Nem sempre temos tudo o que queremos ter.
Nem sempre temos tudo o que achamos que merecemos ter.
Por isso é bom começar a esperar menos,
Julgar menos e viver mais com o que temos nas mãos.
Não como um prêmio de consolação, não com uma
Condescendência passiva,
Mas como o que foi possível ser conquistado naqueles momentos,
Como o que foi possível enquanto não aprendemos
Tudo o que temos para aprender por aqui.
Apreender o que viver de uma forma
Alegre e leve para que no amanhã
Possamos ter a certeza de que tudo valeu,
Que sempre vale viver com toda a
Dimensão possível no momento, mesmo
Achando que é pouco, que seria bom ter
Ou ser mais.
Dar o que for possível dar, nem sempre conseguimos
Atingir as expectativas do outro.
Vivamos no agora o que é possível para
Não nos arrependermos de não ter um passado
Gostoso a relembrar.
Tudo valeu com você, tudo mesmo.
Sempre te amei, pode ser que isso seja o pior para mim
No momento, te amei mesmo você tendo feito de tudo para perder
Esse meu amor.
Amei você mais do que você se importava em ser
Amado, não me arrependo de nada,
Tudo valeu
Hilzia Elane 29.04.2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
A PUNHALADA
Ouvi dele que ele tinha desacreditado do nós.
Nada doeu mais em mim do que ouvir isso.
Foi uma punhalada no peito que até hoje
Não cicatrizou e acho que nunca irá cicatrizar.
Talvez ele tenha tido mesmo razão.
Não devíamos ter acreditado tanto no nós.
Eu acreditei tanto...
Foram anos acreditando que tinha ao lado
A pessoa ideal. Ideal para quem?
Claro ideal para mim, o meu ideal.
Tinha tanta certeza de que nós seriamos
Sempre nós!
O que deu errado? O que quebrou?
O que fez sucumbir até a amizade que tínhamos?
Desacreditar não só do nós, desacreditar um do outro.
Nada que vivemos e fizemos teve a solidez para
Sustentar pelo menos um convívio amigável.
O punhal ainda se encontra no mesmo lugar,
Ficará lá acho...
E ele fere sempre quando um passado volta.
Passado que acreditava ser coerente com as
Verdades que pregávamos um para o outro.
Passado que não é mais presente.
Dói quando vejo que nada que vivemos foi capaz
De sustentar-nos nas adversidades.
Quando percebo que as nossas promessas
Não foram levadas em conta para
Reinventarmos histórias.
De que nada do que demos um ao outro foi
Sustentação para os momentos que
Prometemos nos cuidar.
Descuidamos de nós, pior desacreditamos
Da força que tínhamos juntos.
Será que tínhamos mesmo essa força?
O que sei é que hoje não sou tão forte
Como era, tento ser, mas falta você.
E tem esse punhal que não deixa
Cicatrizar a ferida.
Que lembra minha incompetência
Para com o maior projeto da minha vida.
Hilzia Elane 29.04.2010
Nada doeu mais em mim do que ouvir isso.
Foi uma punhalada no peito que até hoje
Não cicatrizou e acho que nunca irá cicatrizar.
Talvez ele tenha tido mesmo razão.
Não devíamos ter acreditado tanto no nós.
Eu acreditei tanto...
Foram anos acreditando que tinha ao lado
A pessoa ideal. Ideal para quem?
Claro ideal para mim, o meu ideal.
Tinha tanta certeza de que nós seriamos
Sempre nós!
O que deu errado? O que quebrou?
O que fez sucumbir até a amizade que tínhamos?
Desacreditar não só do nós, desacreditar um do outro.
Nada que vivemos e fizemos teve a solidez para
Sustentar pelo menos um convívio amigável.
O punhal ainda se encontra no mesmo lugar,
Ficará lá acho...
E ele fere sempre quando um passado volta.
Passado que acreditava ser coerente com as
Verdades que pregávamos um para o outro.
Passado que não é mais presente.
Dói quando vejo que nada que vivemos foi capaz
De sustentar-nos nas adversidades.
Quando percebo que as nossas promessas
Não foram levadas em conta para
Reinventarmos histórias.
De que nada do que demos um ao outro foi
Sustentação para os momentos que
Prometemos nos cuidar.
Descuidamos de nós, pior desacreditamos
Da força que tínhamos juntos.
Será que tínhamos mesmo essa força?
O que sei é que hoje não sou tão forte
Como era, tento ser, mas falta você.
E tem esse punhal que não deixa
Cicatrizar a ferida.
Que lembra minha incompetência
Para com o maior projeto da minha vida.
Hilzia Elane 29.04.2010
UM BEIJO ESPECÍFICO
Beijo na boca é erotismo, ternura, carinho, respeito,
Amorosidade, invasão gostosa, paixão e desejo.
Nele percebe-se o envolvimento e os verdadeiros
Sentimentos de duas essências antagônicas.
É a troca de energias, secreções de vidas.
É o contato mais íntimo entre lábios, línguas,
Troca na estimulação do desejo.
Beijo na boca libera águas internas numa
Enxurrada descomunal.
Cachoeira que inunda e revela o ser
Umedecendo relações.
Beijo na boca tira o ser do corpo físico
Transporta-o para o etéreo. Desperta a ascendência.
Incendeia fagulhas quentes/frias /elétricas.
Abrasa um fogo quase paralisante
Abrindo os poros, liberando magias.
Beijo na boca dissipa pensamentos, tensões.
Traz T-zão.
Silencia bocas expressando o infalável.
Beijo na boca entrega corpos e almas à existência maior.
Cria possibilidades antes não imaginadas, ilumina becos escuros
Emudece falas impróprias, sensibiliza sentidos
Leva para onde nunca se imaginou.
Hilzia Elane
Amorosidade, invasão gostosa, paixão e desejo.
Nele percebe-se o envolvimento e os verdadeiros
Sentimentos de duas essências antagônicas.
É a troca de energias, secreções de vidas.
É o contato mais íntimo entre lábios, línguas,
Troca na estimulação do desejo.
Beijo na boca libera águas internas numa
Enxurrada descomunal.
Cachoeira que inunda e revela o ser
Umedecendo relações.
Beijo na boca tira o ser do corpo físico
Transporta-o para o etéreo. Desperta a ascendência.
Incendeia fagulhas quentes/frias /elétricas.
Abrasa um fogo quase paralisante
Abrindo os poros, liberando magias.
Beijo na boca dissipa pensamentos, tensões.
Traz T-zão.
Silencia bocas expressando o infalável.
Beijo na boca entrega corpos e almas à existência maior.
Cria possibilidades antes não imaginadas, ilumina becos escuros
Emudece falas impróprias, sensibiliza sentidos
Leva para onde nunca se imaginou.
Hilzia Elane
ONDE TOMAR UM DELICIOSO CAFÉ DA MANHÃ
Fora um lugar meu e especial,
Tomar café na Colombo do Forte de Copacabana é show.
A verdade é que tomar café fora e dentro também é uma delícia em manhãs livres ou não.
Outro lugar é o CAFÉ SEVERINO – fica dentro da Livraria Argumento, no Leblon. .
É aconchegante e charmosíssimo como, aliás, é a livraria que o abriga.
Serve uma média inteira.
Tomar café na Colombo do Forte de Copacabana é show.
A verdade é que tomar café fora e dentro também é uma delícia em manhãs livres ou não.
Outro lugar é o CAFÉ SEVERINO – fica dentro da Livraria Argumento, no Leblon. .
É aconchegante e charmosíssimo como, aliás, é a livraria que o abriga.
Serve uma média inteira.
Achei lindo, li de uma amiga e resolvi partilhar
ESCUTAR O CORAÇÃO
Ninguém conhece os mistérios da vida nem o seu sentido definitivo.
No entanto, para aqueles que desejarem acreditarem seus sonhos e em si mesmos,a vida é uma dádiva preciosa na qual tudo é possível.
E dentro desse mundo de fantasias e magia,devemos guiar os nossos passos de acordo com a voz do coração.
Esperança, fé e crença em coisas boas serão a bússola que nos conduzirá pelos caminhos certos na rota da felicidade e do sucesso.
A vida não faz promessas.
Nós é que determinamos para onde vamos.
A vida não dá garantia.
Apenas o tempo para fazermos as escolhas e aprendermos com os nossos erros.
Se não ouvimos o coração, não crescemos.
Se não crescemos, a vida perde sentido.
O que ele nos diz é aquilo que prende a atenção e a atenção determina o que deve ser feito.
Portanto, vá sempre para onde seu coração deseja e jamais contrarie essa vontade.(Legrand)
VOCÊ É O MESTRE DO SEU DESTINO, USE SUA FORÇA INTERIOR E CRIADORA!!!
Ninguém conhece os mistérios da vida nem o seu sentido definitivo.
No entanto, para aqueles que desejarem acreditarem seus sonhos e em si mesmos,a vida é uma dádiva preciosa na qual tudo é possível.
E dentro desse mundo de fantasias e magia,devemos guiar os nossos passos de acordo com a voz do coração.
Esperança, fé e crença em coisas boas serão a bússola que nos conduzirá pelos caminhos certos na rota da felicidade e do sucesso.
A vida não faz promessas.
Nós é que determinamos para onde vamos.
A vida não dá garantia.
Apenas o tempo para fazermos as escolhas e aprendermos com os nossos erros.
Se não ouvimos o coração, não crescemos.
Se não crescemos, a vida perde sentido.
O que ele nos diz é aquilo que prende a atenção e a atenção determina o que deve ser feito.
Portanto, vá sempre para onde seu coração deseja e jamais contrarie essa vontade.(Legrand)
VOCÊ É O MESTRE DO SEU DESTINO, USE SUA FORÇA INTERIOR E CRIADORA!!!
terça-feira, 20 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Por que vacas?
A vaca tem diversas representações ao redor do mundo: é sagrada, é histórica, mas o sentimento comum é de carinho. Ela faz todos sorrirem. Esta foi a idéia do artista suíço Pascal Knapp quando criou, em 1998, esculturas em formato de vaca com a intenção de provocar risos. Desde então, já foram criadas 4.400 vacas em todo o mundo.
Servindo como uma tela de arte, não existe nenhum outro animal que possua a forma, flexibilidade e amplitude de uma vaca. As três formas (de pé, pastando, repousando) fornecem aos artistas ângulos e curvas para criarem obras de arte únicas, e transformá-las em outros animais, pessoas ou objetos.
Cow Parade São Paulo 2010
De 22 de janeiro a 21 de março de 2010
Veja o mapa de localização das vacas
A vaca tem diversas representações ao redor do mundo: é sagrada, é histórica, mas o sentimento comum é de carinho. Ela faz todos sorrirem. Esta foi a idéia do artista suíço Pascal Knapp quando criou, em 1998, esculturas em formato de vaca com a intenção de provocar risos. Desde então, já foram criadas 4.400 vacas em todo o mundo.
Servindo como uma tela de arte, não existe nenhum outro animal que possua a forma, flexibilidade e amplitude de uma vaca. As três formas (de pé, pastando, repousando) fornecem aos artistas ângulos e curvas para criarem obras de arte únicas, e transformá-las em outros animais, pessoas ou objetos.
Cow Parade São Paulo 2010
De 22 de janeiro a 21 de março de 2010
Veja o mapa de localização das vacas
sábado, 10 de abril de 2010
APRENDIZADO
Posso transformar apenas
Aquilo que faz parte de mim
E somente se eu quiser.
O do outro só a ele
Compete transformar.
Dentro dos meus limites
Irei aceitar ou compreender
O que vem de você
Porque o respeito.
Se formos livres
Poderei lhe falar o que
Sinto em relação ao que
Você faz e fala.
Ninguém tem o poder de
Ferir-me com que disser
Ou fizer.
Minhas opções se baseiam
Em eu ser dono das minhas
Emoções, sentimentos e sensações
Completamente.
Assim como das minhas atitudes,
Pensamentos e palavras.
Não quero ser eco
Fazendo algo a alguém
Por ter sido ofendido
Primeiro.
Quero ser mais do que isso
Quero vida de ação e não de reação.
Não sei se é mais confortável
Saber das minhas responsabilidades
Em minhas ações e arcar com as conseqüências.
Sensato pode ser...
Mais honesto também...
Menos decrépito talvez...
O fato é que querendo ou não
A minha vida depende de como a
Direciono com as minhas mãos.
Segurar a vida de outro...
Não, não mais...
Não é de meu direito.
Não encontrarei minha
Felicidade querendo controlar a
Vida do outro...
Mas..., como ser assim sem se
Fechar para sempre em si mesmo?
Sem ser uma ostra vivendo da
Beleza interna sem interagir com
O que lhe rodeia?
Caminho árduo esse do aprendizado
De viver.
Árduo e único.
Cada um tem o seu,
Cada um constrói o seu.
Cada qual sabe ou aprende aonde quer chegar.
E como não há uma única resposta
Somos uma parte de um todo
Aprendendo a conjugar a individualidade
Sem desrespeitar o momento do outro.
Aprender... Complicado isso de aprender...
Hilzia Elane 10/04/2010
Aquilo que faz parte de mim
E somente se eu quiser.
O do outro só a ele
Compete transformar.
Dentro dos meus limites
Irei aceitar ou compreender
O que vem de você
Porque o respeito.
Se formos livres
Poderei lhe falar o que
Sinto em relação ao que
Você faz e fala.
Ninguém tem o poder de
Ferir-me com que disser
Ou fizer.
Minhas opções se baseiam
Em eu ser dono das minhas
Emoções, sentimentos e sensações
Completamente.
Assim como das minhas atitudes,
Pensamentos e palavras.
Não quero ser eco
Fazendo algo a alguém
Por ter sido ofendido
Primeiro.
Quero ser mais do que isso
Quero vida de ação e não de reação.
Não sei se é mais confortável
Saber das minhas responsabilidades
Em minhas ações e arcar com as conseqüências.
Sensato pode ser...
Mais honesto também...
Menos decrépito talvez...
O fato é que querendo ou não
A minha vida depende de como a
Direciono com as minhas mãos.
Segurar a vida de outro...
Não, não mais...
Não é de meu direito.
Não encontrarei minha
Felicidade querendo controlar a
Vida do outro...
Mas..., como ser assim sem se
Fechar para sempre em si mesmo?
Sem ser uma ostra vivendo da
Beleza interna sem interagir com
O que lhe rodeia?
Caminho árduo esse do aprendizado
De viver.
Árduo e único.
Cada um tem o seu,
Cada um constrói o seu.
Cada qual sabe ou aprende aonde quer chegar.
E como não há uma única resposta
Somos uma parte de um todo
Aprendendo a conjugar a individualidade
Sem desrespeitar o momento do outro.
Aprender... Complicado isso de aprender...
Hilzia Elane 10/04/2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Literatura do bem
publicado na PublishNews - 17/03/2010 - Por Ricardo Costa
Na manhã do dia 19 de janeiro de 2010, uma semana depois que o terremoto deixou mais de 200 mil mortos – e outros milhares desabrigados – no Haiti, Greg McQueen postou um apelo no Twitter para que escritores contribuíssem com histórias para a produção de um livro cujo lucro integral seria enviado à Cruz Vermelha para o atendimento das vítimas do desastre. Para a surpresa de Greg, no dia 27 ele já tinha todos os manuscritos e no dia 14 de fevereiro o livro estava a caminho da gráfica.
No Brasil, a história de 100 Stories for Haiti também correu pela internet. O livro foi descoberto por um jornalista, que leu sobre ele no Publishing Perspectives. Em dois dias, ele já havia entrado em contato com Greg McQueen, na Dinamarca, e em seguida procurado por Marcelo Gioia, um dos diretores da Garimpo Editorial, que estava em Israel. Santa conexão online. Em menos de quatro dias o manuscrito estava nas mãos da Garimpo. Assim como na Europa e resto do mundo, 100% do lucro deste projeto será destinado às vítimas. O livro ainda não tem preço definido, também pelo fato do preço depender dos apoios e parcerias que a Garimpo receber para a produção.
O PublishNews é parceiro na sua viabilização no Brasil e na divulgação. No “Leia mais” você confere outros detalhes e sua repercussão, além de informações sobre a edição brasileira, que já conta com 16 tradutores voluntários.
Literatura do bem
publicado na PublishNews - 17/03/2010 - Por Ricardo Costa
Na manhã do dia 19 de janeiro de 2010, uma semana depois que o terremoto deixou mais de 200 mil mortos – e outros milhares desabrigados – no Haiti, Greg McQueen postou um apelo no Twitter para que escritores contribuíssem com histórias para a produção de um livro cujo lucro integral seria enviado à Cruz Vermelha para o atendimento das vítimas do desastre. Para a surpresa de Greg, no dia 27 ele já tinha todos os manuscritos e no dia 14 de fevereiro o livro estava a caminho da gráfica.
No Brasil, a história de 100 Stories for Haiti também correu pela internet. O livro foi descoberto por um jornalista, que leu sobre ele no Publishing Perspectives. Em dois dias, ele já havia entrado em contato com Greg McQueen, na Dinamarca, e em seguida procurado por Marcelo Gioia, um dos diretores da Garimpo Editorial, que estava em Israel. Santa conexão online. Em menos de quatro dias o manuscrito estava nas mãos da Garimpo. Assim como na Europa e resto do mundo, 100% do lucro deste projeto será destinado às vítimas. O livro ainda não tem preço definido, também pelo fato do preço depender dos apoios e parcerias que a Garimpo receber para a produção.
O PublishNews é parceiro na sua viabilização no Brasil e na divulgação. No “Leia mais” você confere outros detalhes e sua repercussão, além de informações sobre a edição brasileira, que já conta com 16 tradutores voluntários.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
UM QUARTO DA MINHA VIDA - Hilzia Elane Almeida
Nunca me imaginei nos braços de outro homem a não ser daquele que resolvi que seria meu parceiro de vida para sempre. Entretanto, não foi dessa forma que aconteceu. A vida nos prega muitas peças e nos surpreende quando menos esperamos.
Não quero escrever sobre essa fase da minha vida e sim como ela, a vida, me ensinou que sempre existe uma saída para aquilo que achamos ser o mais sombrio dos acontecimentos.
No meio do atropelo do fim de uma vida a dois, adentrou alguém que foi logo tomando conta do pedaço como se ele sempre tivesse sido meu. Foi chegando sorrateiramente, seguro do que queria, e eu fui me apaixonando por ele. Nós nos conhecemos através da Internet.
No início, pensei ser apenas um interesse amigável. Nessa época, eu estava numa carência de dar dó!
Conversávamos por e-mail. Eu escrevia tudo para ele, todos os meus sentimentos, os bons (raros naquele período) e os ruins.
Foi então que ele escreveu um e-mail intrigante que me deixou de cabelo em pé. Falava do decote de uma das minhas blusas, numa das fotos que lhe mostrei. Sabe aquele alerta que soa normalmente nas mulheres e que, se a gente fosse traduzir, sairia um PERIGO, PERIGO?
Pois é, fiquei meio aturdida, diria desesperada e muito incrédula. Como assim eu estar sendo paquerada, causar interesse a alguém? Sentia-me sem desejo Como assim alguém me olhar com desejo? Só podia ser brincadeira e, vamos combinar, algo de mau gosto naquelas circunstâncias.
Mesmo assim, marcamos um encontro, meio esperançosa e nervosa, claro, e ele veio até minha cidade. Assim que nos vimos, comecei a falar e não parei mais. Falei tanto, mas tanto que não dei brecha para nada acontecer; ele me respondia quando conseguia e ria, não sei se de mim ou para mim. Então, abraçou-me e sussurrou ao meu ouvido:
— Tenho que ir agora, mas eu volto.
Senti um alívio quando ele se foi. Não que não o quisesse, na realidade não sei mesmo se não queria ou se estava com medo, afinal só tinha ido para cama com o meu marido durante anos a fios. Como assim um corpo novo em meus braços? Como fazer amor com outra pessoa? Quem me aturou foram uma amiga e minha terapeuta, que achou um absurdo esse meu medo. Falar é fácil; queria ver se fosse com ela.
Enfim, a semana começou e eu ligadinha na Internet, esperando receber uma nova poesia. Ao me deparar com o esperado e-mail, obtive a certeza de que as intenções eram realmente outras além de ser um amigo descompromissado, um ombro onde eu pudesse chorar. Tudo bem que pareço lerda, mas, leitor, tente levar em consideração o momento em que eu vivia. Estava literalmente em depressão, não conseguia visualizar um palmo à frente; vivia chorando, pensando em morrer. Como ia acreditar de primeira que tinha alguém interessado em mim e, mais ainda, em me levar para a cama?
O e-mail dizia assim: não se preocupe sobre nosso encontro, eu curti muito te ouvir, foi muito legal. Pode falar, eu gosto de ouvir. Quando acontecer, sinto que vai acontecer e penso que vai ser muito legal, será natural como uma leve brincadeira. Cheguei a sonhar com. Se no sonho foi bom, imagine ao vivo!!!
Quase surtei! Foi uma mistura de alegria, medo — e não desespero —, um turbilhão de sentimentos. Liguei para minha amiga.
— Eu sabia!
Como ela sabia e eu não? Contei para minha terapeuta, que perguntou:
— Por que não?
Caraca, tem horas que é melhor ser surda!
Fui para casa e a pergunta ficou na minha cabeça. Por que não? Afinal, eu era separada, meu marido simplesmente me ignorava. E esse homem me seduzindo, me desejando.
Por que não?
No Dia dos Namorados, recebi um sedex com apetrechos para a nossa primeira vez: óleo de massagem, preservativos e um CD com umas músicas lindas. Ele me pediu para escolher uma para a nossa primeira vez. Eu estava diante de um Don Juan, um sedutor delicioso, e estava adorando tudo.
Na madrugada anterior ao nosso encontro, quase tive uma síncope; não dormi, andei de um lado para o outro. Quando ele, enfim, chegou à minha casa, pensei que ia morrer de falta de ar. Não conseguia falar, não sabia como me portar, me mover. Sentia-me meio que uma boneca de pano que não respira, não fala e é desengonçada.
Ficamos meio embaraçados no início até que ele me puxou contra si — vai ter que ser desse jeito senão você vai começar a falar — e me beijou. E me acariciou toda, ininterruptamente, sem tirar sua boca da minha. Quando percebi, estávamos nus. Confesso que pensei em desistir ali. Meu Deus, o que vou fazer agora? Parecia que eu tinha desaprendido tudo. Mas ele foi um mestre, parecendo adivinhar meus pensamentos. Agarrou-me com uma força deliciosa e me levou para a cama, fazendo-me deslizar pelo corredor até lá. Quando me dei conta, ele já era meu homem e eu, mulher dele.
Falando assim parece fácil, mas devo confessar que não foi. Eu não conseguia abrir os olhos. A finalização dessa noite foi terrível. Não sabíamos o que dizer um ao outro, o que fazer. Não que não tivesse sido bom... Foi um espetáculo!
Cheguei a dizer à minha amiga que ele beijava mal. Que ridículo!
Fui a outro encontro decidida a dizer para ele esquecer o que tinha acontecido, que não era por aí. Não articulei palavra alguma quando o vi. Foi como se precisasse da energia dele para recarregar a minha. Para minha surpresa, eu o desejava demais.
As preliminares foram deliciosas! Indescritível o instante em que nossos corpos se pertenceram. Senti-me uma deusa no ritual do amor. Caramba, que beijo!!! Como pude não gostar daquele beijo? Entregamo-nos um ao outro durante horas seguidas. Eu estava em outra dimensão, torcendo para que não acabasse nunca aquele momento.
Era chamada de desejada, vulcão, menina de Mercúrio, era arranhada na coxa, beijada na orelha, acarinhada diariamente por seus dedos via teclado, nos e-mails que trocávamos quando estávamos longe um do outro. Ele me mandava beijos no decote, falava coisas indecentes, me desejava sonhos molhados. Dizia que estava ansioso para me ver novamente. Eu não ficava atrás e lhe sussurrava coisas eróticas. Reaprendi com ele a arte da sedução. Não verbalizávamos palavra alguma quando estávamos juntos. Dizíamos tudo com o olhar, com o toque, com a alma e com os beijos, que beijos!
Deparei-me com o fato de que havia muito tempo que eu não seduzia meu marido, que tinha desaprendido a ser amante daquele que escolhi para viver comigo.
Cada vez mais sintonizados, dei asas a uma fantasia minha: amarrei-o com fitas vermelhas na cabeceira da cama e o vendei. Surpresa, descobri que ele não se incomodou com a situação. Pedi que ficasse quietinho e fui obedecida!
Massageei, deslizei, beijei, soprei e me deleitei naquele corpo cheio de desejo, visualizado no pulsar dos músculos e na respiração ofegante. Quando permiti que ele se mexesse... Foi a festa! Brincamos por horas a fio.
Um dia, ele veio mais tarde, quase noite. Cobrou-me o banho que eu havia prometido por e-mail. Puxa, foi uma enxurrada de emoções debaixo da água. Massageamos nossos corpos com sabonete, transcendemos ao local, a energia que vibrou ali foi algo que nunca tínhamos experimentado. Arrepio-me só de relembrar. Fico pensando, às vezes, que atingimos algo muito especial. Vê-lo no gozo foi gratificante.
Com ele, fiz coisas que nunca imaginei. Com ele, fui outra, fui aquela que nunca conheci, que de certa forma tinha receio de presenciar. Com ele, revelei-a a mim e não me envergonho dela; acho-a deliciosa.
Essa realidade mágica durou um ano, mais ou menos. Como o esperado, as coisas foram mudando de curso. Relutei muito para permitir seu afastamento e sempre que podia o seduzia, apesar de sentir que não era mais a mesma coisa. Ele queria trilhar outros caminhos, porém eu ainda precisava dele para viver.
Ele foi a minha salvação, a mão que me lançou para o ar novamente num momento em que eu me sufocava com minhas mágoas, tristezas e desespero. Ele me fez sentir bonita, sedutora, ainda mulher na cama e fora dela. Por causa dele, emagreci, comprei roupas novas, comprei xícaras novas, voltei a sorrir e a cantar. Por causa dele, renovei meus CDs, conheci ritmos novos, vi filmes que nunca veria. Li livros que me mostraram um caminho novo a percorrer. Essa criatura fofa me fez conhecer novos conceitos, me livrar de outros. Viajei muitas horas para estar junto dele, beijei muito na boca, falei coisas decentes, fiz coisas indecentes. Com ele, aprendi a viver o que temos para viver sem medos. A não me preocupar com o futuro e não me prender ao passado, a não sentir culpa e que o certo e o errado são relativos, que julgar os outros nos leva ao sofrimento. Aprendi a não ter expectativas e que só preciso da minha pessoa para ser feliz. Por causa dele, tornei-me inteira, me reinventei.
Conviver com esse menino me fez ver que é importante nos mantermos amantes daqueles que escolhemos para estar ao lado por um longo período na vida e, com isso, cativar e cuidar da felicidade interior. Que é aí, nesse momento de paixão a dois, que a magia transforma a rotina e dá forças para continuar a caminhada individual, fazendo valer a pena os momentos em que se abre mão da individualidade. É fundamental falar bobagens, transgredir, brincar, seduzir, surpreender quem escolhemos para dividir o dia-a-dia, deixar a relação leve, intrigante e — por que não dizer? — inebriante sempre. A felicidade só será eterna se a cultivarmos dentro de nós mesmos com o intuito de depois fazermos a troca de uma boa energia num cultivo mútuo. Que mudar é necessário e o segredo é as pessoas mudarem juntas, entenderem que as divergências convergem para a essência do outro e que a diferença não é ruim.
Amo-o de paixão, meu menino sedutor. Talvez não haja ninguém mais capaz de me encantar como você me encantou. Nunca deixarei seu corpo deixar o meu, seu beijo deixar minha boca. Minha alma estará para sempre presa à sua. Nunca o esquecerei, menino de Saturno, que me fez ser criança novamente, me fez leve, divertida e me surpreendeu muitas vezes. Sempre vou te querer e, quando eu for a Saturno, lhe farei uma visita de amiga.
Não quero escrever sobre essa fase da minha vida e sim como ela, a vida, me ensinou que sempre existe uma saída para aquilo que achamos ser o mais sombrio dos acontecimentos.
No meio do atropelo do fim de uma vida a dois, adentrou alguém que foi logo tomando conta do pedaço como se ele sempre tivesse sido meu. Foi chegando sorrateiramente, seguro do que queria, e eu fui me apaixonando por ele. Nós nos conhecemos através da Internet.
No início, pensei ser apenas um interesse amigável. Nessa época, eu estava numa carência de dar dó!
Conversávamos por e-mail. Eu escrevia tudo para ele, todos os meus sentimentos, os bons (raros naquele período) e os ruins.
Foi então que ele escreveu um e-mail intrigante que me deixou de cabelo em pé. Falava do decote de uma das minhas blusas, numa das fotos que lhe mostrei. Sabe aquele alerta que soa normalmente nas mulheres e que, se a gente fosse traduzir, sairia um PERIGO, PERIGO?
Pois é, fiquei meio aturdida, diria desesperada e muito incrédula. Como assim eu estar sendo paquerada, causar interesse a alguém? Sentia-me sem desejo Como assim alguém me olhar com desejo? Só podia ser brincadeira e, vamos combinar, algo de mau gosto naquelas circunstâncias.
Mesmo assim, marcamos um encontro, meio esperançosa e nervosa, claro, e ele veio até minha cidade. Assim que nos vimos, comecei a falar e não parei mais. Falei tanto, mas tanto que não dei brecha para nada acontecer; ele me respondia quando conseguia e ria, não sei se de mim ou para mim. Então, abraçou-me e sussurrou ao meu ouvido:
— Tenho que ir agora, mas eu volto.
Senti um alívio quando ele se foi. Não que não o quisesse, na realidade não sei mesmo se não queria ou se estava com medo, afinal só tinha ido para cama com o meu marido durante anos a fios. Como assim um corpo novo em meus braços? Como fazer amor com outra pessoa? Quem me aturou foram uma amiga e minha terapeuta, que achou um absurdo esse meu medo. Falar é fácil; queria ver se fosse com ela.
Enfim, a semana começou e eu ligadinha na Internet, esperando receber uma nova poesia. Ao me deparar com o esperado e-mail, obtive a certeza de que as intenções eram realmente outras além de ser um amigo descompromissado, um ombro onde eu pudesse chorar. Tudo bem que pareço lerda, mas, leitor, tente levar em consideração o momento em que eu vivia. Estava literalmente em depressão, não conseguia visualizar um palmo à frente; vivia chorando, pensando em morrer. Como ia acreditar de primeira que tinha alguém interessado em mim e, mais ainda, em me levar para a cama?
O e-mail dizia assim: não se preocupe sobre nosso encontro, eu curti muito te ouvir, foi muito legal. Pode falar, eu gosto de ouvir. Quando acontecer, sinto que vai acontecer e penso que vai ser muito legal, será natural como uma leve brincadeira. Cheguei a sonhar com. Se no sonho foi bom, imagine ao vivo!!!
Quase surtei! Foi uma mistura de alegria, medo — e não desespero —, um turbilhão de sentimentos. Liguei para minha amiga.
— Eu sabia!
Como ela sabia e eu não? Contei para minha terapeuta, que perguntou:
— Por que não?
Caraca, tem horas que é melhor ser surda!
Fui para casa e a pergunta ficou na minha cabeça. Por que não? Afinal, eu era separada, meu marido simplesmente me ignorava. E esse homem me seduzindo, me desejando.
Por que não?
No Dia dos Namorados, recebi um sedex com apetrechos para a nossa primeira vez: óleo de massagem, preservativos e um CD com umas músicas lindas. Ele me pediu para escolher uma para a nossa primeira vez. Eu estava diante de um Don Juan, um sedutor delicioso, e estava adorando tudo.
Na madrugada anterior ao nosso encontro, quase tive uma síncope; não dormi, andei de um lado para o outro. Quando ele, enfim, chegou à minha casa, pensei que ia morrer de falta de ar. Não conseguia falar, não sabia como me portar, me mover. Sentia-me meio que uma boneca de pano que não respira, não fala e é desengonçada.
Ficamos meio embaraçados no início até que ele me puxou contra si — vai ter que ser desse jeito senão você vai começar a falar — e me beijou. E me acariciou toda, ininterruptamente, sem tirar sua boca da minha. Quando percebi, estávamos nus. Confesso que pensei em desistir ali. Meu Deus, o que vou fazer agora? Parecia que eu tinha desaprendido tudo. Mas ele foi um mestre, parecendo adivinhar meus pensamentos. Agarrou-me com uma força deliciosa e me levou para a cama, fazendo-me deslizar pelo corredor até lá. Quando me dei conta, ele já era meu homem e eu, mulher dele.
Falando assim parece fácil, mas devo confessar que não foi. Eu não conseguia abrir os olhos. A finalização dessa noite foi terrível. Não sabíamos o que dizer um ao outro, o que fazer. Não que não tivesse sido bom... Foi um espetáculo!
Cheguei a dizer à minha amiga que ele beijava mal. Que ridículo!
Fui a outro encontro decidida a dizer para ele esquecer o que tinha acontecido, que não era por aí. Não articulei palavra alguma quando o vi. Foi como se precisasse da energia dele para recarregar a minha. Para minha surpresa, eu o desejava demais.
As preliminares foram deliciosas! Indescritível o instante em que nossos corpos se pertenceram. Senti-me uma deusa no ritual do amor. Caramba, que beijo!!! Como pude não gostar daquele beijo? Entregamo-nos um ao outro durante horas seguidas. Eu estava em outra dimensão, torcendo para que não acabasse nunca aquele momento.
Era chamada de desejada, vulcão, menina de Mercúrio, era arranhada na coxa, beijada na orelha, acarinhada diariamente por seus dedos via teclado, nos e-mails que trocávamos quando estávamos longe um do outro. Ele me mandava beijos no decote, falava coisas indecentes, me desejava sonhos molhados. Dizia que estava ansioso para me ver novamente. Eu não ficava atrás e lhe sussurrava coisas eróticas. Reaprendi com ele a arte da sedução. Não verbalizávamos palavra alguma quando estávamos juntos. Dizíamos tudo com o olhar, com o toque, com a alma e com os beijos, que beijos!
Deparei-me com o fato de que havia muito tempo que eu não seduzia meu marido, que tinha desaprendido a ser amante daquele que escolhi para viver comigo.
Cada vez mais sintonizados, dei asas a uma fantasia minha: amarrei-o com fitas vermelhas na cabeceira da cama e o vendei. Surpresa, descobri que ele não se incomodou com a situação. Pedi que ficasse quietinho e fui obedecida!
Massageei, deslizei, beijei, soprei e me deleitei naquele corpo cheio de desejo, visualizado no pulsar dos músculos e na respiração ofegante. Quando permiti que ele se mexesse... Foi a festa! Brincamos por horas a fio.
Um dia, ele veio mais tarde, quase noite. Cobrou-me o banho que eu havia prometido por e-mail. Puxa, foi uma enxurrada de emoções debaixo da água. Massageamos nossos corpos com sabonete, transcendemos ao local, a energia que vibrou ali foi algo que nunca tínhamos experimentado. Arrepio-me só de relembrar. Fico pensando, às vezes, que atingimos algo muito especial. Vê-lo no gozo foi gratificante.
Com ele, fiz coisas que nunca imaginei. Com ele, fui outra, fui aquela que nunca conheci, que de certa forma tinha receio de presenciar. Com ele, revelei-a a mim e não me envergonho dela; acho-a deliciosa.
Essa realidade mágica durou um ano, mais ou menos. Como o esperado, as coisas foram mudando de curso. Relutei muito para permitir seu afastamento e sempre que podia o seduzia, apesar de sentir que não era mais a mesma coisa. Ele queria trilhar outros caminhos, porém eu ainda precisava dele para viver.
Ele foi a minha salvação, a mão que me lançou para o ar novamente num momento em que eu me sufocava com minhas mágoas, tristezas e desespero. Ele me fez sentir bonita, sedutora, ainda mulher na cama e fora dela. Por causa dele, emagreci, comprei roupas novas, comprei xícaras novas, voltei a sorrir e a cantar. Por causa dele, renovei meus CDs, conheci ritmos novos, vi filmes que nunca veria. Li livros que me mostraram um caminho novo a percorrer. Essa criatura fofa me fez conhecer novos conceitos, me livrar de outros. Viajei muitas horas para estar junto dele, beijei muito na boca, falei coisas decentes, fiz coisas indecentes. Com ele, aprendi a viver o que temos para viver sem medos. A não me preocupar com o futuro e não me prender ao passado, a não sentir culpa e que o certo e o errado são relativos, que julgar os outros nos leva ao sofrimento. Aprendi a não ter expectativas e que só preciso da minha pessoa para ser feliz. Por causa dele, tornei-me inteira, me reinventei.
Conviver com esse menino me fez ver que é importante nos mantermos amantes daqueles que escolhemos para estar ao lado por um longo período na vida e, com isso, cativar e cuidar da felicidade interior. Que é aí, nesse momento de paixão a dois, que a magia transforma a rotina e dá forças para continuar a caminhada individual, fazendo valer a pena os momentos em que se abre mão da individualidade. É fundamental falar bobagens, transgredir, brincar, seduzir, surpreender quem escolhemos para dividir o dia-a-dia, deixar a relação leve, intrigante e — por que não dizer? — inebriante sempre. A felicidade só será eterna se a cultivarmos dentro de nós mesmos com o intuito de depois fazermos a troca de uma boa energia num cultivo mútuo. Que mudar é necessário e o segredo é as pessoas mudarem juntas, entenderem que as divergências convergem para a essência do outro e que a diferença não é ruim.
Amo-o de paixão, meu menino sedutor. Talvez não haja ninguém mais capaz de me encantar como você me encantou. Nunca deixarei seu corpo deixar o meu, seu beijo deixar minha boca. Minha alma estará para sempre presa à sua. Nunca o esquecerei, menino de Saturno, que me fez ser criança novamente, me fez leve, divertida e me surpreendeu muitas vezes. Sempre vou te querer e, quando eu for a Saturno, lhe farei uma visita de amiga.
domingo, 4 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
Castro Alves : O Laço de Fita
Não sabes, criança? 'Stou louco de amores...
Prendi meus afetos, formosa Pepita.
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.
Na selva sombria de tuas madeixas,
Nos negros cabelos da moça bonita,
Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,
Formoso enroscava-se
O laço de fita.
Meu ser, que voava nas luzes da festa,
Qual pássaro bravo, que os ares agita,
Eu vi de repente cativo, submisso
Rolar prisioneiro
Num laço de fita.
E agora enleada na tênue cadeia
Debalde minh'alma se embate, se irrita...
O braço, que rompe cadeias de ferro,
Não quebra teus elos,
Ó laço de fita!
Meu Deusl As falenas têm asas de opala,
Os astros se libram na plaga infinita.
Os anjos repousam nas penas brilhantes...
Mas tu... tens por asas
Um laço de fita.
Há pouco voavas na célere valsa,
Na valsa que anseia, que estua e palpita.
Por que é que tremeste? Não eram meus lábios...
Beijava-te apenas...
Teu laço de fita.
Mas ai! findo o baile, despindo os adornos
N'alcova onde a vela ciosa... crepita,
Talvez da cadeia libertes as tranças
Mas eu... fico preso
No laço de fita.
Pois bem! Quando um dia na sombra do vale
Abrirem-me a cova... formosa Pepital
Ao menos arranca meus louros da fronte,
E dá-me por c'roa...
Teu laço de fita.
Não sabes, criança? 'Stou louco de amores...
Prendi meus afetos, formosa Pepita.
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.
Na selva sombria de tuas madeixas,
Nos negros cabelos da moça bonita,
Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,
Formoso enroscava-se
O laço de fita.
Meu ser, que voava nas luzes da festa,
Qual pássaro bravo, que os ares agita,
Eu vi de repente cativo, submisso
Rolar prisioneiro
Num laço de fita.
E agora enleada na tênue cadeia
Debalde minh'alma se embate, se irrita...
O braço, que rompe cadeias de ferro,
Não quebra teus elos,
Ó laço de fita!
Meu Deusl As falenas têm asas de opala,
Os astros se libram na plaga infinita.
Os anjos repousam nas penas brilhantes...
Mas tu... tens por asas
Um laço de fita.
Há pouco voavas na célere valsa,
Na valsa que anseia, que estua e palpita.
Por que é que tremeste? Não eram meus lábios...
Beijava-te apenas...
Teu laço de fita.
Mas ai! findo o baile, despindo os adornos
N'alcova onde a vela ciosa... crepita,
Talvez da cadeia libertes as tranças
Mas eu... fico preso
No laço de fita.
Pois bem! Quando um dia na sombra do vale
Abrirem-me a cova... formosa Pepital
Ao menos arranca meus louros da fronte,
E dá-me por c'roa...
Teu laço de fita.
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