quinta-feira, 29 de julho de 2010

O PONTO PRETO E A PAREDE BRANCA - REFLEXÃO

O que leva uma pessoa a só ver o ponto preto na parede branca?

A não ser que ela tenha nascido com a missão de infernizar a vida alheia, o que intimamente não acredito que haja nos planos do universo uma missão tão esdrúxula para um ser, então o que leva uma pessoa a só ver o ponto preto na parede branca? Será que ela só vê isso mesmo?

Outra questão é o que leva uma pessoa a só ver a parede branca? O que a faz ignorar a existência de um ponto preto? Será que ele não existe mesmo ou é transformado em algo tão irrelevante que simplesmente é ignorado, talvez por ser uma cor agressiva numa parede de cor tão pacífica.

Definamos o ponto preto e a parede branca para que o leitor não se perca.

Para dizer a verdade não sei bem se a definição que darei é realmente o que é, mas foi o que eu entendi como, ouvi isso durante algumas décadas de duas pessoas e nunca questionei seu significado, apenas incorporei o que entendi como sendo correto. O texto não é meu, portanto darei uma definição que pode ser que não seja exatamente o que é.

A parede branca é tudo aquilo que dá certo, os momentos em que tudo corre a mil maravilhas, tudo nos conformes e que normalmente não é dito, enfatizado ou agradecido. O ser humano tem essa tendência de não valorizar o que é bom, de não falar para o outro o quanto foi legal o que recebeu dele (isso é minha opinião).

O ponto preto é o que estraga a parede branca, deixa-a manchada, feia, aquilo que desvia os objetivos mútuos, aquilo que não se entra num acordo, aquilo que não satisfaz a uma das partes ou a ambas, o que gera desentendimentos, desencontros.

Esclarecidas as definições venho aqui refletir sobre algo que tenho observado em algumas pessoas que tendem a menosprezar a existência do ponto preto. Chegam a acusar quem o vê de insatisfeito, de mal com a vida, de infeliz. Pessoas que vêem o ponto preto são muitas vezes acusadas de só o verem e negligenciarem a parede branca.

O engraçado é que observo esse acontecimento exatamente no momento em que se precisa falar do ponto preto!

Acompanhe minha reflexão teórica leitor:

O ponto preto é a encrenca, é o que não agrada a um dos lados ou a ambos. Momento de sentar, refletir, dialogar, ouvir o que vai dentro do coração do outro. Momento de crise e crise gera mudança interior, o que é muito bom, mesmo que seja dura a passagem para o novo.

Entretanto olhar o ponto preto para algumas pessoas é dureza, chegam a dizer que ele não existe, ou porque não estão interessadas em ouvir o ponto de vista do outro, ou por não conseguir aceitar algo diferente do que pensam, ou não querem as mudanças individuais necessárias para o ajuste nos relacionamentos, ou talvez porque temem se perder de si mesmo acaso vislumbrem algo novo, tipo perder a identidade tão cultivada durante décadas. O novo, o desconhecido dá medo, eu que o diga!

Então o ponto preto não existindo, o que tem sempre que ser valorizado é a parede branca.

Se ele existe não é para ficar mexendo nele, deixa-o lá pequeno, insignificante no esplendor da parede branca.

Será que essas pessoas são realmente pessoas otimistas que estão de bem com a vida e apenas querem viver o branco de-leite?

Não creio nisso hoje, vejo-as como egoístas, pessoas que não respeitam a visão do outro, na realidade nem querem ouvi-lo, porque se o outro vê o ponto preto é porque algo o está incomodando e ele quer falar apenas do ponto preto.

Dizer que o outro só olha o ponto preto sempre e desconsidera a parede branca é uma forma de intimidar, de fazer valer apenas a própria interpretação dos fatos, de querer impingir apenas a sua verdade, de fazer o sentimento do outro ser irrelevante.

Se o ponto preto ainda está em pauta é porque não foi resolvido para quem o aponta. Se ele não for pintado de branco ele sempre estará lá e mesmo a parte que finge que o ignora sabe que ele existe, mas não consegue encará-lo e colocar uma demão de tinta branca, transformando-o, tornando-o um todo parede branca, porque isso dá trabalho, isso exige atenção, isso exige compaixão para com o que vem do coração do outro e nem todas as pessoas têm essa capacidade e preferem viver num mundo ilusório, se refugiando em conceitos, palavras, pré-julgamentos rígidos e muitas vezes arcaicos, até o momento em que a parede branca some dando lugar a um buraco negro que continuará sendo negado.

Portanto, vivamos sim em paredes brancas o máximo que pudermos sem desprezar os pontos pretos porque deles dependem a continuação do caminhar em branco de-leite. São eles que vão nos impulsionar para frente, para o novo, para a libertação.

Enquanto negarmos sua existência carregaremos o peso do desleixo com o que berrava para ser olhado e resolvido, não falar do que nos incomoda não acrescenta nada positivo apenas rancor, mágoas, tristezas.

E convenhamos um ponto preto em uma parede branca não passa despercebido nunca, mesmo que ele se disfarce de cinza.


Hilzia Elane 29.07.2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

DESPEDINDO

Tudo o que fiz,

Tudo que vivi,

Tudo que encontrei,

Tudo que perdi.

Tudo que fracassei e

Tudo que fui vencedora.

Preencham para mim o

Copo natural da despedida.


Se só eu tenha que ir

Se vocês devam ficar

Então me dêem o copo

Da despedida.

E que eu siga junto com a

Alegria para o novo que

A mim está destinado.

Hilzia Elane 28.07.2010

A história da Maria da Penha

A Lei que protege as mulheres contra a violência recebeu o nome de Maria da Penha em homenagem à farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes. Com muita dedicação e senso de justiça, ela mostrou para a sociedade a importância de se proteger a mulher da violência sofrida no ambiente mais inesperado, seu próprio lar, e advinda do alvo menos previsto, seu companheiro, marido ou namorado.

Em 1983, Maria da Penha recebeu um tiro de seu marido, Marco Antônio Heredia Viveiros, professor universitário, enquanto dormia. Como seqüela, perdeu os movimentos das pernas e se viu presa em uma cadeira de rodas. Seu marido tentou acobertar o crime, afirmando que o disparo havia sido cometido por um ladrão.

Após um longo período no hospital, a farmacêutica retornou para casa, onde mais sofrimento lhe aguardava. Seu marido a manteve presa dentro de casa, iniciando-se uma série de agressões. Por fim, uma nova tentativa de assassinato, desta vez por eletrocução que a levou a buscar ajuda da família. Com uma autorização judicial, conseguiu deixar a casa em companhia das três filhas. Maria da Penha ficou paraplégica.

No ano seguinte, em 1984, Maria da Penha iniciou uma longa jornada em busca de justiça e segurança. Sete anos depois, seu marido foi a júri, sendo condenado a 15 anos de prisão. A defesa apelou da sentença e, no ano seguinte, a condenação foi anulada. Um novo julgamento foi realizado em 1996 e uma condenação de 10 anos foi-lhe aplicada. Porém, o marido de Maria da Penha apenas ficou preso por dois anos, em regime fechado.

Em razão deste fato, o Centro pela Justiça pelo Direito Internacional (CEJIL) e o Comitê Latino-Americano de Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM), juntamente com a vítima Maria da Penha, formalizaram uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), Órgão Internacional responsável pelo arquivamento de comunicações decorrentes de violação de acordos internacionais.

Paralelamente, iniciou-se um longo processo de discussão através de proposta elaborada por um Consórcio de ONGs (ADVOCACY, AGENDE, CEPIA, CFEMEA, CLADEM/IPÊ e THEMIS). Assim, a repercussão do caso foi elevada a nível internacional. Após reformulação efetuada por meio de um grupo de trabalho interministerial, coordenado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal, a proposta foi encaminhada para o Congresso Nacional.

Transformada a proposta em Projeto de Lei, realizaram-se durante o ano de 2005 , inúmeras audiências públicas em Assembléias Legislativas das cinco Regiões do País, contando com a intensa participação de entidades da sociedade civil.

O resultando foi a confecção de um "substitutivo" acordado entre a relatoria do projeto, o Consórcio das ONGs e o Executivo Federal, que resultou na sua aprovação no Congresso Nacional, por unanimidade.

Assim, a Lei nº 11.340 foi sancionada pelo Presidente da República em 07 de agosto de 2006.

Em vigor desde 22 de setembro de 2006, a "Lei Maria da Penha" dá cumprimento, finalmente, as disposições contidas no §8º, do artigo 226, da Constituição Federal de 1988, que impunha a criação de mecanismos para coibir a violência no âmbito das relações familiares, bem como à Convenção para Previnir, Punir e Erradicar a Violência Contra à Mulher, da OEA (Convenção de Belém do Pará), ratificada pelo Estado Brasileiro há 11 anos e, ainda, à Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW) da ONU (Organização para as Nações Unidas).

Isto tudo porque, segundo exterioriza a Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, "toda mulher tem o direito a uma vida livre de violência", que é nosso desejo e deve ser nosso compromisso".

terça-feira, 27 de julho de 2010

Zorba the Greek [ Alexis Zorbas ]

A VIDA APREENDIDA NA MÚSICA E NA DANÇA, FANTÁSTICO

Coisas mais incríveis que você já viu

ASSIM MESMO

“Muitas vezes as pessoas

são egocêntricas, ilógicas e insensatas.

Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil,

as pessoas podem acusá-lo de interesseiro.

Seja gentil assim mesmo.


Se você é um vencedor,

terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.

Vença assim mesmo.


Se você é honesto e franco,

as pessoas podem enganá-lo.

Seja honesto e franco assim mesmo.


O que você levou anos para construir,

alguém pode destruir de uma hora para outra.

Construa assim mesmo.


Se você tem paz e é feliz,

as pessoas podem sentir inveja.

Seja feliz assim mesmo.


O bem que você faz hoje,

pode ser esquecido amanhã.

Faça o bem assim mesmo.


Dê ao mundo o melhor de você,

mas isso pode não ser o bastante.

Dê o melhor de você assim mesmo.


Veja você que, no final das contas,

é tudo entre você e Deus.

Nunca foi entre você e os outros.”


Madre Tereza de Calcutá

segunda-feira, 26 de julho de 2010

QUEM FOI QUE DISSE... Denise Miranda

Quem foi que disse: amar não dói? Dói sim, e muito. E de diferentes maneiras. Existem dois tipos de dores de amor. Identifiquei-as sentindo... O primeiro tipo é quando o relacionamento termina e a gente segue amando,, mesmo tendo de se acostumar com a falta do outro, com o sentimento de perda, de rejeição e, o pior, ainda não conseguindo nem ver a luz no fim do túnel, já que estamos tão doloridos. A outra, por incrível que pareça, é quando começamos a ver a tal luz no fim do túnel...
Quem foi que disse:  a dor de amor não é física? Certamente, quem disse isso nunca amou. Até porque é justo essa que derruba a gente. Mais físico do que isso é impossível. Como é que não é física a falta de beijos e abraços, a falta do cheiro, do toque e do calor, a dor de ver que não se é mais importante para aquele(a) que era nossa razão de viver? Ainda bem que tudo passa... E quando esta dor passa, aí começa um outro tipo de dor: a da despedida. Não do ser amado, este já se foi. Tarde. A fila já andou. A dor agora é a da faxina geral. A dor de esvaziar o coração, para remover a saudade e ficar livre. Livre para, finalmente, conseguir transformar aquela pessoa especial em um ser humano comum, sem graça, nem pouco especial para a gente. E fazer isso também dói muito.

Às vezes, nem amamos tanto assim. Mas a sensação de estar amando é tão gostosa que nos acostumamos, e fica difícil se libertar dela. Já ouvi muitas amigas dizendo que não conseguem se esquecer de seus ex-amores. Na verdade, talvez sem perceber, elas não querem ficar sem essa sensação gostosa. Sem o gostinho gostoso de achar a vida maravilhosa. Tudo fica lindo! Sem problemas. Tudo tem justificativa.
Sabe o que eu acho? Acho que só de pensar em começar tudo de novo... Hum... Talvez seja melhor deixar as coisas como estão. Mesmo que por pura preguiça. Aí tudo bem... O problema é que precisamos continuar, voltar a ser alegres e dispostos. mas para isso é preciso definitivametne deixar ir o amor que já foi. E aceitar que acabou.
Isso é dor-de-cotovelo. É uma dor chatinha, que não pára. Insistente... E quando finalmente a bandida passa, a gente sempre acha que está doendo um pouquinho. ´|E uma dor que nos confunde. Até parece ser a mesma dor do início, mas já é outra. Quem nos deixou, ou quem deixamos, já não nos interessa mais...
Amar é um verbo intransitivo. Quem foi que disse? Definitivamente, amar é transitar, talvéz até o tempo inteiro. Para amar é preciso saber transitar muito bem. É este o segredo1O amor nos faz percorrer muitos caminhos, vivenciar fortes emoções, dividir outros tantos sentimentos e. principalmente aprender. Amando aprendemos a conhecer o outro e a nós mesmos. Precisamos nos conhecer. Devemos nos dar essa chance. Só então a gente poderá amar de novo;

domingo, 25 de julho de 2010

De Grande Utilidade

Manual Saúde para a Familia
acessem
http://www.manualmerck.net/


Consulta Remédios
http://www.consultaremedios.com.br/

PRESENTE-SACRAMENTALIZADO

Quando recebemos um presente seja ele de aniversário ou apenas pela simples lembrança de alguém tendenciamos a dizer: "Puxa, não precisava".
Não precisava do que? Do carinho de ser lembrado por alguém? Ou do objeto que representa essa lembrança?
 
Pode ser que esse: "não precisava" esteja relacionado ao objeto materializado, comprado e não ao fato de ter sido lembrado.
Mas, não somos seres ritualistas com a capacidade de criar símbolos? Seres com capacidade para sacramentalizar momentos?
 
Então que seja leve esse momento onde o presente no PRESENTE é apenas um símbolo para dizer o quanto o outro é importante na nossa existência.
Tenho muitos presentes que são sacramentos entre eu e quem me presenteou, é como se ali estivesse representada a comunhão existente entre nossas almas lembrando o quanto é bom partilhar vida e o quanto nossa convivência me tornou melhor.
 
Que venham muitos presentes-sacramento!

Hilzia Elane 25.07.2010

 


 
"Para despertar a nossa consciência e afastar os fantasmas que a nossa mente adora inventar, devemos nos interagir com outros nós da grande rede que o Universo nos dá. Afinal somos todos "um" e somos cada um "um" especial".           (Mestre Armanu)
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sexta-feira, 23 de julho de 2010

DIMENSIONANDO VIDA

Você reflexo maravilhoso
Do coração de Deus e do amor
Dele comigo.
Nos amamos dentro e fora do tempo.
Antes da primeira árvore romper do chão
Eu já o amava.
Nada acaba no agora.
A estrada é muito mais longa
Do que visualizamos.
Em meio as brumas,
Sou e serei sua família.
Gritei do alto tentando transformar
Nossos pesadelos.
Não consegui nesse nosso tempo.
Sempre fui sua e você meu.
Amo-o, respeito-o
Na mesma intensidade do início.
É tempo de ficar e contemplar.
É certo que sou uma pessoa com
O privilégio de receber do Universo
Um presente que é a eternidade no
AGORA.
Nunca pensei que pudesse encontrar
Alguém como você.
Em um mundo de pessoas solitárias,
Encontrei você!
Você comigo, eu com você.
Juntos somos UM.
Nunca pensei merecer
Você meu amigo,
Você meu sorriso,
Você que me trouxe para a luz.
Em seus braços, em nossa cama,
Podia ouvir seu coração no abraço
Apertado que me enlaçava.
Perceber como ele procurava bater
No ritmo do meu.
Momentos eternos, onde nos tornávamos
UM em um silêncio ritmado.
Não importa o que nos aconteceu.
O quanto negligenciamos
Nossa oportunidade
De juntos sermos melhores.
Sei que sempre estará comigo e
Eu estarei com você.
Sei que algo maior criou você
Para comigo estar.
Amo-o além do terreno,
Amo-o além dos egos inflados,
Amo além do meu coração,
Amo-o com minha alma,
Onde só você e Deus têm
Permissão para morar.
12.06.2010


Habeas Corpus

Marta Peres

enterrei minhas sobras

e sombras falantes

quando saí de tuas mãos

meus olhos que sangraram

ao segurar dores e gritos

hoje celebram a ressurreição

tortura imposta

pena cumprida

amores sem resposta

jazem dores em mim

apago erros, culpas

vasculho meu interior

nada salta, tudo é cinza

perdão não cura nem espanta

mas sobrevivi livre da tua prisão

sexta-feira, 16 de julho de 2010

É parece que não, mas o tempo vai passando e cada uma de nós vai tendo experiências fantásticas.
O melhor disto tudo é podermos compartilhas as pedras e diamantes que nos aparecem na vida.
Outro dia mesmo estava eu olhando pro teto e pensando...

- Eu e a Hilzia estamos compartilhando tantos momentos juntas que às vezes até tenho receio de tudo desmoronar .
Talvez tenha sido eu a privilegiada nisso tudo, pois pude conhecer e vivenciar um pouco de cada uma de vocês duas.

Não temo minhas derrotas, mas glorifico minhas vitórias. As minhas culpas vão me ensinando que não as preciso e com elas me conheço cada vez mais.

Valeu maninha pela oportunidade de poder partilharmos uma com a outras estes momentos maravilhosos. Obrigada pelo sobrinho turrudo e indeciso (mas quem não o é) que nos deu. Obrigada pela paciência e sorrisos transmitidos para a Nanda.

Às vezes achamos que pequenos atos não levam a nada né? Só que são esses atos que às vezes salvam almas.

Obrigada anjinha por ter me dado a oportunidade de sermos amigas.

Obrigada pelo curso de respiração, pois tem me ajudado a infiltrar menos toxinas no meu organismo e muitas das vezes por nada.

Eu te amo muito e peço todos os dias aos céus que nos dê forças e harmonia para caminharmos lado a lado mesmo com nossas brigas.

Beijos e um excelente dia.



Tua irmã Lane.

domingo, 11 de julho de 2010

PALAVRAS SÁBIAS

O tempo realmente não pára... e essa é a melhor parte...saber que nada dura para sempre! Que somos todos efêmeros, como a própria existência.

O que mais tenho aprendido na vida é aprender: aprender a soltar as amarras... a não ter controle sobre absolutamente nada...é uma doce ilusão achar que sabemos ou que temos controle sobre algo.

Desapegar de tudo: de família, amores, amigos , objetos, coisas, lugares e crenças.

A cada dia aprendo mais e desaprendo e volto a aprender e vejo que nada sei ainda!

Quanto mais busco, menos encontro respostas e acho mais dúvidas e a falta me faz viver, buscar mais e querer saber mais e mais!!

O que posso dizer? Que é isso mesmo.

Que as pessoas não ficam, nem os lugares, somente as lembranças e as lições que podemos trazer conosco.

Um dia talvez possamos viver um amor incondicional como o fez Jesus, ou São Francisco de Assis.

Nossa forma de amar é genuinamente egoísta e por isso como diria Pierre Weill ,é o apego que gera o sofrimento...então...deixemos "nossos amores" partirem, pois isso acontecerá algum dia.

Fica um desejo de poder ajudar a curar dores e feridas , mas isso também é muito pessoal e individual...e também como dizia o poeta: A dor é inevitável,porém, o sofrimento é opcional.

Mônica Nascimento

sexta-feira, 2 de julho de 2010

QUEM DEVE SER ESSE? APENAS UMA OPINIÃO.

Deus, seja lá que nome recebe de você, dá um rumo em nosso caminho, não acredito em determinismo, mas acredito que ganhamos algo do tipo GPS com infinitas coordenadas para que atuando no processo possamos selecionar, de livre e espontânea vontade, os que queremos assumir. Ao mesmo tempo somos seres com capacidade para responder pelas escolhas.

Ele não faz nada sozinho.

Diante de tantas dádivas e possibilidades oferecidas fica inadimissível que também deixemos com Ele nossas escolhas, que as justifiquemos como sendo a vontade D'Ele, principalmente quando nos encrencamos .
Fica difícil entender optarmos por estagnarmos nossas decisões e irmos levando a vida, com a justificativa de que algo fora de nós fará nossas escolhas.

A frase "meu caminho está nos planos de Deus" não deixa de ser verdade, já que ganhamos dele um GPS, mas as escolhas são nossas e justificar atos com os planos de Deus é coisa de irracional, o que definitivamente não somos.
Ganhamos um instrumento com escolhas, mas quem as faz e responde por elas somos nós.

Conquistamos uma coisa chamada livre-arbítrio por sermos seres capazes de decisões, seres ativos que podem determinar a caminhada racionalmente, pelo menos deveríamos, seres com capacidade para lutar e nos responsabilizar pelo que acontece em todo o pequeno e breve trajeto chamado de VIDA.

Ame-se, perdoe-se, aceite-se e o mesmo faça com aqueles que encontrou nas trajetórias escolhidas .

Não ignore o que tiver vivido porque o momento é conveniente. Somos responsáveis pelas escolhas "certas e erradas", mas cada escolha envolve as escolhas dos outros, pense nisso.
Seja qual for a justificativa apresentada para não cuidar do que se comprometeu cuidar serão apenas justificativas para seu momento e maybe a condenação da perda de valores essenciais

Fingir que está tudo bem ao mudar os planos faz parte da estratégia para não sofrer, mas essa ilusão será apenas um bálsamo momentâneo, pois a nós mesmo teremos que prestar conta, nós mesmos seremos nosso juiz no final do recomeço. Aquilo ou aqueles que abandonamos a própria sorte ainda continuam sendo nossas responsabilidades.

Tudo é possível se quisermos e trabalharmos para a realização.

Não devemos desistir do ser que habita dentro de cada um e do que foram nossas escolhas. Mesmo as erradas que serão aprendizado.

Tente entender qual é sua missão nessa dimensão, escute seu coração, para não desperdiçar tempo em desvios.

Deus, seja lá que nome recebe de você, só faz é acompanhar. O que a meu ver já é muito.

This is it.


Hilzia Elane 02.07.2010

PENSANDO ALTO (trecho)

"Eu sei que falei em prazer gratuito semanas atrás, e sei o que vc

pensa a respeito: nada é gratuito. Mas, por enqto não consigo

contrariar essa forte impressão de que a conta não virá. Se eu sinto

alguma culpa, não é pelo o que faço às escondidas, não é culpa por

estar me dedicando a uma experiência socialmente reprovável : é culpa

por não sentir culpa alguma. Por estar achando tudo condizente com meu

grau de exigência em relação ao aproveitamento do meu tempo,

condizente com a minha fome, que nunca foi de comida, mas de vivência.



A pergunta que mais faço é: pq não? Desde pequena, desde que tomei

gosto pelo ato de respirar e me senti atraída pelos dias que estavam

por vir, horas repletas de novidade, desde que eu despertei para a

leitura e que passei a sentir o sabor das coisas de uma forma muito

entusiasmada, desde que eu soube que podia pensar e que o pensamento

era livre, que dentro do meu pensamento ninguém poderia me achar,

desde que meus seios cresceram e eu descobri que pessoas tinham

cheiro, desde lá até aqui eu me pergunto: pq não me oferecer para

aquilo que não fui preparada? Eu tenho as armas de que necessito para

me defender, e mesmo que eu perca, eu ganho, já perdi algumas vezes e

sei como funciona a lei das compensações.



Quero acolher com generosidade o que em mim se manifesta de forma

incorreta. Não vou pedir permissão aos outros para desenvolver a mim

mesma, mando no meu corpo e em tudo o que ele confina, coração

incluído, consciência incluída.



Talvez eu esteja com receio de ter ido longe demais desta vez e esteja

preparando a minha defesa, caso alguma coisa não saia como esperado. O

que eu espero? Não espero nada, espero tudo, estou à deriva nessa

aventura. Eu queria cristalizar esse momento da minha vida, mas estou

em alta velocidade, e não sei se quero ir adiante, só que eu não tenho

opção. Acho que é isso. Eu tinha opções, agora não tenho. Não consigo

parar esse trem.".......