia entre o casal.
Lady´s Slipper (Califórnia): para a exaustão nervosa que gera esgotamento na vida sexual. O floral atua como um tônico para que a pessoa se sinta revitalizada e de novo interessada no sexo.
Hymenaea (Minas): se a criação dos filhos - e o cansaço, as discordâncias e responsabilidades relativas - é a questão que mantém o casal distante, esta essência traz de volta o equilíbrio que falta na vida afetiva e sexual.
É importante ressaltar que, sendo um casal, a dupla deve tomar as gotinhas para trabalhar o conflito que atinge a relação em comum. E, como cada ser humano é um ser individual que possui características próprias, é fundamental também o acompanhamento de um terapeuta floral para que indique as essências florais complementares ao tratamento.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Em nosso momento mais sombrio
No meu desespero mais profundo
Você ainda se importará?
Você estará lá?
Em meus julgamentos
E meus sofrimentos
Através de nossas dúvidas
E frustrações
Em minha violência
Em minha perturbação
Através de meus medos
E minhas confissões
Em minha angústia
Em minha dor
Através da minha alegria
E minha mágoa
Na promessa que você me fez
Realmente você estará lá?
Agora acredito que não,
Como não esteve em nenhum
Desses momentos antes.
Mas nunca o deixarei partir
Porque você para sempre estará em meu
Coração.
No meu desespero mais profundo
Você ainda se importará?
Você estará lá?
Em meus julgamentos
E meus sofrimentos
Através de nossas dúvidas
E frustrações
Em minha violência
Em minha perturbação
Através de meus medos
E minhas confissões
Em minha angústia
Em minha dor
Através da minha alegria
E minha mágoa
Na promessa que você me fez
Realmente você estará lá?
Agora acredito que não,
Como não esteve em nenhum
Desses momentos antes.
Mas nunca o deixarei partir
Porque você para sempre estará em meu
Coração.
PUBLICAR OU NÃO PUBLICAR, EIS A QUESTÃO
por Arthur Werner Menko
Li na edição de ontem do publishnews que foi autorizada por familiares a publicação póstuma de dois livros inéditos de Vergílio Ferreira, que foram rejeitados por ele enquanto vivia.
A notícia não me saiu da cabeça em razão de um dilema ético: temos o direito de trazer à luz obras que o próprio autor não quis que fossem conhecidas?
A questão não é nova. Michelangelo mandou que se destruísse a estátua de Davi por considerá-la desproporcional. Eça de Queirós condenou o romance A Tragédia da Rua das Flores à gaveta, resistindo à pressão de seus editores que queriam lançá-lo. Entre nós, recentemente, foram reunidos no livro Capítulos de História do Império vários manuscritos que Sérgio Buarque de Holanda achava que ainda precisavam de ajustes e não estavam prontos para publicação.
Nos três casos, a vontade de seus autores felizmente não foi respeitada e as obras rejeitadas ganharam às ruas. Digo felizmente porque Davi é merecidamente reconhecido como uma das obras primas do Renascimento; a Tragédia da Rua das Flores é reconhecido pelos estudiosos como a chave para o entendimento do processo criativo de Eça de Queirós; e, finalmente, quem quiser estudar história do Brasil vai ter que se debruçar sobre os Capítulos de História do Império, que já é texto obrigatório nas academias.
Mesmo assim o dilema ainda me persegue. O que deve prevalecer: a vontade individual do artista ou o interesse coletivo da sociedade em aumentar o seu acervo cultural? Não sei a resposta, mas tenho a tendência a concordar com Vergílio Ferreira, que anotou em seu diário que “se um artista não quer que se lhe conheça a obra, destrua-a ele”.
por Arthur Werner Menko
Li na edição de ontem do publishnews que foi autorizada por familiares a publicação póstuma de dois livros inéditos de Vergílio Ferreira, que foram rejeitados por ele enquanto vivia.
A notícia não me saiu da cabeça em razão de um dilema ético: temos o direito de trazer à luz obras que o próprio autor não quis que fossem conhecidas?
A questão não é nova. Michelangelo mandou que se destruísse a estátua de Davi por considerá-la desproporcional. Eça de Queirós condenou o romance A Tragédia da Rua das Flores à gaveta, resistindo à pressão de seus editores que queriam lançá-lo. Entre nós, recentemente, foram reunidos no livro Capítulos de História do Império vários manuscritos que Sérgio Buarque de Holanda achava que ainda precisavam de ajustes e não estavam prontos para publicação.
Nos três casos, a vontade de seus autores felizmente não foi respeitada e as obras rejeitadas ganharam às ruas. Digo felizmente porque Davi é merecidamente reconhecido como uma das obras primas do Renascimento; a Tragédia da Rua das Flores é reconhecido pelos estudiosos como a chave para o entendimento do processo criativo de Eça de Queirós; e, finalmente, quem quiser estudar história do Brasil vai ter que se debruçar sobre os Capítulos de História do Império, que já é texto obrigatório nas academias.
Mesmo assim o dilema ainda me persegue. O que deve prevalecer: a vontade individual do artista ou o interesse coletivo da sociedade em aumentar o seu acervo cultural? Não sei a resposta, mas tenho a tendência a concordar com Vergílio Ferreira, que anotou em seu diário que “se um artista não quer que se lhe conheça a obra, destrua-a ele”.
MORRE JOSÉ SARAMAGO
por Arthur Werner Menko
Faleceu hoje, aos 87 anos, vítima de leucemia, o escritor português JOSÉ SARAMAGO, em sua casa na ilha espanhola de Lanzarote.
Filho e neto de camponeses, não terminou os estudos secundários em decorrência de problemas financeiros. Seu primeiro emprego foi de serralheiro, tendo exercido diversas ocupações nas redações de jornais. Até que em 1976, finalmente, pode se ocupar exclusivamente da literatura.
É o único autor de língua portuguesa a ganhar o premio Nobel de Literatura, em 1998.
Evidentemente que não o conheci pessoalmente. Mas, estranhamente, tenho certeza que vou sentir saudades dele, em razão da enorme simpatia e admiração que tenho pelo seu modo revolucionário de se expressar, pensar e escrever, o que lhe valeu longa perseguição durante a ditadura portuguesa.
Por influência de um professor que queria que realmente conhecêssemos literatura portuguesa, e não apenas aquela meia dúzia de escritores exigidos no vestibular, no final da adolescência li o EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO, e, na sequência, vários outros como O ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA e A CAVERNA.
Em uma entrevista, JOSÉ SARAMAGO declarou que não tinha medo da morte e que até mesmo se sentia preparado para isso. Realmente, não havia razão nenhuma para o autor temer a morte, porque pessoas como ele não morrem, mas permanecem conosco para sempre em seus livros e personagens, que, quase reais conversam, discutem, caminham entre nós.
O mundo hoje perde uma de suas mais lúcidas vozes.
Vá em paz, Saramago!
por Arthur Werner Menko
Faleceu hoje, aos 87 anos, vítima de leucemia, o escritor português JOSÉ SARAMAGO, em sua casa na ilha espanhola de Lanzarote.
Filho e neto de camponeses, não terminou os estudos secundários em decorrência de problemas financeiros. Seu primeiro emprego foi de serralheiro, tendo exercido diversas ocupações nas redações de jornais. Até que em 1976, finalmente, pode se ocupar exclusivamente da literatura.
É o único autor de língua portuguesa a ganhar o premio Nobel de Literatura, em 1998.
Evidentemente que não o conheci pessoalmente. Mas, estranhamente, tenho certeza que vou sentir saudades dele, em razão da enorme simpatia e admiração que tenho pelo seu modo revolucionário de se expressar, pensar e escrever, o que lhe valeu longa perseguição durante a ditadura portuguesa.
Por influência de um professor que queria que realmente conhecêssemos literatura portuguesa, e não apenas aquela meia dúzia de escritores exigidos no vestibular, no final da adolescência li o EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO, e, na sequência, vários outros como O ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA e A CAVERNA.
Em uma entrevista, JOSÉ SARAMAGO declarou que não tinha medo da morte e que até mesmo se sentia preparado para isso. Realmente, não havia razão nenhuma para o autor temer a morte, porque pessoas como ele não morrem, mas permanecem conosco para sempre em seus livros e personagens, que, quase reais conversam, discutem, caminham entre nós.
O mundo hoje perde uma de suas mais lúcidas vozes.
Vá em paz, Saramago!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Pra Ser Sincero - Engenheiros do Hawaii
Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos…
Pra ser sincero
Não espero que você
Minta!
Não se sinta capaz
De enganar
Quem não engana
A si mesmo…
Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Não deixam suspeitos…
Pra ser sincero
Não espero que você
Me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma
Ao diabo…
Um dia desse
Num desses
Encontros casuais
Talvez a gente
Se encontre
Talvez a gente
Encontre explicação…
Um dia desses
Num desses
Encontros casuais
Talvez eu diga:
-Meu amigo
Pra ser sincero
Prazer em vê-lo!
Até mais!…
Não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos…
Pra ser sincero
Não espero que você
Minta!
Não se sinta capaz
De enganar
Quem não engana
A si mesmo…
Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Não deixam suspeitos…
Pra ser sincero
Não espero que você
Me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma
Ao diabo…
Um dia desse
Num desses
Encontros casuais
Talvez a gente
Se encontre
Talvez a gente
Encontre explicação…
Um dia desses
Num desses
Encontros casuais
Talvez eu diga:
-Meu amigo
Pra ser sincero
Prazer em vê-lo!
Até mais!…
quarta-feira, 23 de junho de 2010
RESPIRAR
Definição simples para ESTRESSE : quando a demanda é maior do que sua capacidade de gerenciar, maior que sua energia. Sua energia não é suficiente para a demanda.
Então como aumentar e conservar energia?
Preocupação, raiva, culpa, ansiedade, arrependimento são sentimentos sobre o passado, algo que voce não pode mudar, mas mesmo assim é gasto um tempo enorme com essas emoções consumindo hoje sua energia.
Esses sentimentos quando aparecem drenam nossa energia. Esse é o tempo que está sendo disperdiçado.
A pergunta é: Existe nova habilidade ou compreensão quando você descobre que não pode mudar o passado? Não, não existe. Então porque gastar tempo com esse passado?
Medo, ansiedade, preocupação são sentimentos relativos ao futuro. Grande energia está sendo desperdiçada com esses sentimentos. Sugam nossas forças e nos faz perder o tempo precioso do AGORA.
Se faz necessário descobrir uma forma de administrar esses sentimentos, aprender como lidar com eles.
O poder do AGORA é poderoso porque quando estamos nele alegria, amor, entusiasmo, paz, calma, afetividade, clareza, produtividade, eficiência, tudo isso está no seu máximo quando estamos no momento presente.
E se olharmos para nossa vida a mente está constantemente oscilando entre o passado e o futuro e muito pouco tempo é realmente vivido no momento presente.
Quando éramos crianças vivíamos completamente, totalmente no momento presente. Muito vibrantes, muito vivas, livres, espontâneas...
Nossa habilidade de deixar passar um evento negativo era muito alta porque a nossa força vital, nossa Prana era muito alto. Prana é também chamado de Chi em chinês e ele está associado com a respiração.
Há dois grandes segredos a aprender: Primerio - Para ganhar tempo o segredo está na respiração.
Segundo - Para gerenciar estresse, voltar a viver livre como uma criança o segredo também está na respiração.
Isso porque a respiração está associada a mente, com as nossas emoções e com o nosso corpo.
Se observarmos quando estamos zangados a nossa respiração tem um ritmo muito específica, e temos sensações diferentes no corpo, algo acontece na nossa testa que fica apertada e enrugada. E quando estamos tristes o ritmo da respiração é diferente da raiva e as sensações nas partes específicas do corpo também.
Da mesma forma quando estamos relaxados e em paz a respiração assume um terceiro ritmo, e as sensações sao diferentes. Ña raiva a respiração é muito acelerada, na tristeza a expiração é predominantemente pesada e na paz, no descanso e no relaxamento a respiração é imperceptível, mal se consegue perceber o ar entrando e saindo.
A vida significa amor, alegria, entusiasmo, energia, foco, clareza, liberdaqde tudo o que realmente procuramos na vida está escondido no segredo da respiração.
Como lidar com nossa mente, com nossas emoções, como eliminar o estresse e voltar para a nossa natureza assim como éramos quando nascemos: felizes, brilhantes, cheios de vida?
A saúde, o sono melhora, o foco aumenta, o sistema imunológico é beneficiado e as nossas relações sociais melhoram se soubermos respirar.
Rajshree Patel
http://www.artedeviver.org.br/
Então como aumentar e conservar energia?
Preocupação, raiva, culpa, ansiedade, arrependimento são sentimentos sobre o passado, algo que voce não pode mudar, mas mesmo assim é gasto um tempo enorme com essas emoções consumindo hoje sua energia.
Esses sentimentos quando aparecem drenam nossa energia. Esse é o tempo que está sendo disperdiçado.
A pergunta é: Existe nova habilidade ou compreensão quando você descobre que não pode mudar o passado? Não, não existe. Então porque gastar tempo com esse passado?
Medo, ansiedade, preocupação são sentimentos relativos ao futuro. Grande energia está sendo desperdiçada com esses sentimentos. Sugam nossas forças e nos faz perder o tempo precioso do AGORA.
Se faz necessário descobrir uma forma de administrar esses sentimentos, aprender como lidar com eles.
O poder do AGORA é poderoso porque quando estamos nele alegria, amor, entusiasmo, paz, calma, afetividade, clareza, produtividade, eficiência, tudo isso está no seu máximo quando estamos no momento presente.
E se olharmos para nossa vida a mente está constantemente oscilando entre o passado e o futuro e muito pouco tempo é realmente vivido no momento presente.
Quando éramos crianças vivíamos completamente, totalmente no momento presente. Muito vibrantes, muito vivas, livres, espontâneas...
Nossa habilidade de deixar passar um evento negativo era muito alta porque a nossa força vital, nossa Prana era muito alto. Prana é também chamado de Chi em chinês e ele está associado com a respiração.
Há dois grandes segredos a aprender: Primerio - Para ganhar tempo o segredo está na respiração.
Segundo - Para gerenciar estresse, voltar a viver livre como uma criança o segredo também está na respiração.
Isso porque a respiração está associada a mente, com as nossas emoções e com o nosso corpo.
Se observarmos quando estamos zangados a nossa respiração tem um ritmo muito específica, e temos sensações diferentes no corpo, algo acontece na nossa testa que fica apertada e enrugada. E quando estamos tristes o ritmo da respiração é diferente da raiva e as sensações nas partes específicas do corpo também.
Da mesma forma quando estamos relaxados e em paz a respiração assume um terceiro ritmo, e as sensações sao diferentes. Ña raiva a respiração é muito acelerada, na tristeza a expiração é predominantemente pesada e na paz, no descanso e no relaxamento a respiração é imperceptível, mal se consegue perceber o ar entrando e saindo.
A vida significa amor, alegria, entusiasmo, energia, foco, clareza, liberdaqde tudo o que realmente procuramos na vida está escondido no segredo da respiração.
Como lidar com nossa mente, com nossas emoções, como eliminar o estresse e voltar para a nossa natureza assim como éramos quando nascemos: felizes, brilhantes, cheios de vida?
A saúde, o sono melhora, o foco aumenta, o sistema imunológico é beneficiado e as nossas relações sociais melhoram se soubermos respirar.
Rajshree Patel
http://www.artedeviver.org.br/
terça-feira, 22 de junho de 2010
ATÉ BREVE!
O que vêem meus queridos amigos e amigas quando me olham inerte nesse nosso último momento em que partilhamos o tempo que nos foi tão caro?
Alguns me conhecem desde o começo, outros se uniram a mim pelo caminho da estrada da vida. Alguns viveram comigo em altas montanhas, outros em profundos vales.
Nesse nosso último encontro estarei eu em uma casca velha, nova ou de meia-idade? Serei eu uma pessoa ainda em sã consciência ou já na fase na senilidade? Não importa - não para o que quero dizer à vocês.
Acredito que estarei olhando cada um de vocês e festejando tê-los partilhados sempre de uma forma onde o amor era o maior objetivo da minha parte.
Esse corpo inerte meus queridos...Ele não sou eu!
Agora vendo minha vida correr em frente aos meus olhos, sou uma menina de tenra idade que tem pai e mãe, irmãos e irmãs que se amam, às vezes silenciosamente, mas se amam.
Uma menina que adora subir em árvores para chupar manga, que adora soltar pipa, correr de pés descalços e jogar bola de gude, queimado e andar de bicicleta.
Sou também uma jovem de 15 anos festejando sua entrada para a adolescência em meio a um grupo de amigos que duraram o tempo que fiquei por ai.
Aos 15 tenho asas para voar, sou rebelde sem causa, abusada, corajosa, sem papas na língua, falante, risonha, namoradeira e que sonha encontrar uma pessoa especial a qual dedicará toda a sua vida, encontrar o ser que será amado por ela por toda a eternidade.
Sou uma noiva aos 23 anos preocupada em ser sincera, transparente, amiga , parceira partilhando e compartilhando o compromisso que meu coração assumiu.
O mesmo coração que hoje se alegra ao relembrar a promessa que fiz de me unir até o dia de hoje – fim dos meus dias – ao amor de minha vida.
Sou ainda uma jovem grávida aos 26 anos de seu primeiro filho. Filho tão esperado, tão amado, que assumi guiar durante sua estadia comigo. Tenho uma família. Tenho um lugar seguro e feliz que construi durante minha caminhada. Como sou abençoada!
Sou uma mulher aos 30 que ficou sem perspectiva de trabalho. Que começa a ver seu filho caminhar sem que sua presença seja necessária em tempo integral. Vejo-o lindo, esperto e tenho a certeza de que existem laços que nos unem e eles deveriam durar também para sempre...
Sou uma mulher adulta aos 40 anos que dá uma guinada na sua trajetória, começa do zero uma nova caminhada na profissão visando sempre o melhor para a família. Pensando em melhorar o peso dos ombros do meu amado, aquele que sempre me apoiou, mas precisava estar mais livres dos compromissos financeiros para quem sabe escolher também outro caminho profissional.
Aos 43 anos enfrento a rebeldia da juventude do meu filho e a sua não permanência constante ao meu lado, ao lado das minhas idéias. Mas tenho meu marido que me acalenta quando fico triste.
Aos 44 anos me deparo com a minha família ruindo. Meu pai, meu marido, meu filho se vão de mim. Percebo ai sentimentos que nunca senti, eles se apossam de mim – o medo e o terror. Nuvens escuras povoam meu caminho. Conheço de perto o sofrimento maior, a tristeza sem piedade e perco de vista minha menina, minha noiva jovem, a mãe dedicada, a esposa amorosa, a profissional. Estou sem o meu lugar no mundo sem meu amado, sem minhas razões de existência.
Caminho um calvário inacreditavelmente longo, sem ao menos vislumbrar a cruz que colocaria fim ao meu sofrimento.
Aos 50 anos caminho sozinha, mas sem estar solitária. Reconheci-me em mim mesma. Acreditei novamente nas minhas verdades e lamentei perdas irreparáveis.
Penso em tudo o que aconteceu e nos amores que conheci. Amores de mãe, pai, filho, irmãos, irmãs, sobrinhos, sobrinhas, amigos, amigas, colegas e de homem e mulher.
Esse amor tão especial eu conheci e sou grata por essa benção que nem todos têm. Não me acho démodé por ter cumprido com a promessa daquela jovem aos 23 anos. Era realmente isso o que eu acreditava.
A morte é uma piada. Tudo desaparece – o corpo, a força, a coragem, a alegria da vida corporal, mas também nos trás esse reencontro com o que fomos ou seja o que verdadeiramente fomos.
No meu caso a menina com várias idades que ainda permanece viva depois da morte e é ela aqui olhando para vocês amigos que choram sua ausência carnal. O coração cansado da luta e das dores ainda está cheio de sentimentos vivos e calorosos.
Estar aqui recordando os felizes e os tristes dias passados me faz amá-los e respeitá-los aceitando o inevitável... De que nada é eterno...
Aqui estou EU, o que realmente SOU além da casca escolhida para viver com vocês todos os sentimentos de vida.
Poucos conheceram esse meu EU VERDADEIRO, poucos tiveram a delicadeza de perguntar sobre ele, de aceitá-lo como ele é e foi para muito poucos mesmo que eu quis revelá-lo certa de que ele seria ao menos respeitado caso não fosse entendido, pessoas iluminadas, ao menos gentis ao ouvi-lo, sem julgar, sem condenar.
Não me arrependo de ter sido transparente mesmo não sendo entendida. Importa é que não passei por aqui eu estive aqui, fiz o meu aqui e estarei para sempre em todos vocês.
Até breve! Amigos.
Hilzia Elane 22.06.2010
Alguns me conhecem desde o começo, outros se uniram a mim pelo caminho da estrada da vida. Alguns viveram comigo em altas montanhas, outros em profundos vales.
Nesse nosso último encontro estarei eu em uma casca velha, nova ou de meia-idade? Serei eu uma pessoa ainda em sã consciência ou já na fase na senilidade? Não importa - não para o que quero dizer à vocês.
Acredito que estarei olhando cada um de vocês e festejando tê-los partilhados sempre de uma forma onde o amor era o maior objetivo da minha parte.
Esse corpo inerte meus queridos...Ele não sou eu!
Agora vendo minha vida correr em frente aos meus olhos, sou uma menina de tenra idade que tem pai e mãe, irmãos e irmãs que se amam, às vezes silenciosamente, mas se amam.
Uma menina que adora subir em árvores para chupar manga, que adora soltar pipa, correr de pés descalços e jogar bola de gude, queimado e andar de bicicleta.
Sou também uma jovem de 15 anos festejando sua entrada para a adolescência em meio a um grupo de amigos que duraram o tempo que fiquei por ai.
Aos 15 tenho asas para voar, sou rebelde sem causa, abusada, corajosa, sem papas na língua, falante, risonha, namoradeira e que sonha encontrar uma pessoa especial a qual dedicará toda a sua vida, encontrar o ser que será amado por ela por toda a eternidade.
Sou uma noiva aos 23 anos preocupada em ser sincera, transparente, amiga , parceira partilhando e compartilhando o compromisso que meu coração assumiu.
O mesmo coração que hoje se alegra ao relembrar a promessa que fiz de me unir até o dia de hoje – fim dos meus dias – ao amor de minha vida.
Sou ainda uma jovem grávida aos 26 anos de seu primeiro filho. Filho tão esperado, tão amado, que assumi guiar durante sua estadia comigo. Tenho uma família. Tenho um lugar seguro e feliz que construi durante minha caminhada. Como sou abençoada!
Sou uma mulher aos 30 que ficou sem perspectiva de trabalho. Que começa a ver seu filho caminhar sem que sua presença seja necessária em tempo integral. Vejo-o lindo, esperto e tenho a certeza de que existem laços que nos unem e eles deveriam durar também para sempre...
Sou uma mulher adulta aos 40 anos que dá uma guinada na sua trajetória, começa do zero uma nova caminhada na profissão visando sempre o melhor para a família. Pensando em melhorar o peso dos ombros do meu amado, aquele que sempre me apoiou, mas precisava estar mais livres dos compromissos financeiros para quem sabe escolher também outro caminho profissional.
Aos 43 anos enfrento a rebeldia da juventude do meu filho e a sua não permanência constante ao meu lado, ao lado das minhas idéias. Mas tenho meu marido que me acalenta quando fico triste.
Aos 44 anos me deparo com a minha família ruindo. Meu pai, meu marido, meu filho se vão de mim. Percebo ai sentimentos que nunca senti, eles se apossam de mim – o medo e o terror. Nuvens escuras povoam meu caminho. Conheço de perto o sofrimento maior, a tristeza sem piedade e perco de vista minha menina, minha noiva jovem, a mãe dedicada, a esposa amorosa, a profissional. Estou sem o meu lugar no mundo sem meu amado, sem minhas razões de existência.
Caminho um calvário inacreditavelmente longo, sem ao menos vislumbrar a cruz que colocaria fim ao meu sofrimento.
Aos 50 anos caminho sozinha, mas sem estar solitária. Reconheci-me em mim mesma. Acreditei novamente nas minhas verdades e lamentei perdas irreparáveis.
Penso em tudo o que aconteceu e nos amores que conheci. Amores de mãe, pai, filho, irmãos, irmãs, sobrinhos, sobrinhas, amigos, amigas, colegas e de homem e mulher.
Esse amor tão especial eu conheci e sou grata por essa benção que nem todos têm. Não me acho démodé por ter cumprido com a promessa daquela jovem aos 23 anos. Era realmente isso o que eu acreditava.
A morte é uma piada. Tudo desaparece – o corpo, a força, a coragem, a alegria da vida corporal, mas também nos trás esse reencontro com o que fomos ou seja o que verdadeiramente fomos.
No meu caso a menina com várias idades que ainda permanece viva depois da morte e é ela aqui olhando para vocês amigos que choram sua ausência carnal. O coração cansado da luta e das dores ainda está cheio de sentimentos vivos e calorosos.
Estar aqui recordando os felizes e os tristes dias passados me faz amá-los e respeitá-los aceitando o inevitável... De que nada é eterno...
Aqui estou EU, o que realmente SOU além da casca escolhida para viver com vocês todos os sentimentos de vida.
Poucos conheceram esse meu EU VERDADEIRO, poucos tiveram a delicadeza de perguntar sobre ele, de aceitá-lo como ele é e foi para muito poucos mesmo que eu quis revelá-lo certa de que ele seria ao menos respeitado caso não fosse entendido, pessoas iluminadas, ao menos gentis ao ouvi-lo, sem julgar, sem condenar.
Não me arrependo de ter sido transparente mesmo não sendo entendida. Importa é que não passei por aqui eu estive aqui, fiz o meu aqui e estarei para sempre em todos vocês.
Até breve! Amigos.
Hilzia Elane 22.06.2010
sábado, 19 de junho de 2010
Muita gente acha que é difícil começar uma caminhada.
Pessoalmente penso diferente.
Para mim, mas difícil que iniciar é continuar...
De começos o mundo está cheio: os que começam um casamento, os que começam a abandonar um vício,
os que iniciam o aprendizado de uma língua e por aí vai.
Ir em frente é mais complicado.
Exige persistência e muita força de vontade.
Requer que nós olhemos para trás com sentimento de satisfação pela experiência adquirida e não com remorso ou sensação de arrependimento.
Que nós tenhamos sonhos, mas que não vivamos de sonhos.
Que choremos, mas não deixemos as lágrimas turvarem nossa visão.
Que escutemos os outros, mas que não desistamos de fazer o que julguemos certo, por causa deles.
Tudo isso de tão simples parece coisa de criança. E é mesmo!
Antes de aprendermos a andar precisamos: cair muitas vezes, nos machucar, chorar, ser motivo de riso,
e nem por isso tudo desistimos ou deixamos de levantar.
Nisso temos muito que aprender com as crianças.
Elas "sabem" que antes de dar os primeiros passos, é preciso ficar de pé, e antes disso é preciso engatinhar.
Que precisamos das pessoas para servir de apoio, mas, que elas não são bengalas e nós não somos aleijados.
Se todas as pessoas soubessem disso teríamos bem menos fracassados no mundo.
Gente que poderia atingir grandes coisas, mas que desiste no meio do caminho.
Diante disso só temos a agradecer a predisposição para certos aprendizados na infância.
Se fosse o contrário, para que viver?
Pessoalmente penso diferente.
Para mim, mas difícil que iniciar é continuar...
De começos o mundo está cheio: os que começam um casamento, os que começam a abandonar um vício,
os que iniciam o aprendizado de uma língua e por aí vai.
Ir em frente é mais complicado.
Exige persistência e muita força de vontade.
Requer que nós olhemos para trás com sentimento de satisfação pela experiência adquirida e não com remorso ou sensação de arrependimento.
Que nós tenhamos sonhos, mas que não vivamos de sonhos.
Que choremos, mas não deixemos as lágrimas turvarem nossa visão.
Que escutemos os outros, mas que não desistamos de fazer o que julguemos certo, por causa deles.
Tudo isso de tão simples parece coisa de criança. E é mesmo!
Antes de aprendermos a andar precisamos: cair muitas vezes, nos machucar, chorar, ser motivo de riso,
e nem por isso tudo desistimos ou deixamos de levantar.
Nisso temos muito que aprender com as crianças.
Elas "sabem" que antes de dar os primeiros passos, é preciso ficar de pé, e antes disso é preciso engatinhar.
Que precisamos das pessoas para servir de apoio, mas, que elas não são bengalas e nós não somos aleijados.
Se todas as pessoas soubessem disso teríamos bem menos fracassados no mundo.
Gente que poderia atingir grandes coisas, mas que desiste no meio do caminho.
Diante disso só temos a agradecer a predisposição para certos aprendizados na infância.
Se fosse o contrário, para que viver?
O Casal Como Centro da Civilização
Carlos Cardoso Aveline
O casal humano é a fonte e o centro das civilizações. A vida a dois resume em si o processo da humanidade. Para saber como vai a saúde de um grupo social, basta examinar como está o casal que forma sua base.
A relação entre homem e mulher é tão vasta quanto o imenso potencial humano para o bem, mas pode se tornar uma prisão quando há ignorância e injustiça. Ali encontramos o céu, a terra e – às vezes – o inferno. Nesta perigosa relação de amor convivem confiança e medo, dor inesperada e êxtase supremo, poder ditatorial e democracia, individualismo e altruísmo, amor e ódio, ajuda mútua e competição. Quando for compreendido o caráter sagrado do amor entre um homem e uma mulher, a humanidade recuperará sua felicidade primordial.
Nas últimas décadas, o casal humano tirou sua camisa de força institucional e tornou-se mais leve e dinâmico, embora também tenha ficado mais frágil. A tendência a partir de agora é ir além desta flexibilidade meramente externa, que nos permite romper sem traumas demasiado devastadores um casal que já não se sustenta. A tarefa do momento é construir casais psicologicamente flexíveis, isto é, capazes de aprender com rapidez, de modo que os erros do homem e da mulher sejam corrigidos enquanto são pequenos, e a felicidade possa ser construída de modo mais eficaz e duradouro através da inteligência emocional, do altruísmo e da sensibilidade.
Na mesma linha de trabalho, diversas organizações sociais voltadas para a libertação da mulher vêm discutindo o chamado pós-feminismo. Depois de imensos progressos contra o chamado “machismo” patriarcal, setores ligados ao feminismo histórico vitorioso parecem descobrir, afinal, que a mulher livre e feliz deve amar e ser amada, e que não pode haver vida inteligente sem uma boa parceria entre homens e mulheres. Essa tendência de pensamento ocorre em meio a fatos culturais e transformações sociais que estão recuperando o prestígio aparentemente perdido pelo casal durável, e permitem antever o surgimento de uma nova família mais sólida e mais sábia (1).
A interação entre masculino e feminino não é fonte de vida apenas no reino humano, mas ocorre também em dimensões cósmicas e nos processos do mundo natural. Cada relação entre macho e fêmea é um resumo microcósmico da relação gigantesca entre as forças vitais expansivas e receptivas da natureza. O manuscrito Huarochirí – um dos principais relatos tradicionais da sabedoria divina dos povos andinos – ensina que Chaupi Ñamca, a suprema divindade feminina, é o espírito do vale e das terras baixas, enquanto que Paria Caca, a divindade masculina, é uma montanha. A mulher recebe o homem como o vale recebe a água do rio. O macho, a montanha, irriga a terra do vale para que ela dê frutos e vida. Há correspondências perfeitas entre o céu e a terra ou o cósmico e o individual (2). A sensação de êxtase presente no amor humano surge da percepção não-cerebral e da sintonia ou alinhamento do afeto terrestre com o amor maior que move o universo. A parte mergulha no todo oceânico de onde um dia surgiu e esquece de si no êxtase que isso causa.
O feminino é estável e abriga a vida dentro de si; o masculino é transcendente, às vezes imprevisível como as tempestades do céu. Ele necessita descarregar amorosamente sobre a terra o excesso das suas energias acumuladas. Assim se dão a fecundação e a irrigação. Os arquétipos mais profundos do masculino e do feminino têm sua vida dinâmica no cosmo. Mulheres e homens abertos à dimensão espiritual da vida devem manter contato consciente com estas fontes de inspiração eterna. Cada homem e mulher contém dentro de si os dois pólos do universo em equilíbrio dinâmico, e as formas de combinação das polaridades evoluem o tempo todo. A diferença entre macho e fêmea é apenas de predominância relativa. No homem, a polaridade expansiva é mais forte. Na mulher, a receptiva.
Tudo no universo é eletromagnético: inclusive a evolução das galáxias, a vida das borboletas, a formação da chuva no céu, as batidas de um coração, o funcionamento do sistema solar e os impulsos entre neurônios de um cérebro humano. O fluxo da vida se dá por processos elétricos e magnéticos de transmissão de vontades definidas em torno de polaridades expansivas e receptivas, positivas e negativas, ou yang e yin, nos termos da tradição chinesa. A chave do bem-estar consiste em harmonizar essas correntes elétricas.
Talvez seja errado pensar que o amor, em si mesmo, produz felicidade. Na verdade, o amor produz altruísmo. A prática do altruísmo é que produz felicidade. Em quaisquer relações humanas, quando cada um se preocupa com a satisfação das necessidades do outro, há plenitude e bem-estar. Por outro lado, a ausência de amor e solidariedade é uma desgraça porque torna as pessoas egoístas, e o egoísmo produz infelicidade. Esta é uma lei que opera em todos os níveis de consciência, do mais alto ao mais baixo. Por isso, por exemplo, o homem sexualmente maduro encontra prazer sobretudo em dar prazer à mulher amada, e o fato é recíproco.
O indivíduo humano mais feliz não é aquele que é mais amado, mas aquele que ama mais. A infelicidade, por seu lado, consiste em não ter prazer de dar prazer ao outro.
Todos sabem que o amor dá sentido à vida, mas o que é que sustenta o amor e faz com que ele viva para sempre? Quase sempre o afeto não pode durar se não há talento, criatividade, inteligência emocional e, sobretudo, percepção da unidade da vida. Este último item é um ponto sutilmente decisivo. O amor não deve ser um ato solitário a dois, algo a ser defendido contra um mundo externo considerado mau e hostil. Se queremos recuperar o casal humano como processo vivo e transformá-lo na base de uma nova civilização fraterna e saudável, será necessário resgatar o amor altruísta por toda vida. Esse amor a tudo o que há surge não só quando estamos apaixonados, mas todas as vezes que nosso afeto por alguém ou por algo – como uma causa ou ideal – é suficientemente profundo. Em nossos casais podemos sentir-nos pais e mães de todas as formas mais jovens de vida, e irmãos e irmãs de todos os seres humanos.
O amor ajuda a dissolver a noção árida e asfixiante de um eu pessoal separado do resto da vida. Para o psicólogo Viktor Frankl, o afeto está relacionado com a autotranscendência, isto é, a transcendência dos pequenos interesses do eu inferior. Por um processo de irradiação natural, o casal altruísta deve ser capaz de construir ao seu redor um mundo melhor, assim como um casal de egocêntricos tenderia a gerar sofrimento e confusão para si mesmo e para os outros.
Naturalmente, quem ama não deseja que o outro viva apenas para satisfazer suas necessidades pessoais de curto ou longo prazo. Ao contrário: cada um tem a responsabilidade de “construir” de certo modo o seu parceiro de acordo com o melhor potencial que há dentro dele, talvez adormecido. Antoine de Saint-Exupéry escreveu que o amor é o processo “pelo qual eu levo delicadamente o ser amado ao encontro de si mesmo”.
No casal, o homem é filho, pai, amigo, irmão e amante, não necessariamente nesta ordem. A mulher é filha, mãe, amiga, irmã e amante. Todos estes papéis – e muitos outros – são vividos constantemente. Devemos exercê-los de modo tão consciente quanto possível. Um bom exercício de diálogo seria dizer, um ao outro, como se pensa que estes papéis estão distribuídos, e como se gostaria que eles fossem exercidos. Então se descobrirá que uma mulher pode estar cansada de ser tão “mãe de família” como tem sido e gostaria de ser mais “amante”; ou que o homem está cansado de disputas de poder como se os dois fossem irmãos que brigam para ver quem é mais poderoso ou inteligente.
Além de cumprirmos simultaneamente diferentes papéis em nossos namoros e casamentos, o amor é um processo que não funciona do mesmo modo nos diversos níveis e dimensões da nossa consciência. Há o amor físico, que vai muito além do ato sexual e inclui também a carícia, a proximidade, a ternura, a ajuda mútua, o prazer de estar por perto. Há o amor emocional, que inclui não só a atração mas a admiração, o querer o bem do outro, alegrar-se com a felicidade dele e entristecer-se com o seu sofrimento. Ao lado disso, no plano mental concreto, o amor se mostra pela sinceridade, pela capacidade de pensar juntos e construtivamente as coisas práticas da vida, pelo hábito de se dizer o que se pensa e pensar bem o que se diz. O amor no plano mental concreto inclui definir metas de vida e planos de trabalho em comum.
O amor do nível mental abstrato se mostra, por exemplo, pela capacidade de sonhar, filosofar, admirar arte, poesia, ouvir música, caminhar na beira da praia em silêncio ou praticar meditação juntos. É aquele tipo de afeto que está além da forma externa e torna o silêncio uma coisa gostosa. Esse é o amor de manas, a inteligência espiritual, a mente superior que pertence ao eu imortal de cada ser humano. Acima dela está buddhi, a intuição que nos permite perceber em um relance e sem palavras ou pensamentos a necessidade e o sentimento do outro. Essa intuição é também um amor altruísta, incondicional e eterno pela alma do outro. E finalmente há atma, nosso eu ou princípio supremo e universal, que com ajuda de um amor puro dá um sentido poderoso e criativo às nossas vidas individuais. Atma vê tudo o que há como uma só coisa inseparável. Como podemos distribuir, percentualmente, a energia amorosa do nosso casal através dos vários níveis de consciência? Haverá amor em alguns níveis e rancor em outros? Em quantas dimensões diferentes podemos fazer amor? Nos níveis superiores de consciência, o amor não cansa. Além disso, é eterno.
Há momentos em que o amor surge espontaneamente. Mas é infantil querer ser levado sempre de carona nas asas leves e irresponsáveis desse sentimento. O desejo superficial leva a uma infelicidade profunda quando insistimos nele. Por isso pode-se dizer que há uma ioga do casal, isto é, uma disciplina espiritual pela qual construímos uma relação de amor correta. Esta ioga consiste em colocar toda a vida do casal no contexto da caminhada espiritual, reconhecendo que tudo o que ocorre no amor, como nos outros aspectos da vida, é parte do nosso aprendizado interior. Quando somos conscientes disso, olhamos a vida a dois com olhos diferentes.
Se limitamos a relação a aspectos puramente mecânicos e materiais de vida, a convivência pode tornar-se um inferno. Todo casal tem possibilidades concretas de deixar de existir como processo de crescimento espiritual, e parece necessário admitir honestamente esta possibilidade para que ele possa viver e renovar-se sempre. O amor é um processo orgânico e -- como tudo que é organicamente vivo-- pode morrer a qualquer momento, soterrado pela rotina ou por uma mudança de interesses de uma das partes. Negar essa verdade é inútil e perigoso.
Examine, por exemplo, seu casal. Veja honestamente quanto por cento dele é feito de prazer sexual, prazer emocional, costume de viver juntos, rotina, interesses materiais concretos, necessidade de sentir a pele do outro por perto e de passar a mão por ela, afinidade intelectual, interesses espirituais e decisão de buscar juntos a verdade suprema da sabedoria imortal. Veja como essas porcentagens mudaram ao longo do tempo, e também como aumentou a sabedoria com que você administra sua vida emocional. A experiência ensina como se pode integrar harmoniosamente corpo e alma, espírito e carne, céu e terra.
A vida moderna tem colocado grande quantidade de pressões sobre o casal e, na verdade, também sobre todos os vínculos humanos que não têm por objetivo a busca de dinheiro e bens materiais. O casal ressurge hoje mais forte destes desafios, expressando o amadurecimento gradual mas irreversível da alma humana. Como escreveu um dos Mestres de Sabedoria que participaram da fundação do movimento esotérico moderno, “a pureza do amor terreno purifica e prepara para a realização do Amor Divino”. O mesmo Mestre afirmou em outra ocasião(3): “Onde um amor verdadeiramente espiritual busque consolidar-se através de uma união pura e permanente de duas pessoas, no sentido terreno, não há pecado nem crime aos olhos do grande Ain Soph (o princípio supremo universal), pois esta é somente a repetição divina dos princípios masculino e feminino, isto é o reflexo microcósmico da primeira condição da Criação. Diante de uma tal união os anjos bem poderão sorrir!”
Este é o casal do futuro.
Sete Características De Um Casal Luminoso
o amadurecimento espiritual do ser humano vai mudando o relacionamento entre o homem e a mulher e, consequentemente, o resto da sociedade. À medida que avançarmos pelo caminho da evolução, sete fatos caracterizarão a vida amorosa na nova era:
1) O casal se constrói eticamente por seu compromisso com a sinceridade mútua, e o homem e a mulher estão dispostos a pagar o preço do respeito profundo e da honestidade entre si.
2) O casal percebe que é parte da unidade mais ampla da vida no cosmo. Surge uma parceria em várias dimensões da consciência e que integra harmoniosamente níveis animais, humanos e sagrados.
3) A relação a dois se organiza sobre a base da moralidade que surge da percepção da unidade da vida de tudo o que há. Essa unidade, que é dinâmica, opera através das leis do carma e da reencarnação. A “lei do retorno” recomenda fazer ao outro aquilo que queremos que o outro faça para conosco.
4) No casal, a consciência divina em cada um ama a consciência divina no outro. Homem e mulher percebem que, estando em contato com o que há de melhor em si mesmos, são capazes de perceber o que há de melhor no parceiro.
5) Sexualmente, o casal evita os excessos de luxúria e da falta de afetividade. No caso da metáfora ecológica da tradição andina, a relação produtiva entre macho e fêmea se dá como na irrigação do solo, que canaliza a água fecundadora para que haja mais vida e mais amor. Este é o caminho do meio e da moderação entre a inundação (luxúria) e a seca (negação do afeto).
6) Os filhos são vistos como “flechas em direção à vida”, na expressão de Khalil Gibran. Os pais não pretendem manipulá-los ou dominá-los, mas procuram amá-los de modo incondicional, preparando-os para vencer eticamente na vida e para encontrar a verdade suprema.
7) O casal sabe que todas as dimensões da vida – social, econômica, familiar, cultural e pessoal – devem possuir e expressar um mesmo padrão energético que, no plano mental, se chama verdade, e no plano emocional é amor e solidariedade, mas, no plano espiritual, é a percepção direta da unidade essencial de tudo o que há. Assim, o casal funciona como um centro de produção e irradiação de paz para todos os seres. (CCA)
O casal humano é a fonte e o centro das civilizações. A vida a dois resume em si o processo da humanidade. Para saber como vai a saúde de um grupo social, basta examinar como está o casal que forma sua base.
A relação entre homem e mulher é tão vasta quanto o imenso potencial humano para o bem, mas pode se tornar uma prisão quando há ignorância e injustiça. Ali encontramos o céu, a terra e – às vezes – o inferno. Nesta perigosa relação de amor convivem confiança e medo, dor inesperada e êxtase supremo, poder ditatorial e democracia, individualismo e altruísmo, amor e ódio, ajuda mútua e competição. Quando for compreendido o caráter sagrado do amor entre um homem e uma mulher, a humanidade recuperará sua felicidade primordial.
Nas últimas décadas, o casal humano tirou sua camisa de força institucional e tornou-se mais leve e dinâmico, embora também tenha ficado mais frágil. A tendência a partir de agora é ir além desta flexibilidade meramente externa, que nos permite romper sem traumas demasiado devastadores um casal que já não se sustenta. A tarefa do momento é construir casais psicologicamente flexíveis, isto é, capazes de aprender com rapidez, de modo que os erros do homem e da mulher sejam corrigidos enquanto são pequenos, e a felicidade possa ser construída de modo mais eficaz e duradouro através da inteligência emocional, do altruísmo e da sensibilidade.
Na mesma linha de trabalho, diversas organizações sociais voltadas para a libertação da mulher vêm discutindo o chamado pós-feminismo. Depois de imensos progressos contra o chamado “machismo” patriarcal, setores ligados ao feminismo histórico vitorioso parecem descobrir, afinal, que a mulher livre e feliz deve amar e ser amada, e que não pode haver vida inteligente sem uma boa parceria entre homens e mulheres. Essa tendência de pensamento ocorre em meio a fatos culturais e transformações sociais que estão recuperando o prestígio aparentemente perdido pelo casal durável, e permitem antever o surgimento de uma nova família mais sólida e mais sábia (1).
A interação entre masculino e feminino não é fonte de vida apenas no reino humano, mas ocorre também em dimensões cósmicas e nos processos do mundo natural. Cada relação entre macho e fêmea é um resumo microcósmico da relação gigantesca entre as forças vitais expansivas e receptivas da natureza. O manuscrito Huarochirí – um dos principais relatos tradicionais da sabedoria divina dos povos andinos – ensina que Chaupi Ñamca, a suprema divindade feminina, é o espírito do vale e das terras baixas, enquanto que Paria Caca, a divindade masculina, é uma montanha. A mulher recebe o homem como o vale recebe a água do rio. O macho, a montanha, irriga a terra do vale para que ela dê frutos e vida. Há correspondências perfeitas entre o céu e a terra ou o cósmico e o individual (2). A sensação de êxtase presente no amor humano surge da percepção não-cerebral e da sintonia ou alinhamento do afeto terrestre com o amor maior que move o universo. A parte mergulha no todo oceânico de onde um dia surgiu e esquece de si no êxtase que isso causa.
O feminino é estável e abriga a vida dentro de si; o masculino é transcendente, às vezes imprevisível como as tempestades do céu. Ele necessita descarregar amorosamente sobre a terra o excesso das suas energias acumuladas. Assim se dão a fecundação e a irrigação. Os arquétipos mais profundos do masculino e do feminino têm sua vida dinâmica no cosmo. Mulheres e homens abertos à dimensão espiritual da vida devem manter contato consciente com estas fontes de inspiração eterna. Cada homem e mulher contém dentro de si os dois pólos do universo em equilíbrio dinâmico, e as formas de combinação das polaridades evoluem o tempo todo. A diferença entre macho e fêmea é apenas de predominância relativa. No homem, a polaridade expansiva é mais forte. Na mulher, a receptiva.
Tudo no universo é eletromagnético: inclusive a evolução das galáxias, a vida das borboletas, a formação da chuva no céu, as batidas de um coração, o funcionamento do sistema solar e os impulsos entre neurônios de um cérebro humano. O fluxo da vida se dá por processos elétricos e magnéticos de transmissão de vontades definidas em torno de polaridades expansivas e receptivas, positivas e negativas, ou yang e yin, nos termos da tradição chinesa. A chave do bem-estar consiste em harmonizar essas correntes elétricas.
Talvez seja errado pensar que o amor, em si mesmo, produz felicidade. Na verdade, o amor produz altruísmo. A prática do altruísmo é que produz felicidade. Em quaisquer relações humanas, quando cada um se preocupa com a satisfação das necessidades do outro, há plenitude e bem-estar. Por outro lado, a ausência de amor e solidariedade é uma desgraça porque torna as pessoas egoístas, e o egoísmo produz infelicidade. Esta é uma lei que opera em todos os níveis de consciência, do mais alto ao mais baixo. Por isso, por exemplo, o homem sexualmente maduro encontra prazer sobretudo em dar prazer à mulher amada, e o fato é recíproco.
O indivíduo humano mais feliz não é aquele que é mais amado, mas aquele que ama mais. A infelicidade, por seu lado, consiste em não ter prazer de dar prazer ao outro.
Todos sabem que o amor dá sentido à vida, mas o que é que sustenta o amor e faz com que ele viva para sempre? Quase sempre o afeto não pode durar se não há talento, criatividade, inteligência emocional e, sobretudo, percepção da unidade da vida. Este último item é um ponto sutilmente decisivo. O amor não deve ser um ato solitário a dois, algo a ser defendido contra um mundo externo considerado mau e hostil. Se queremos recuperar o casal humano como processo vivo e transformá-lo na base de uma nova civilização fraterna e saudável, será necessário resgatar o amor altruísta por toda vida. Esse amor a tudo o que há surge não só quando estamos apaixonados, mas todas as vezes que nosso afeto por alguém ou por algo – como uma causa ou ideal – é suficientemente profundo. Em nossos casais podemos sentir-nos pais e mães de todas as formas mais jovens de vida, e irmãos e irmãs de todos os seres humanos.
O amor ajuda a dissolver a noção árida e asfixiante de um eu pessoal separado do resto da vida. Para o psicólogo Viktor Frankl, o afeto está relacionado com a autotranscendência, isto é, a transcendência dos pequenos interesses do eu inferior. Por um processo de irradiação natural, o casal altruísta deve ser capaz de construir ao seu redor um mundo melhor, assim como um casal de egocêntricos tenderia a gerar sofrimento e confusão para si mesmo e para os outros.
Naturalmente, quem ama não deseja que o outro viva apenas para satisfazer suas necessidades pessoais de curto ou longo prazo. Ao contrário: cada um tem a responsabilidade de “construir” de certo modo o seu parceiro de acordo com o melhor potencial que há dentro dele, talvez adormecido. Antoine de Saint-Exupéry escreveu que o amor é o processo “pelo qual eu levo delicadamente o ser amado ao encontro de si mesmo”.
No casal, o homem é filho, pai, amigo, irmão e amante, não necessariamente nesta ordem. A mulher é filha, mãe, amiga, irmã e amante. Todos estes papéis – e muitos outros – são vividos constantemente. Devemos exercê-los de modo tão consciente quanto possível. Um bom exercício de diálogo seria dizer, um ao outro, como se pensa que estes papéis estão distribuídos, e como se gostaria que eles fossem exercidos. Então se descobrirá que uma mulher pode estar cansada de ser tão “mãe de família” como tem sido e gostaria de ser mais “amante”; ou que o homem está cansado de disputas de poder como se os dois fossem irmãos que brigam para ver quem é mais poderoso ou inteligente.
Além de cumprirmos simultaneamente diferentes papéis em nossos namoros e casamentos, o amor é um processo que não funciona do mesmo modo nos diversos níveis e dimensões da nossa consciência. Há o amor físico, que vai muito além do ato sexual e inclui também a carícia, a proximidade, a ternura, a ajuda mútua, o prazer de estar por perto. Há o amor emocional, que inclui não só a atração mas a admiração, o querer o bem do outro, alegrar-se com a felicidade dele e entristecer-se com o seu sofrimento. Ao lado disso, no plano mental concreto, o amor se mostra pela sinceridade, pela capacidade de pensar juntos e construtivamente as coisas práticas da vida, pelo hábito de se dizer o que se pensa e pensar bem o que se diz. O amor no plano mental concreto inclui definir metas de vida e planos de trabalho em comum.
O amor do nível mental abstrato se mostra, por exemplo, pela capacidade de sonhar, filosofar, admirar arte, poesia, ouvir música, caminhar na beira da praia em silêncio ou praticar meditação juntos. É aquele tipo de afeto que está além da forma externa e torna o silêncio uma coisa gostosa. Esse é o amor de manas, a inteligência espiritual, a mente superior que pertence ao eu imortal de cada ser humano. Acima dela está buddhi, a intuição que nos permite perceber em um relance e sem palavras ou pensamentos a necessidade e o sentimento do outro. Essa intuição é também um amor altruísta, incondicional e eterno pela alma do outro. E finalmente há atma, nosso eu ou princípio supremo e universal, que com ajuda de um amor puro dá um sentido poderoso e criativo às nossas vidas individuais. Atma vê tudo o que há como uma só coisa inseparável. Como podemos distribuir, percentualmente, a energia amorosa do nosso casal através dos vários níveis de consciência? Haverá amor em alguns níveis e rancor em outros? Em quantas dimensões diferentes podemos fazer amor? Nos níveis superiores de consciência, o amor não cansa. Além disso, é eterno.
Há momentos em que o amor surge espontaneamente. Mas é infantil querer ser levado sempre de carona nas asas leves e irresponsáveis desse sentimento. O desejo superficial leva a uma infelicidade profunda quando insistimos nele. Por isso pode-se dizer que há uma ioga do casal, isto é, uma disciplina espiritual pela qual construímos uma relação de amor correta. Esta ioga consiste em colocar toda a vida do casal no contexto da caminhada espiritual, reconhecendo que tudo o que ocorre no amor, como nos outros aspectos da vida, é parte do nosso aprendizado interior. Quando somos conscientes disso, olhamos a vida a dois com olhos diferentes.
Se limitamos a relação a aspectos puramente mecânicos e materiais de vida, a convivência pode tornar-se um inferno. Todo casal tem possibilidades concretas de deixar de existir como processo de crescimento espiritual, e parece necessário admitir honestamente esta possibilidade para que ele possa viver e renovar-se sempre. O amor é um processo orgânico e -- como tudo que é organicamente vivo-- pode morrer a qualquer momento, soterrado pela rotina ou por uma mudança de interesses de uma das partes. Negar essa verdade é inútil e perigoso.
Examine, por exemplo, seu casal. Veja honestamente quanto por cento dele é feito de prazer sexual, prazer emocional, costume de viver juntos, rotina, interesses materiais concretos, necessidade de sentir a pele do outro por perto e de passar a mão por ela, afinidade intelectual, interesses espirituais e decisão de buscar juntos a verdade suprema da sabedoria imortal. Veja como essas porcentagens mudaram ao longo do tempo, e também como aumentou a sabedoria com que você administra sua vida emocional. A experiência ensina como se pode integrar harmoniosamente corpo e alma, espírito e carne, céu e terra.
A vida moderna tem colocado grande quantidade de pressões sobre o casal e, na verdade, também sobre todos os vínculos humanos que não têm por objetivo a busca de dinheiro e bens materiais. O casal ressurge hoje mais forte destes desafios, expressando o amadurecimento gradual mas irreversível da alma humana. Como escreveu um dos Mestres de Sabedoria que participaram da fundação do movimento esotérico moderno, “a pureza do amor terreno purifica e prepara para a realização do Amor Divino”. O mesmo Mestre afirmou em outra ocasião(3): “Onde um amor verdadeiramente espiritual busque consolidar-se através de uma união pura e permanente de duas pessoas, no sentido terreno, não há pecado nem crime aos olhos do grande Ain Soph (o princípio supremo universal), pois esta é somente a repetição divina dos princípios masculino e feminino, isto é o reflexo microcósmico da primeira condição da Criação. Diante de uma tal união os anjos bem poderão sorrir!”
Este é o casal do futuro.
Sete Características De Um Casal Luminoso
o amadurecimento espiritual do ser humano vai mudando o relacionamento entre o homem e a mulher e, consequentemente, o resto da sociedade. À medida que avançarmos pelo caminho da evolução, sete fatos caracterizarão a vida amorosa na nova era:
1) O casal se constrói eticamente por seu compromisso com a sinceridade mútua, e o homem e a mulher estão dispostos a pagar o preço do respeito profundo e da honestidade entre si.
2) O casal percebe que é parte da unidade mais ampla da vida no cosmo. Surge uma parceria em várias dimensões da consciência e que integra harmoniosamente níveis animais, humanos e sagrados.
3) A relação a dois se organiza sobre a base da moralidade que surge da percepção da unidade da vida de tudo o que há. Essa unidade, que é dinâmica, opera através das leis do carma e da reencarnação. A “lei do retorno” recomenda fazer ao outro aquilo que queremos que o outro faça para conosco.
4) No casal, a consciência divina em cada um ama a consciência divina no outro. Homem e mulher percebem que, estando em contato com o que há de melhor em si mesmos, são capazes de perceber o que há de melhor no parceiro.
5) Sexualmente, o casal evita os excessos de luxúria e da falta de afetividade. No caso da metáfora ecológica da tradição andina, a relação produtiva entre macho e fêmea se dá como na irrigação do solo, que canaliza a água fecundadora para que haja mais vida e mais amor. Este é o caminho do meio e da moderação entre a inundação (luxúria) e a seca (negação do afeto).
6) Os filhos são vistos como “flechas em direção à vida”, na expressão de Khalil Gibran. Os pais não pretendem manipulá-los ou dominá-los, mas procuram amá-los de modo incondicional, preparando-os para vencer eticamente na vida e para encontrar a verdade suprema.
7) O casal sabe que todas as dimensões da vida – social, econômica, familiar, cultural e pessoal – devem possuir e expressar um mesmo padrão energético que, no plano mental, se chama verdade, e no plano emocional é amor e solidariedade, mas, no plano espiritual, é a percepção direta da unidade essencial de tudo o que há. Assim, o casal funciona como um centro de produção e irradiação de paz para todos os seres. (CCA)
sexta-feira, 18 de junho de 2010
CARINHOSO
Marisa Monte
http://www.youtube.com/watch#!v=8Vp2y_Doe4w
Composição: Pixinguinha e Braguinha
Meu coração, não sei por que
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim
Foges de mim
Ah se tu soubesses como sou tão carinhosa
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz
Ah se tu soubesses como sou tão carinhosa
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz
http://www.youtube.com/watch#!v=8Vp2y_Doe4w
Composição: Pixinguinha e Braguinha
Meu coração, não sei por que
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim
Foges de mim
Ah se tu soubesses como sou tão carinhosa
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz
Ah se tu soubesses como sou tão carinhosa
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz
domingo, 13 de junho de 2010
SENTIMENTOS ETERNOS
Já houve momentos em que podíamos dizer
Um para o outro tudo o que sentíamos tudo o que
De algum modo era importante para cada um.
Foram longos e gostosos esses momentos e ainda
Os tenho guardados, na memória apenas alguns,
Mas nos nossos cadernos que acabei de desfolhar.
Agora tenho a certeza de que não vivi uma ilusão.
Éramos mesmo pessoas especiais um para o outro.
Não há dúvida disso nas nossas palavras, nos nossos
Desejos um para o outro eternizado em qualquer
Pedaço de papel que encontrávamos.
Estão lá registrados com nossas letras, transbordando
Sentimentos que de tão intensos e vivos me é muito difícil
Acreditar que se esvaziaram.
Mas, no agora não tenho alternativa.
Reler nossos escritos me trouxe a felicidade de saber
Que o que eu acreditava realmente era vivido, de que não
Enganei-me durante todo esse tempo em que fomos um do outro.
Tenho saudades de quando cuidávamos corajosamente do nosso amor
Por acreditar que ele podia ser eterno. E fazíamos isso com
Muita destreza e competência.
Não vou ficar aqui lamentando não sermos mais o que
Acreditávamos, mas com certeza deixo essas linhas
Cheia de alegria por ter tido em meu passado alguém
Como você que me fez feliz durante o tempo que nos
Permitimos sermos felizes.
Saio saudosa, não triste, porque gostava de semear,
Lutar, adubar, aguar esse nosso amor, porque realmente
Tinha a certeza de que ele seria eterno.
Fiz disso meu caminhar. Onde me perdi de você?
Não sei, talvez tenha me perdido de mim mesma antes.
O fato é que de eterno só ficarão os sentimentos que
Registramos em todas as letras que colocávamos para o
Outro quando ainda éramos lidos também com muito
Amor e com a certeza de que éramos especiais para o
Coração que dava forma a essas palavras.
13.06.2010
Um para o outro tudo o que sentíamos tudo o que
De algum modo era importante para cada um.
Foram longos e gostosos esses momentos e ainda
Os tenho guardados, na memória apenas alguns,
Mas nos nossos cadernos que acabei de desfolhar.
Agora tenho a certeza de que não vivi uma ilusão.
Éramos mesmo pessoas especiais um para o outro.
Não há dúvida disso nas nossas palavras, nos nossos
Desejos um para o outro eternizado em qualquer
Pedaço de papel que encontrávamos.
Estão lá registrados com nossas letras, transbordando
Sentimentos que de tão intensos e vivos me é muito difícil
Acreditar que se esvaziaram.
Mas, no agora não tenho alternativa.
Reler nossos escritos me trouxe a felicidade de saber
Que o que eu acreditava realmente era vivido, de que não
Enganei-me durante todo esse tempo em que fomos um do outro.
Tenho saudades de quando cuidávamos corajosamente do nosso amor
Por acreditar que ele podia ser eterno. E fazíamos isso com
Muita destreza e competência.
Não vou ficar aqui lamentando não sermos mais o que
Acreditávamos, mas com certeza deixo essas linhas
Cheia de alegria por ter tido em meu passado alguém
Como você que me fez feliz durante o tempo que nos
Permitimos sermos felizes.
Saio saudosa, não triste, porque gostava de semear,
Lutar, adubar, aguar esse nosso amor, porque realmente
Tinha a certeza de que ele seria eterno.
Fiz disso meu caminhar. Onde me perdi de você?
Não sei, talvez tenha me perdido de mim mesma antes.
O fato é que de eterno só ficarão os sentimentos que
Registramos em todas as letras que colocávamos para o
Outro quando ainda éramos lidos também com muito
Amor e com a certeza de que éramos especiais para o
Coração que dava forma a essas palavras.
13.06.2010
É estranho o Amor, estranho e difícil de ser praticado. Não falo de paixão, de gostar, de "amar" e dim
do Amor Verdadeiro, esse sim é que é difícil de ser amado e vivido.
Falo de nós, de nossas vidas, de nossos abraços, nossos beijos, nosso olhares, nosso amor...
É bom viver com você, de brigar com você, de sorrir, namorar, chatear você, acho que isso é amor.
Claro que ainda falta alguns acessórios, alguns retoques que só a vida poderá dar com o seu passar.
Mesmo assim o amor está querendo ser vivido entre nós.
Rio 19.10.78
do Amor Verdadeiro, esse sim é que é difícil de ser amado e vivido.
Falo de nós, de nossas vidas, de nossos abraços, nossos beijos, nosso olhares, nosso amor...
É bom viver com você, de brigar com você, de sorrir, namorar, chatear você, acho que isso é amor.
Claro que ainda falta alguns acessórios, alguns retoques que só a vida poderá dar com o seu passar.
Mesmo assim o amor está querendo ser vivido entre nós.
Rio 19.10.78
DO LOUCO DO MEU NAMORADO
...Amor...às vezes torna-se muito difícil para mim chamar-lhe de algum modo que automaticamente me lembre de amor, como sou tolo... querer isso é o mesmo que olhar para cima num dia claro de primavera e não querer ver o céu... como sou tolo... querer olhar para você e não ver o amor é impossível, pois você é centelha viva e brilhante do próprio amor(Deus) que arde em meu coração como brasas a inundar todo o
meu corpo como chama que não queima, como dor que aperta sem doer. Forte como um brado, alegre como um riacho, suave como perfume de rosas a se abrir, sutil como a chama de uma vela.
Amor é chegada minha hora de dizer-lhe até breve, na certeza de que será bem breve.
Daquele que lhe ama, na tentativa de um amor verdadeiro, contínuo e eterno vivido por nós. um grande
abraço e um tremendo BEIJO.
P.S. êta mundo burro, se pelo menos ele soubesse o que é o amor...
P.S2: Na quarta-feira não se esqueça, você marcou de estar comigo.
Rio 15 de novembro de 1978
meu corpo como chama que não queima, como dor que aperta sem doer. Forte como um brado, alegre como um riacho, suave como perfume de rosas a se abrir, sutil como a chama de uma vela.
Amor é chegada minha hora de dizer-lhe até breve, na certeza de que será bem breve.
Daquele que lhe ama, na tentativa de um amor verdadeiro, contínuo e eterno vivido por nós. um grande
abraço e um tremendo BEIJO.
P.S. êta mundo burro, se pelo menos ele soubesse o que é o amor...
P.S2: Na quarta-feira não se esqueça, você marcou de estar comigo.
Rio 15 de novembro de 1978
UMA ÁRVORE EM ENCHANTE VALE
Hoje mais do que nunca senti a tua falta, falta da tua voz, dos teus cabelos, de tuas mãos...
...Meu coração bate por algo, que não sei nem como definir, e a tal ponto que só em pensar em ti
já o sorriso abraça meus lábios. De tal modo cativaste-me que basta apenas fechar os olhos para que tua
imagem apareça viva qual chama luminosa que afaga meus olhos pobres e cansados a lembrar-me que
tu existes e és real.
E no doce silêncio desta madrugada, teu nome ao qual não paro de escutar, parece música a meus ouvidos
qual marulhar alegre das ondas que como que brincando acariciam a areia.
Hilzia do sorriso singelo, da amizade profunda, que funda em meu peito arrancando-me um brado de alegria
por tua ternura e graça.
Hilzia do Enchante Vale vivido, trazido fio por fio ao dia-a-dia de nossas vidas tornando sempre presente
o passado, que a cada dia renovado parecemos sempre um novo amanhecer, que em sua aurora de luz lembram-me teus cabelos soltos ao vento daquelas verdes matas, emoldurando teu belo rosto de flor e
por causa da flor que és, dentre todas a mais bela, deste o toque final com tua presença, minha amada, à
aquele dia que nunca mais será um qualquer dia, naquele que para mim, por ti, será sempre um vale encantado encravado com ferro e fogo dentro do meu coração.
Que tu tenhas um bom dia.
daquele que te ama
27.04.78
...Meu coração bate por algo, que não sei nem como definir, e a tal ponto que só em pensar em ti
já o sorriso abraça meus lábios. De tal modo cativaste-me que basta apenas fechar os olhos para que tua
imagem apareça viva qual chama luminosa que afaga meus olhos pobres e cansados a lembrar-me que
tu existes e és real.
E no doce silêncio desta madrugada, teu nome ao qual não paro de escutar, parece música a meus ouvidos
qual marulhar alegre das ondas que como que brincando acariciam a areia.
Hilzia do sorriso singelo, da amizade profunda, que funda em meu peito arrancando-me um brado de alegria
por tua ternura e graça.
Hilzia do Enchante Vale vivido, trazido fio por fio ao dia-a-dia de nossas vidas tornando sempre presente
o passado, que a cada dia renovado parecemos sempre um novo amanhecer, que em sua aurora de luz lembram-me teus cabelos soltos ao vento daquelas verdes matas, emoldurando teu belo rosto de flor e
por causa da flor que és, dentre todas a mais bela, deste o toque final com tua presença, minha amada, à
aquele dia que nunca mais será um qualquer dia, naquele que para mim, por ti, será sempre um vale encantado encravado com ferro e fogo dentro do meu coração.
Que tu tenhas um bom dia.
daquele que te ama
27.04.78
DO MEU POETA PREDILETO
H oje para mim foi um dia longo, pois impaciente esperei por ver você ao menos um minuto que fosse para dizer-lhe sobre o que senti e sobre o meu amo R.
I magine como passei todo este dia com o corpo num pólo e a alma noutro... Preciso de você, de falar com você, de lhe ver, de andarmos juntos, do seu olhar quando me v E.
L onge de você as coisas sâo tristes e não tem muito porque de ser. Tentei ir na sua casa hoje, mas já era tarde e sua casa estava toda apagada, completamente escura e tive medo de dar confusão e de acordá-la, porém meu coração está aí, pois corre para você como o meu pensame N...
Z anzei!Caminhei!Pensei! E inutilmente tentei diminuir essa distância tão pequena que tortura meu coração que grita por você, que inquieta minha alm A.
I sso amor é culpa sua que cativaste meu coração, pondo-o em você, dentro do seu coração, meu novo habita T.
A mor é o que penso e o que sinto. Agora só reta dizer uma coisa: - Eu a am O!!!
9 de novembro de 1977 (dia mais longo do ano)
I magine como passei todo este dia com o corpo num pólo e a alma noutro... Preciso de você, de falar com você, de lhe ver, de andarmos juntos, do seu olhar quando me v E.
L onge de você as coisas sâo tristes e não tem muito porque de ser. Tentei ir na sua casa hoje, mas já era tarde e sua casa estava toda apagada, completamente escura e tive medo de dar confusão e de acordá-la, porém meu coração está aí, pois corre para você como o meu pensame N...
Z anzei!Caminhei!Pensei! E inutilmente tentei diminuir essa distância tão pequena que tortura meu coração que grita por você, que inquieta minha alm A.
I sso amor é culpa sua que cativaste meu coração, pondo-o em você, dentro do seu coração, meu novo habita T.
A mor é o que penso e o que sinto. Agora só reta dizer uma coisa: - Eu a am O!!!
9 de novembro de 1977 (dia mais longo do ano)
PARA QUEM QUER APRENDER A GOSTAR
Talvez seja tão simples, tolo e natural que voce nunca tenha parado para pensar:
aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.
Tenho visto muito amor por ai. Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais,
profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva.
mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos. Apenas isso: bonitos, belos ou
embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e
ternura de mão jardineiras.
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebem
ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam,
descuidam, reclamam,,, deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem;
precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, razões.
Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem)
de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão
talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão
é um perigo: em geral enfeia um amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada.
AMAR BONITO É SABER A HORA DE TER RAZÃO.
O Globo - 10/09/1978
aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.
Tenho visto muito amor por ai. Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais,
profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva.
mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos. Apenas isso: bonitos, belos ou
embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e
ternura de mão jardineiras.
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebem
ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam,
descuidam, reclamam,,, deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem;
precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, razões.
Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem)
de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão
talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão
é um perigo: em geral enfeia um amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada.
AMAR BONITO É SABER A HORA DE TER RAZÃO.
O Globo - 10/09/1978
AMOR
Me deu uma vontade grandona de te dar um beijo
E te dizer que TE AMO, mas como estou no trabalho
E apesar de estar longe, trago sempre você comigo bem
Juntinho, dentro do meu coração. E então, estou escrevendo.
Pedir desculpas a quem se ama é até piada, principalmente
Quando se sabe ser amada por esse alguém e que quem
Ama perdoa logo, mesmo assim apresento meu pedido de
Desculpas devido ao meu jeito agitado e intransigente em que
Me encontro, prometo melhorar por você.
Acho que você desconfia que te amo, mas vou repetir
TE AMO, TE AMO, TE AMO com todas as letras.
Sei que elas estão meio tortas, mas o tempo irá consertá-las.
Um beijão, daquela que não se cansa de te amar.
30.01.1980
E te dizer que TE AMO, mas como estou no trabalho
E apesar de estar longe, trago sempre você comigo bem
Juntinho, dentro do meu coração. E então, estou escrevendo.
Pedir desculpas a quem se ama é até piada, principalmente
Quando se sabe ser amada por esse alguém e que quem
Ama perdoa logo, mesmo assim apresento meu pedido de
Desculpas devido ao meu jeito agitado e intransigente em que
Me encontro, prometo melhorar por você.
Acho que você desconfia que te amo, mas vou repetir
TE AMO, TE AMO, TE AMO com todas as letras.
Sei que elas estão meio tortas, mas o tempo irá consertá-las.
Um beijão, daquela que não se cansa de te amar.
30.01.1980
SABE
Sabe, eu nunca fiz para você uma canção.
Sei que esta rima não é boa.
Mas bem que serve para a ocasião
Pois o mundo é tão vasto
E sem você eu não me basto.
Você, prá mim é corda, eu sou violão.
Sabe eu sempre quis escrever esta canção.
Cantar todo esse amor que almeja ter Deus
Ño coração. Sei que a vida é um risco, mas
Cantando, agora insisto.
Eu apostar só em você meu coração.
Sabe! eu ainda tenho muita coisa para lhe dizer
Mas com palavras não consigo, apenas creia
No meu bem-querer,
Pois pelo Deus em quem confio assumi o desafio
De abrir para você meu coração.
18.11.79
Sei que esta rima não é boa.
Mas bem que serve para a ocasião
Pois o mundo é tão vasto
E sem você eu não me basto.
Você, prá mim é corda, eu sou violão.
Sabe eu sempre quis escrever esta canção.
Cantar todo esse amor que almeja ter Deus
Ño coração. Sei que a vida é um risco, mas
Cantando, agora insisto.
Eu apostar só em você meu coração.
Sabe! eu ainda tenho muita coisa para lhe dizer
Mas com palavras não consigo, apenas creia
No meu bem-querer,
Pois pelo Deus em quem confio assumi o desafio
De abrir para você meu coração.
18.11.79
CANÇÃO DE ESPERAR
Se a lua e as estrelas
De tão tristes se apagaram.
Se em meu rosto alegre
Duas lágrimas rolaram.
Só porque o coração do sol que se põe
Não sorriu para mim com amor.
Pois ele já ama a alguém... a alguém...
Se as flores do meu caminho se fecham
Com o meu passar, se é triste esta canção
Que estou a cantar.
Eu vou pelo mundo, pois sei que sei amar.
Felicidade, ela mora em algum lugar.
E nele estrará o meu lugar... o meu lugar.
Hoje em uma janela muita coisa eu pensei,
Em mostrar o amor que com ciúmes enterrei.
E então a tristeza passou e descobri
Que de triste nada fica.
E das lágrimas que chorei nasceram flores de amor.
E os frutos, eu plantei nas terras de um sonho,
Mas não de uma ilusão.
18.12.1975
De tão tristes se apagaram.
Se em meu rosto alegre
Duas lágrimas rolaram.
Só porque o coração do sol que se põe
Não sorriu para mim com amor.
Pois ele já ama a alguém... a alguém...
Se as flores do meu caminho se fecham
Com o meu passar, se é triste esta canção
Que estou a cantar.
Eu vou pelo mundo, pois sei que sei amar.
Felicidade, ela mora em algum lugar.
E nele estrará o meu lugar... o meu lugar.
Hoje em uma janela muita coisa eu pensei,
Em mostrar o amor que com ciúmes enterrei.
E então a tristeza passou e descobri
Que de triste nada fica.
E das lágrimas que chorei nasceram flores de amor.
E os frutos, eu plantei nas terras de um sonho,
Mas não de uma ilusão.
18.12.1975
sexta-feira, 11 de junho de 2010
NAMORADO
Certo que sou uma pessoa
Com o privilégio de receber do
Universo um presente que é a
Eternidade no Agora.
Nunca pensei que pudesse
Encontrar alguém como você
Em um mundo de pessoas
Solitárias, encontrei você.
Você comigo, eu com você
Juntos fomos UM
Nunca pensei merecer
Alguém como você.
Você meu amigo;
Você meu sorriso;
Você que me trouxe para a luz;
Voce reflexo maravilhoso do
Coração de Deus e do amor
Dele para comigo.
Nos amamos dentro e fora do tempo.
Antes da primeira árvore romper do chão
Eu já o amava.
Nada acaba no agora.
A estrada é muito mais longa
Do que visualizamos.
Em meio as brumas
Sou e serei sua família.
Gritei do alto tentando transformar
Nossos pesadelos.
Não consegui nesse nosso tempo.
Sempre fui sua e você foi meu.
Amo-o, respeito-o na mesma
Intensidade do início.
É tempo de ficar...
Em seus braços, em nossa cama
Sempre ouvi seu coração bater e
Percebia o momento em que ele
Batia no ritimo do meu. Queria eternizar
Esses momentos, onde no silêncio
Ritmado éramos UM.
Não importa o que nos aconteceu
Nesse nosso momento.
O quanto negligenciamos nossa
Oportunidade de juntos sermos melhores.
Sei que estarás sempre comigo
E eu estarei sempre com você.
Sei que algo maior existe e que me
Ama tanto que criou você só para mim.
Amo você além do terreno;
Amo você além dos egos inflados;
Amo você além do meu coração;
Amo você com minha alma
Onde só você e Deus têm permissão
Para morar.
Hilzia Elane 12.06.2010
Com o privilégio de receber do
Universo um presente que é a
Eternidade no Agora.
Nunca pensei que pudesse
Encontrar alguém como você
Em um mundo de pessoas
Solitárias, encontrei você.
Você comigo, eu com você
Juntos fomos UM
Nunca pensei merecer
Alguém como você.
Você meu amigo;
Você meu sorriso;
Você que me trouxe para a luz;
Voce reflexo maravilhoso do
Coração de Deus e do amor
Dele para comigo.
Nos amamos dentro e fora do tempo.
Antes da primeira árvore romper do chão
Eu já o amava.
Nada acaba no agora.
A estrada é muito mais longa
Do que visualizamos.
Em meio as brumas
Sou e serei sua família.
Gritei do alto tentando transformar
Nossos pesadelos.
Não consegui nesse nosso tempo.
Sempre fui sua e você foi meu.
Amo-o, respeito-o na mesma
Intensidade do início.
É tempo de ficar...
Em seus braços, em nossa cama
Sempre ouvi seu coração bater e
Percebia o momento em que ele
Batia no ritimo do meu. Queria eternizar
Esses momentos, onde no silêncio
Ritmado éramos UM.
Não importa o que nos aconteceu
Nesse nosso momento.
O quanto negligenciamos nossa
Oportunidade de juntos sermos melhores.
Sei que estarás sempre comigo
E eu estarei sempre com você.
Sei que algo maior existe e que me
Ama tanto que criou você só para mim.
Amo você além do terreno;
Amo você além dos egos inflados;
Amo você além do meu coração;
Amo você com minha alma
Onde só você e Deus têm permissão
Para morar.
Hilzia Elane 12.06.2010
TRISTEZA
A tristeza é mais fácil
Porque ela é a desistência.
E a desistência é o comodismo
Da derrota e do fiasco.
Aqueles que se arriscam viajar
Rio acima podem chegar a morte
Ou então a vida.
Chorar faz parte desde que
Seja por cinco longos minutos
Bem aproveitáveis.
Após isso, siga em frente.
Trabalhamos tanto...
Nos preocupamos tanto...
Nos ocupamos tanto...
Podíamos ter tido essa viagem antes.
Hilzia Elane - 11.06.2010
Porque ela é a desistência.
E a desistência é o comodismo
Da derrota e do fiasco.
Aqueles que se arriscam viajar
Rio acima podem chegar a morte
Ou então a vida.
Chorar faz parte desde que
Seja por cinco longos minutos
Bem aproveitáveis.
Após isso, siga em frente.
Trabalhamos tanto...
Nos preocupamos tanto...
Nos ocupamos tanto...
Podíamos ter tido essa viagem antes.
Hilzia Elane - 11.06.2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
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