terça-feira, 30 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
UMA DICA
Caso um dia venha
De Sampa para o Rio de Janeiro
De ônibus e a noite,
Tenho uma dica imperdível.
Venha num ônibus Duplo Deck.
Qualquer DD.
Escolha seu lugar em um dos quatros primeiros
No segundo deck, claro.
Depois da parada em Resende,
Tente não dormir novamente e
Preste atenção no que vai começar.
No percurso de descida da Serra das Araras,
Observe o balanço das árvores ao som
Silencioso do vento.
Veja como os arbustos tentam te alcançar
Como se quisessem adentrá-lo pela floresta
Silenciosa, obscura, sinistra que
O ônibus corta vagarosamente enquanto desce.
E a grande obra de arte emoldurada pelas
Janelas frontais do segundo deck!
Estrelas de todos os tamanhos
Pequenas, grandes, médias.
Cadentes e não cadentes.
Várias constelações saldando a grande
Lua que na minha vez estava minguando,
Mas ainda de corpinho pela metade.
Imagina se ela estiver na sua fase de cara cheia?
Esse pedaço da estrada percorre-se a 40 km,
Bem devagar, mas não demora muito.
Então não perca um segundo dessa viagem
Diferente da que foi começada na rodoviária.
Tente se encontrar em todas as formas
Divinais apresentada nesse ínfimo momento
Só para você. Quem sabe as fadas se apresentem?
E aproveite para agradecer o privilégio de
Ser parte de toda essa dimensão do Divino.
Hilzia Elane 09.03.2010
De Sampa para o Rio de Janeiro
De ônibus e a noite,
Tenho uma dica imperdível.
Venha num ônibus Duplo Deck.
Qualquer DD.
Escolha seu lugar em um dos quatros primeiros
No segundo deck, claro.
Depois da parada em Resende,
Tente não dormir novamente e
Preste atenção no que vai começar.
No percurso de descida da Serra das Araras,
Observe o balanço das árvores ao som
Silencioso do vento.
Veja como os arbustos tentam te alcançar
Como se quisessem adentrá-lo pela floresta
Silenciosa, obscura, sinistra que
O ônibus corta vagarosamente enquanto desce.
E a grande obra de arte emoldurada pelas
Janelas frontais do segundo deck!
Estrelas de todos os tamanhos
Pequenas, grandes, médias.
Cadentes e não cadentes.
Várias constelações saldando a grande
Lua que na minha vez estava minguando,
Mas ainda de corpinho pela metade.
Imagina se ela estiver na sua fase de cara cheia?
Esse pedaço da estrada percorre-se a 40 km,
Bem devagar, mas não demora muito.
Então não perca um segundo dessa viagem
Diferente da que foi começada na rodoviária.
Tente se encontrar em todas as formas
Divinais apresentada nesse ínfimo momento
Só para você. Quem sabe as fadas se apresentem?
E aproveite para agradecer o privilégio de
Ser parte de toda essa dimensão do Divino.
Hilzia Elane 09.03.2010
CAMINHO
Numa direção enevoada
Meu ser caminha...
Vacilante
Suplicante
Temeroso
Vislumbra na saudade uma claridade em meio às brumas
Quando encontra a luz dos teus olhos de menino
A me fitar com um terno sorriso
De aceitação, desprovido de violação.
Logo, esse teu olhar se esvai e sigo
Desencantada,
Desatinada
Desorientada
O caminho escolhido-imposto-aceito-ponderado
Revejo conceitos
Reviro lembranças
Entrego-me a devaneios
Que me levam novamente ao encontro
De teus olhos de menino em meio à névoa,
Fitando-me doce, sedento,
Querendo-me no agora.
Esses olhos que penetram vagarosamente minha alma
Desnudando-a.
Alimentam minha esperança
De que em algum momento
Minha caminhada será
Desviada para um atalho
Que me levará a teus braços novamente
Para lá permanecer calada
Quieta, enebriada...
Presenciando a passagem do tempo pelo vento
E aos poucos nos libertaremos das brumas impostas
Para apaixonadamente vivermos essa paixão libertina,
Socialmente não aceita.
E eternamente criança
Que foi desperta
Muito antes do início
E que nunca ousamos esquecê-la.
Victória Charpeê – 10.05.2008
Meu ser caminha...
Vacilante
Suplicante
Temeroso
Vislumbra na saudade uma claridade em meio às brumas
Quando encontra a luz dos teus olhos de menino
A me fitar com um terno sorriso
De aceitação, desprovido de violação.
Logo, esse teu olhar se esvai e sigo
Desencantada,
Desatinada
Desorientada
O caminho escolhido-imposto-aceito-ponderado
Revejo conceitos
Reviro lembranças
Entrego-me a devaneios
Que me levam novamente ao encontro
De teus olhos de menino em meio à névoa,
Fitando-me doce, sedento,
Querendo-me no agora.
Esses olhos que penetram vagarosamente minha alma
Desnudando-a.
Alimentam minha esperança
De que em algum momento
Minha caminhada será
Desviada para um atalho
Que me levará a teus braços novamente
Para lá permanecer calada
Quieta, enebriada...
Presenciando a passagem do tempo pelo vento
E aos poucos nos libertaremos das brumas impostas
Para apaixonadamente vivermos essa paixão libertina,
Socialmente não aceita.
E eternamente criança
Que foi desperta
Muito antes do início
E que nunca ousamos esquecê-la.
Victória Charpeê – 10.05.2008
QUALQUER SEMELHANÇA É PURA COINCIDÊNCIA - A MARTHA ME CONHECE? RSRSRS
Martha Medeiros
Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo: 'olha, não dá mais'. Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo? Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu: mas agora eu to comendo um lanche com amigos'. Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não volta pra mim?
Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia.
Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito!
Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu. Mas eu sou taurina com ascendente em áries, lua em gêmeos, filha única! Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim.
Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida.
Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antonio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris. Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar. Resultado disso tudo: silêncio absoluto.
O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele.
Até que algo sensacional aconteceu...
Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher, que eu acabei me tornando mulher DEMAIS para ele. Ele quem mesmo???
Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo: 'olha, não dá mais'. Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo? Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu: mas agora eu to comendo um lanche com amigos'. Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não volta pra mim?
Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia.
Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito!
Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu. Mas eu sou taurina com ascendente em áries, lua em gêmeos, filha única! Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim.
Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida.
Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antonio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris. Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar. Resultado disso tudo: silêncio absoluto.
O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele.
Até que algo sensacional aconteceu...
Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher, que eu acabei me tornando mulher DEMAIS para ele. Ele quem mesmo???
domingo, 21 de março de 2010
UM INSIGHT DOS BONS
Hoje numa conversa informal com meu filho tive o que chamam de um insight.
Tenho tido durante minha vida alguns episódios em que a minha forma de colocar as coisas não agradam principalmente a algumas pessoas. Ouvi muito que entendiam as minhas questões, mas a forma de eu falar, a forma de eu agir não era minha aliada.
Nesses momentos achava que era injustiçada, que eu só estava colocando o que pensava do jeito que eu era, mas realmente muitas vezes eu não conseguia me fazer entender e ao invés de agregar idéias acabava afastando as pessoas o que me deixava muito triste.
Desisti de colocar alguns pontos de vista para não causar confusão, desse modo passei a me achar inconveniente quando discordava de alguém, apesar de lá no fundo não aceitar isso. Minha auto-estima só foi diminuindo e passei a viver com algumas idéias só para mim.
Realmente eu reclamava muito de algumas coisas. Passei a perceber que quanto mais eu reclamava mais as pessoas próximas ignoravam o que eu pensava.
Tenho sim um jeito mais enfático de colocar as coisas, sou sim muito organizada em determinados assuntos, aprendi isso em criança quando precisava ter o controle das coisas para ajudar minha mãe com meus irmãos.
Engraçado é que quando era interessante eu era o máximo, mesmo com o título de autoritária.
Entendo que passo mesmo essa idéia de autoritarismo, mas ninguém nunca me perguntou o porquê de eu ser tão rigorosa com certas coisas, em certas atitudes. As minhas lógicas e as minhas idéias não eram suficientes para serem ouvidas quando eram diferentes da lógica alheia. Eu tinha que entender, mas não havia esforço para entenderem a minha lógica porque o meu jeito de colocar as coisas não agradava.
Tornei-me aquela que só reclama, a chata, a pavio curto, a que quer tudo na hora e do jeito que ela acha certo, a autoritária, a manipuladora. No fundo, no fundo eu sentia que eles podiam ter razão, mas ao mesmo tempo eu discordava , não sabia definir o que era.
Uma das coisas que podem ajudar a nós TDAH tem o nome na psicologia de Terapia Comportamental. Nela você aprende a ser socialmente aceitável, você aprende a controlar seus pensamentos e a colocar suas discordâncias de um modo mais agradável. E como ensinar a aceitar o outro? Ah, isso não existe, isso se aprende quando se dá conta dos próprios limites e como é difícil!
Hoje, tive um insight num bate-papo com meu filho ao ouvir dele mais uma vez que ele não tinha feito nada contra mim para eu falar grosseiramente com ele na hora em que eu estava pedindo que ele estendesse a roupa dele que eu tinha lavado no dia anterior e completando ele afirmou que o meu jeito de falar era chato.
Ao invés de me entristecer novamente com esse discurso clichê que cansei de ouvir, eis que eu respondo: “Não fez nada contra, mas também não fez nada a favor. Esperar o sábado, que eu devia estar descansando do trabalho da semana, para lavar suas roupas enquanto você passa a semana inteira em casa é realmente não fazer nada a meu favor”.
Aí foi que caiu a ficha e me fez vir até aqui ao meu teclado digitar essa minha descoberta que me leva para mais perto da minha liberdade. Na realidade eu reclamava não do que faziam contra e sim do que eles não faziam a meu favor. Era isso que me entristecia, me deixava pau da vida.
Eles é que nunca perceberam o quanto eu merecia a atenção carinhosa deles, o quanto eu os amava a ponto de querer tudo em ordem e que quando eu não dava conta sozinha e pedia a ajuda deles tinha que ser para aquele momento sim, porque eu estava insegura.
Na realidade o que eu queria mesmo lá no fundo é que eles notassem que eu não podia tudo sozinha, que eu como eles precisava de espaço, de carinho, que eu tinha as minhas deficiências que errava e muitas vezes sem intenção, que eu precisava de cólo de vez em quando. Queria o interesses deles pelas minhas coisas, pelas minhas limitações sem que eu necessariamente tivesse que sinalizá-las porque quando eu as fazias virava uma cobrança aos olhos deles.
Descobri que o que me fazia à chata era a mão única que investi na minha relação com eles. Era a inércia deles, intitulada de “meu tempo”, “minha lógica”, "meu espaço". Eles que conheciam muito bem a minha característica de despachada e se usavam dela. Era eu resolvendo tudo, era eu me fazendo de forte talvez e só sabendo me fragilizar de uma forma incorreta, ou quem sabe interessante para eles, pode ser.
O mais importante agora é que aos 50 anos eu entendi que a Gumercinda nunca existiu dentro de mim. Que o meu eu “chata, a reclamona” tem voz e uma lógica sim e elas tem valor e o nome dela é Hilzia e que essa lógica não vai mais se dobrar a lógica de outras pessoas, principalmente as que proclamam (as tais lógicas) nos momentos de interesse próprio nunca se deixam conhecer de verdade, porque é uma lógica que flutua de acordo com seus interesses.
Também entendo a minha responsabilidade nos não entendimentos nas relações e estou tentando ser diferente, mudar hábitos, que para mim é a coisa mais complicada, mas estou tentando e vou um dia conseguir.
Também decidi que ao meu lado só quero pessoas que troquem vida, onde as relações sejam sempre de mão dupla, quero sim é interagir lógicas claras, quero ser aceita com meus erros e acertos, até porque o certo e o errado são relativos. Caso não encontre esse tipo de relacionamento aprendi a ser superficial também e a não mais sofrer por isso, aliás não mais sofrer por nada e ninguém.
Hilzia Elane – 21.03.2010
E se tivesse sido diferente?
Quem leu o pertubador "Precisamos falar sobre Kevin" sabe que sua autora, Lionel Shriver, é craque em esmiuçar as razões psicológicas que motivam todos os nossos atos, mesmo os mais tolos, e em demonstrar o quanto esses atos geram consequências previsíveis e imprevisíveis. Em seu novo livro "O mundo pós-aniversário", ela conta a história de Irina, uma mulher instalada num sólido casamenbto de dez anos, que um dia sente um incontrolável desejo de beijar outro homem. Pra complicar, esse homem é um amigo do casal. A partir daí, a autora desmembra o livro em duas histórias que correm paralelas: a vida de Irina caso consumasse seu impulso erótico e a vida de Irina caso reprimisse seu desejo.
A autora poderia ter se contentado em escrever sobre o poder transformador de um primeiro beijo em alguém, mas foi mais inteligente e abordou também o poder transformador de mantermos tudo como está.
É comum pensarmos que, ao ficarmos parados no mesmo lugar, sem agir, sem mudar nada, estamos assegurando um destino tranquilo. Engessados na mesma situação, é como se estivéssemos protegidos de qualquer possível ebulição que nos inquiete. SSSHH. Quietos. Ninguém se mexe para nao acordar o demônio.
Não deixa de ser uma estratégia, mas falta combinar com o resto da população. As pessoas que nos cercam sempre interferirão no nosso destino. Se dermos uma guinada brusca ou permanecermos na rotina, tanto faz: o mundo se encarregará de trocar as peças de lugar nesse imenso tabuleiro chamado dia a dia.
Ao fazer algo socialmente condenável (como ser casada e dar um beijo em outro homem, pra dar o exemplo do livro), tudo poderá acontecer. - inclusive nada.
Você poderá se apaixonar, abandonar seu marido e viver uma tórrida história de amor, e essa história de amor se revelar uma furada e você se arrepender, e tentar reatar com seu marido, que a essa altura já estará apaixonado pela vizinha. Ou você beijará e, em vez de iniciar um romance tórrido, voltará para casa bocejando e nada, nadinha será alterado. Foi só uma pequena estupidez momentanea e sem consequências.Mas das consequências de continuar viva você não escapa.
Esse 2010 promete ser bom: ano do tigre no horóscopo chinês, ano de vênus no ocidental. Quem entende do assunto diz que teremos um aquecimento global do tipo que ninguem tem nada contra. Emoções calientes. Mas adianta fazer planos? Seja qual for o caminho que optarmos seguir, haverá altos e baixos. E isso é tudo. Se fizermos uma auditoria em nossas vidas, em algum momento questionaremos: - E se eu tivesse feito diferente?
o diferente teria sido melhor e teria sido pior. Então o jeito é curtir nossas escolhas e abandoná-las quando for preciso, mexer e remexer na nossa trajetória, alegrar-se e sofrer, acreditar e descrer, que lá adiante tudo se justificará, tudo dará certo. Algumas vidas até podem ser tristes outras sao desperdiçadas, mas, num sentido mais absoluto, nao existe vida errada.
Martha Medeiros - 28.02.2010
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