quinta-feira, 29 de abril de 2010

A PUNHALADA

Ouvi dele que ele tinha desacreditado do nós.

Nada doeu mais em mim do que ouvir isso.

Foi uma punhalada no peito que até hoje

Não cicatrizou e acho que nunca irá cicatrizar.


Talvez ele tenha tido mesmo razão.

Não devíamos ter acreditado tanto no nós.

Eu acreditei tanto...

Foram anos acreditando que tinha ao lado

A pessoa ideal. Ideal para quem?

Claro ideal para mim, o meu ideal.


Tinha tanta certeza de que nós seriamos

Sempre nós!

O que deu errado? O que quebrou?

O que fez sucumbir até a amizade que tínhamos?

Desacreditar não só do nós, desacreditar um do outro.


Nada que vivemos e fizemos teve a solidez para

Sustentar pelo menos um convívio amigável.


O punhal ainda se encontra no mesmo lugar,

Ficará lá acho...

E ele fere sempre quando um passado volta.

Passado que acreditava ser coerente com as

Verdades que pregávamos um para o outro.

Passado que não é mais presente.

Dói quando vejo que nada que vivemos foi capaz

De sustentar-nos nas adversidades.

Quando percebo que as nossas promessas

Não foram levadas em conta para

Reinventarmos histórias.

De que nada do que demos um ao outro foi

Sustentação para os momentos que

Prometemos nos cuidar.

Descuidamos de nós, pior desacreditamos

Da força que tínhamos juntos.

Será que tínhamos mesmo essa força?

O que sei é que hoje não sou tão forte

Como era, tento ser, mas falta você.

E tem esse punhal que não deixa

Cicatrizar a ferida.

Que lembra minha incompetência

Para com o maior projeto da minha vida.

Hilzia Elane 29.04.2010

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