Nesse domingo de carnaval dei um tempo dos blocos do Rio e vim conhecer o carnaval atual de Juiz de Fora, terra onde passei minhas férias infantis e onde minha mãe brincou belíssimos carnavbais de rua testemunhados pelas fotos que guarda com muito carinho.
Fui ver de camarote a passagem das escolas de samba especiais. Hoje o desfile não é mais na famosa Av. Rio Branco. Confesso que fiquei desapontada com o local escolhido para o povo entoar uma arte que durante o ano inteiro é tecida.
Principalmente com os buracos que avidamente aguardavam um tornozelo desavisado que alegremente conduzia passistas, madrinhas de baterias, destaques.
E o espaço para a escola evoluir a sua beleza não comportava três carros paralelos em dias normais, ou será que estou exagerando? Pode ser! Estou tão acostumada com o espaço do Rio!!
O que não faltou foi a garra do povo brasileiro, presente do Oiapoque ao Chuí seja no carnaval ou nos dias comuns.
Mesmo com uma chuva torrencial, com passos derrubantes do asfalto falto e o pouco espaço para os carros alegóricos o povo cantava, sorria e se apresentava dignamente como merece essa tão linda ópera popular.
Hilzia Elane ao som matinal dos cantos passarinhais mineiros uai - numa segunda-feira de 2011.
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