quinta-feira, 23 de agosto de 2012

ABRAÇAR É MUITO BOM

Ontem me vi envolvida por braços carinhosos, aconchegantes, amigáveis.
Vi meu corpo de volta a um espaço que há algum tempo ele não adentrava.
Eu estava sendo abraçada. Não um abraço de amigo urso, aquele rapidinho de tapinhas no ombro e sim de irmão urso, aquele gostoso, macio, fofo, apertado, firme, suave, de colo acalentador.
Abraços que meu espírito estava saudoso e eu mesma não tinha tomado noção disso.
Abraço no espírito! É isso existe.
Conheci uma pessoa que abraçava sempre com vontade. Ela nunca dava meio abraço, esses abraços de banda, quando abraçava era para valer, ela era toda abraço. Tenho muitas saudades daqueles abraços, mas eles se foram para sempre.
Há alguns anos fui também abraçada de uma forma bem diferente, excentricamente, encantadoramente, incendiantemente,  estonteantemente e concentricamente rumo a minha alma. Abraços deliciosos.
Ontem foram abraços de pessoas estranhas, pessoas que vi pela primeira vez e seus abraços me fizeram sorrir com a alma e eu feito uma criança abraçava-os sempre que tinha uma nova oportunidade e suas receptividades me levavam ao abandono de encontro ao colo que tenho sentido falta ultimamente.
Foi muito gostoso e revitalizante.
Hoje encontrei meu querido amigo Caneca na rua e nos abraçamos demoradamente como nunca dantes nos abraçamos, foi tão bom! E repetimos abraços para matar as saudades que tínhamos um do outro.
Creio que minha carência de abraços já está saindo do negativo, mas não quero mais deixar o nível de abraços negativar novamente na minha vida, então preparem-se porque eu vou abraçar e é  muuuuuuiiiiiiiiittttttttttoooooooooo.


Hilzia Elane
agosto/2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012


ORTOPEDIA FACIAL                

QUANTO MAIS CEDO A MÁ OCLUSÃO É INTERCEPTADA MAIS HARMONIOZAMENTE SERÁ CORRIGIDA.

A ortopedia facial visa corrigir as assimetrias ósseas do rosto, mantendo o equilíbrio facial. O objetivo é evitar o crescimento inadequado dos ossos da face e prevenir alterações futuras de mau posicionamento dos dentes, desequilíbrio da oclusão (fechamento da boca), estresse do sistema neuro-muscular, disfunções da articulação da mandíbula com o crânio, chamada de temporomandibular, e até mesmo baixa-estima. 
Ossos faciais grandes ou pequenos demais podem causar distúrbios e problemas como dores de cabeça, desequilíbrio muscular e respiração errada.

Ortopedia facial trabalha em conjunto com o crescimento da criança e visa corrigir assimetrias ósseas, redirecionando, estimulando e até mesmo restringindo o crescimento da mandíbula e/ou da maxila.

Deve ser utilizada por pacientes jovens, já que devem estar em períodos de crescimento ativo para que seja efetiva.

Origem dos problemas ortodônticos e ortopédicos


A mal-oclusão pode ter origem hereditária, ou seja, transmitida de pai para filho. O tamanho dos ossos maxilares e o tamanho dos dentes são típicas influências familiares herdadas.
Outros grupos de problemas são hábitos deletérios adquiridos como a sucção excessiva da chupeta e dos dedos, obstruções respiratórias, cáries dentais, perdas dentárias precoces e traumatismo. A interação destes problemas exige um diagnóstico, planejamento e tratamento minucioso.

Ortopedia Facial : Um Tratamento Interceptativo

Caso se detecte algum problema na criança que exija intervenção, será indicado um tratamento interceptativo (ortopédico). Este tratamento alcançará resultados que não seriam possíveis após o término do crescimento da face.


Dra. Hilzia Elane Bacellar

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ter amigos, é como arvorear: lançar galhos, lançar raízes... Para que o outro quando olhar a árvore, saiba que nós estamos ali...Que nós permanecemos para fazer sombra, o de aconchego que ás vezes ele precisa na vida...



Obrigada aos meus verdadeiros amigos que são para mim exatamente o que diz o texto de Pe. Fábio.

"Por isso que é bom termos amigos, porque na verdade, as pessoas amigas antecipam no tempo, aquilo que acreditamos ser eterno...
Quando elas são capazes de olhar para nós e descobrir o que temos de bonito. Mesmo que isso, as vezes costuma ficar escondido por trás daquilo que é precário.
Por isso agradeço muito a Deus pelos amigos que tenho. Pelas pessoas que descobriram no que eu tenho de pior, uma coisinha que eu tenho de bom, e mesmo assim continuam ao meu lado, me ajudando a ser gente, me ajudando a ser mais de Deus, ajudando a buscar dentro de mim, a essência boa que acreditamos que Deus colocou em cada um de nós."


Beijocas

UMA HISTÓRIA


Meu nome é Caroline Sophia, me percebo hoje como tendo sido uma mulher, digamos assim, dentro dos padrões da normalidade esperada pela sociedade. Trabalhando na profissão que amava, tinha uma família linda, construída com sabedoria e harmonia ao longo de anos junto a aquele parceiro maravilhoso que escolhi. Claro que tínhamos os percalços normais da vida, mas éramos felizes. Sim era essa a minha vida, gostava de estar nela e de ser dela.

Nunca me imaginei nos braços de outro homem a não ser daquele para o qual eu tinha resolvido que seria para sempre meu parceiro, entretanto não foi bem dessa forma planejada por mim que tudo aconteceu. Pela primeira vez a vida me ensinou que nem tudo que queremos conseguimos. Ela nos prega muitas peças e nos surpreende quando menos esperamos. Arrisco-me a dizer que nós mesmos nos sabotamos e aí todas as verdades construídas ao longo do tempo, todas as alegrias e pessoas que mais amamos para as quais temos um enorme carinho desaparecem da nossa frente como mágica e o curso do rio encontra descaminhos que nos levam às margens jamais imaginadas aportar.

Chorei até minha alma secar, tentei de tudo para ter minha vida de parceria de volta, para que tivéssemos uma chance de rever os erros e quem sabe desatar os nós e afrouxar novamente nossa convivência que era muito gostosa antes de nos desconhecermos, porém todas as minhas tentativas foram em vão.

Mas, não foi para contar essa parte da minha História que resolvi escrever e sim para eternizar aqui meu aprendizado de como a vida me ensinou que sempre existe uma saída, porque não dizer luz para aquilo que achamos ser o mais sombrio dos acontecimentos.

E também para afirmar que reinventar a vida é possível seja com outra nova pessoa ou com a mesma pessoa com quem já se partilhou anos da vida .
Que é saudável não se deixar cair no ostracismo do relacionamento longo, que seduzir e ser seduzido, brincar, ser erótico com seu parceiro é o melhor que levamos da vida a dois.

No meio desse atropelo em que me coloquei ressurgiu, a princípio sem eu saber como e porque, na minha vida uma pessoa de uma forma meio non sense. Ela foi tomando conta do pedaço como se ele sempre tivesse sido dela. Foi chegando de mansinho, sorrateiramente, segura do que queria e eu fui me apaixonando, também de uma forma meio esquisita, por essa pessoinha especial.

Vou tentar falar um pouco dessa criatura maravilhosa. Somos amigos desde crianças, não caro leitor não foi ele quem beijei na brincadeira de pêra, uva ou maçã, naquela época ele era feinho e meus interesses eram por meninos digamos assim bonitinhos. Estudamos juntos, melhor dizendo no mesmo colégio, a sala era diferente, mas nos encontrávamos no recreio.
Éramos o que eu poderia chamar de segura a onda do outro, quando um estava triste o outro tinha a missão de levantar o astral, quando eu tinha problemas com namorados ou paquera ele me dava uma ajudinha e vice e versa. Os namoros e pegações eram assuntos muito em pauta entre nós. Palpites eram dados, várias sugestões sobre diversos assuntos: se era bom ou não ficar com certa pessoa, tomávamos conta um do outro literalmente.

Íamos a bailes juntos, a volta juntos é que não era garantida. Várias vezes fiquei sozinha na madrugada, Rodrigo sempre foi tímido, mas um expert na arte de seduzir, era um típico namorador, eu não ficava atrás, parti muitos corações na minha adolescência, depois que deixei de ser um patinho feio, mas ele bateu todos os recordes nessa área.

Ficávamos horas conversando assuntos variados. Aprendi muitas coisas com ele, nos divertíamos como moleques. Fumei meu primeiro cigarro com ele, foi ele quem me ensinou a tragar. Adorávamos melancia e a briga era ferrenha pelos pedaços, alface com macarrão era nosso prato predileto. Os garçons ficavam estarrecidos quando pedíamos esse prato.

Apesar de tímido tinha o subterfúgio de brincar muito e com isso se sociabilizava principalmente com as meninas. Nunca o vi deixar a peteca cair. Ele sempre foi meio atrapalhado e caladão, saca aquele tipo que fica observando os outros e se ocultando, acho que mais pela timidez mesmo, além de ser menino não é!

Quando começamos a trabalhar fora eu gostava de ir ao trabalho dele na hora do meu almoço só para dizer oi, está tudo bem? E depois sim eu ia almoçar, não tínhamos o mesmo horário de almoço por isso não me lembro de termos algum dia almoçados juntos.

Quando a gente começa a crescer de verdade o tempo começa a ficar escasso e começamos a nos afastar daqueles que nos são caros. E de certa forma foi o que aconteceu conosco, mas sempre que conseguíamos estávamos juntos, sempre trocando idéias, às vezes ele falava de coisas tão confusas, tão inatingíveis para mim que eu boiava, mas adorava ouvir todas aquelas novidades que ele contava.

Um dia ele se apaixonou e casou com uma pessoa que eu não conheci e foi morar numa comunidade alternativa em Mauá. Nem fui a esse casamento, acho que não houve nada tradicional, o fato é que essa distância quilométrica ajudou no nosso afastamento.

Nossos contatos ficaram raros, só em datas festivas pelo telefone, às vezes emails quando precisávamos de favores um do outro e o tempo escasso foi tirando-nos um do outro.

Não tínhamos mais os deliciosos contatos presenciais, não trocávamos mais idéias pessoais, não fumávamos mais juntos por pura curtição juvenil, não saíamos mais para barzinho para ouvir músicas e fofocar, não freqüentávamos mais as mesmas pessoas, mas o macarrão com alface permaneceu presente na minha vida. Fomos aos pouco nos desconhecendo, não mais mudávamos juntos. A vida fez cada um ir para um lado e parecía que não tornaríamos a estar juntos novamente como antes.

E quer saber? Realmente não estaríamos mesmo.

Então, alguns anos depois no meio do atropelo de vida em que me coloquei, tive uma grande e gostosa surpresa quando ele reapareceu.
Confesso que foi um reencontro meio non sense, algo diferente, inimaginável em nossa vida inteira. Como já disse anteriormente ele foi tomando conta do pedaço como se essa nova forma de estar em minha vida sempre tivesse existido. Foi chegando de mansinho, sorrateiramente, seguro do que queria e eu fui me apaixonando, também de uma forma bem diferente por ele.

No início pensei ser apenas um interesse de amizade, fraterno, como que eu ia pensar algo diferente? Conversávamos muito, ríamos muito, era divertido estar com ele pela internet ou pessoalmente. Ele passou a vir me visitar várias vezes. Era como antes, aparentemente como antes.

Ele dizia que o seu trabalho era tranqüilo, gerenciava e por isso tinha tempo para teclar comigo, às vezes uma tarde inteira. Chefe trabalha mesmo muito pouco. Não imaginava o que ele gerenciava em uma comunidade alternativa, o fato é que teclávamos muito e era muito bom.

Com o tempo ele passou a me seduzir descaradamente. Ele me surpreendia, não vou negar que eu gostava muito, mas isso me parecia meio fora de contexto.

Às vezes me passava torpedos pelo celular me atiçando, me seduzindo e eu ficava que nem uma louca a procura do infeliz dos meus óculos para ler e responder igualmente os torpedos - no meio da rua algumas vezes - atiçando-o, instigando-o. Eram momentos deliciosos, inesquecíveis.

Eu estava numa carência de dar dó! Não saia de casa. Minha porta para o mundo era o meu computador, a internet era minha bengala e sabê-lo do outro lado me dava calma, meu medo sucumbia. Medo sim eu tinha muito medo e ele me paralisava.

Escrevia tudo para ele, todos os meus sentimentos, os bons (raros naquela época) e os ruins que quase me levaram a morte.
Quando falei com ele sobre morrer ele disse que me entendia e eu achei o máximo, era a primeira pessoa que entendia o fato de eu querer morrer! Fiquei surpresa e olhando bem nos meus olhos ele me disse em seguida: “mas será que não tem outro jeito de resolvermos essa tristeza que se instalou em seu peito?”. Foi ele quem tirou essa idéia da minha cabeça naquele momento, talvez nem ele saiba disso.

Posso afirmar que me conheceu na essência onde o bom e ruim convivem em sintonia. Ele foi incrivelmente amigo... Cheguei a pensar em ir morar nessa comunidade em Mauá tal a paz que ele difundia, mas não tenho como ainda largar meu emprego e não sei se realmente me sentiria apta a permanecer por muito tempo sem o agito da cidade.

Um dia ele veio pessoalmente e suas intenções eram visivelmente diferentes.

Dois dias antes me escreveu um email onde falava de um decote de uma das minhas blusas e de como ele ficou imaginando o que poderia haver atrás dele e que queria mostrar na prática uma massagem que ele aprendeu.

Sabe aquele alerta que soa na cabeça, normalmente das mulheres, que se fosse traduzir sairia um: PERIGO, PERIGO.

Pois é, fiquei meio aturdida, diria desesperada e muito incrédula, até porque me sentia um breve contra a luxúria naquele momento.
Como assim eu estar sendo paquerada? Eu causar interesse a alguém? Sentia-me sem desejo, estava gorda, feia, desinteressante. Como assim alguém me olhar com desejo? Só podia ser brincadeira e vamos combinar de mau gosto naquelas circunstâncias.

Mesmo assim fui ao encontro com alguma esperança de que aquilo realmente pudesse estar acontecendo e ao mesmo tempo muito nervosa claro, porque a minha certeza é de que era uma brincadeira dele. De amigo querendo levantar a auto-estima.

Assim que eu o encontrei comecei a falar e não parei mais. Falei tanto, mas falei tanto que não dei brecha para nada acontecer, ele me respondia quando conseguia e ria um sorriso gostoso, até hoje não sei se era de mim ou para mim.
Então, depois de um tempo ele me abraçou e sussurrou ao meu ouvido: “tenho que ir agora, mas eu volto”.
Um frio percorreu minha espinha, me arrepiei toda e pensei: ai! ele volta, ainda não estou a salvo! E a dúvida permaneceu na minha cabeça: será que ele está brincando comigo?

Senti um alívio quando ele se foi, não que eu não o quisesse, na realidade não sei mesmo se eu não queria ou se eu estava com medo (novamente ele), afinal eu só tinha ido para cama com o meu marido durante anos a fios. Como assim um corpo novo em meus braços? Como fazer amor com outra pessoa? Principalmente aquela? Como é começar de novo?

Chorei muito, senti raiva do meu ex-marido por me colocar nessa situação. Senti-me culpada por pensar em algo diferente do que tínhamos combinado - eu e o ex.

Quem me aturou foram uma amiga e minha terapeuta, essa achou um absurdo esse meu medo.
Falar é fácil queria ver se fosse com ela.

Enfim, a semana começou e eu ligadinha na internet esperando à hora em que ele entraria no trabalho e me mandava uma poesia dizendo que era o seu carinho do dia para mim. Ele já vinha fazendo isso há alguns meses, desde que nos reencontramos pela primeira vez.

Ao me deparar com o primeiro email da semana obtive a certeza de que as intenções eram realmente outras além de ser um amigo, um ombro para eu poder chorar.

Tudo bem que eu pareço lerda, mas você leitor tente levar em consideração o momento que eu estava vivendo. Eu estava literalmente em depressão, não conseguia visualizar um palmo a frente, vivia chorando, pensando em morrer, como que eu ia acreditar de primeira que tinha alguém interessado em mim e mais ainda em me levar para a cama? E ele era meu amigo, amigo faz cada coisa para ajudar o outro!!!

O email dizia assim:
“Não se preocupe sobre nosso encontro, eu curti muito te ouvir, foi muito legal. Pode falar eu gosto de ouvir você.
Quando acontecer, sinto que vai acontecer e penso que vai ser muito legal, será natural como uma leve brincadeira. Cheguei a sonhar com. Se no sonho foi bom, imagine ao vivo!!!”

Quase surtei! Foi uma mistura de alegria, medo, medo não foi desespero mesmo, um turbilhão de sentimentos. Liguei para minha amiga na hora e ela se limitou a dizer: eu sabia!
Como assim ela sabia e eu não?

Contei para minha terapeuta e ela ouviu tudo caladinha, todos os meus questionamentos, medos, desesperos, razões para não, razões para sim e no final apenas me fez a pergunta: “e porque não?” Caraca tem horas que é melhor ser surda. Ajudou muitíssimo!

Fui para casa e essa pergunta ficou martelando na minha cabeça, aliás, ela ficou martelando até o dia - semanas depois - que ele me informou sua vinda novamente.

“Porque não?”

Esse homem ali me seduzindo, me desejando, me fazendo sentir poderosa, prometendo o céu aqui na terra, quer dizer na cama. Porque não? Resolvi dar corda e por email mandei ver. Senti-me a própria ninfeta.
Bom pelo menos ele não era um garotão e era alguém que eu podia confiar. Tenho amigas que acham super natural transar com garotões, eu não conseguiria, acho que não...

No meio da semana anterior ao nosso reencontro, mais precisamente no dia dos namorados recebi via Sedex uma caixa com vários apetrechos para a nossa primeira vez: óleo de massagem e um CD com umas músicas lindas que ele pediu para eu escolher uma para a nossa primeira vez.

Eu estava diante de um Don Juan, um sedutor delicioso e estava adorando tudo. Como é bom devanear, minha preocupação era não tirar os pés do chão, não me iludir para não me ferrar depois, mas nesses momentos é melhor deixar apenas uma cordinha amarrada na cintura para puxar no devido tempo, o resto é flutuar mesmo até onde os sonhos levarem.

Durante a madrugada anterior a sua chegada eu quase tive uma síncope, não dormi, andei de um lado para o outro, vi tudo que tinha na televisão e eu nem gosto de assistir televisão, acordei minha amiga para papear pelo telefone, comi tudo o que tinha na geladeira, escovei os dentes mil vezes, tomei outro banho, ansiedade? Que é isso, eu ansiosa? Nada haver!

Quando ele chegou pensei que ia morrer de falta de ar, não conseguia falar, não sabia como me portar, andar. Sentia-me meio que uma boneca de pano que não respira, não fala e é desengonçada.

Ficamos meio embaraçados no início até que ele me puxou de encontro ao corpo dele e disse: “vai ter que ser desse jeito senão você vai começar a falar” e me beijou. Caraca que beijo!!

Fui beijada por uns quarenta minutos sem parar, não é mentira, foram quarenta minutos! Tinha um relógio atrás de nós.
Não... não o beijei de olhos abertos, mas em alguns momentos eu dei uma olhadinha, até para ver se o que eu estava vivendo era real ou imaginário, aí eu via os minutos no relógio.

Durante esse beijo ele me acariciou toda e me despiu. Primeiro dos meus brincos, ele conseguiu levá-los ao chão um a um devagar sem pressa. Acarinhava-me ininterruptamente sem tirar sua boca da minha. Fez tudo parecer um sonho de tão mágico.

Quando percebi estava nua diante dele e ele de mim. Confesso que pensei em desistir ali. Meu Deus o que vou fazer agora? Parecia que eu tinha desaprendido tudo.
Então como um mestre, parecendo adivinhar meus pensamentos agarrou-me com uma força deliciosa e me levou para a cama, me fez deslizar até lá e quando me dei conta ele já era meu homem e eu mulher dele.

Falando assim parece fácil, mas devo confessar que não foi nada fácil. Eu não conseguia abrir os olhos e encarar aquele rosto, porque quando isso acontecia, eu caia na real e meio que despirocava.

Vinham pensamentos do tipo: o que eu estou fazendo aqui? Como pude permitir isso? Pensava: quero sumir, será que o que eu estou fazendo é certo? E como vai ficar nossa amizade depois disso? Isso não vai dar certo. O que nossos pais vão dizer?
Enfim, tenho a nítida impressão que naquela cama tinham várias pessoas. Uma suruba!
Para quem fazia sexo com apenas uma pessoa há anos eu estava bem avançadinha.
A finalização desse encontro foi terrível, não sabíamos o que dizer o que fazer, estávamos literalmente sem graça um com o outro ao sairmos do devaneio que foi na cama quando nossos corpos se entregaram de uma forma indescritível e caímos na real.
Não que tivesse sido ruim, na realidade foi um espetáculo, mas o fato de sermos quem éramos nos assustava, amigos de infância!!. Bom, pelo menos me assustava, aliás acho que só a mim.
Certa vez ele me perguntou: você não sabe ter um caso? Como se eu estivesse tendo um! Será que eu estava?

Enfim, ele foi embora e eu corri para a casa da minha amiga e é claro falei, falei, falei e no final disse: não vai mais acontecer, não gostei do beijo dele, ele beija muito mal. Que ridícula!

Minha amiga achou um absurdo o que eu estava dizendo e pacientemente pediu que eu desse uma nova chance a ele. Falou: quem sabe ele também estava nervoso.
Quando contei para minha terapeuta ela riu muito dessas minhas colocações e novamente fez a célebre pergunta: “Porque não?”

Confesso que ele não saiu da minha cabeça e do meu corpo até nos encontrarmos novamente.

Fui ao novo encontro decidida a dizer para ele esquecer o que tinha acontecido, que não era por aí, que eu queria um amigo em quem pudesse confiar, que eu estava confusa porque estava saindo de um relacionamento e blá, blá, blá. Já notou leitor que falar é meu forte.

Não articulei palavra alguma quando o vi, foi como se eu precisasse da energia dele para recarregar a minha. Para minha surpresa eu o desejava demais.

Foi indescritível nosso encontro, ele é maravilhoso em preliminares deliciosas. Nas mãos dele me sinto uma deusa no ritual do amor. Caramba que beijo!!! Como pude dizer que não gostei daquele beijo!? Que tempo que perdi com medo! Medo é um sentimento que paralisa. Odeio ter medo.

Entregamo-nos um ao outro por seis horas seguidas, eu já estava cansada, mas torcendo para que não acabasse nunca aquele momento.

Nossos encontros presenciais foram esporádicos, porém intensos. Regados a incensos, velas, músicas e de carinhos que ficaram eternizados em minha pele.

Pela internet continuávamos nosso jogo de sedução incitando o desejo de ambos para saciá-los no encontro face to face, melhor dizendo corpo a corpo de uma forma inenarrável.

Eu era chamada de desejada, vulcão, menina de Mercúrio. Era arranhada nas coxas, beijada na orelha, acarinhada diariamente via email.

Ele me mandava beijos no decote, falava coisas indecentes, me desejava sonhos molhados. Dizia que estava ansioso para me ver novamente. Confessou-me uma vez que a nossa nova fase dava a ele uma sensação muito gostosa.

Eu não ficava atrás, dizia “te quiero”, sussurrava através do teclado no ouvido dele coisas eróticas. Reaprendi com ele a arte da sedução e me deparei com o fato de que eu não mais seduzia meu marido, de que eu tinha desaprendido ser amante do homem que escolhi para viver a vida inteira. De que eu não investia mais no nosso relacionamento conforme eu tinha prometido.

Claro que além dessa sedução toda existia o nosso espaço de amigos onde voltamos a trocar idéias, falar dos medos de ambos eram papos cabeça mesmo, até falávamos dos nossos relacionamentos anteriores, mandávamos poesias um para o outro, nos conhecíamos mais, falávamos da vida individual do outro, mais eu da minha do que ele da dele, um sedutor nunca é um livro aberto, e ele sempre foi mais caladão ou será que eu é que sempre falei demais?

Adotei essa postura de não perguntar sobre seus relacionamentos atuais para não me machucar, não me envolver ao ponto de sofrer. Mais importante para mim era a amizade, mas claro AMAVA estar com ele na cama, ansiava por seus emails me seduzindo. Achava que desse jeito sempre seria leve e divertido estar com ele.

Não verbalizávamos palavra alguma quando estávamos juntos na cama. Dizíamos tudo com o olhar, com o toque, com a alma e com os beijos, e que beijos!

No encontro seguinte já estávamos mais sintonizados. Dei asas a uma fantasia minha e amarrei as mãos dele com fitas vermelhas na cabeceira da cama e o vendei.
Fiquei surpresa quando vi que ele não se incomodou em ser amarrado e vendado. Então pedi que ele ficasse quietinho e não é que ele ficou!

Massageei, deslizei, beijei, soprei e me deleitei naquele corpo inerte cheio de desejo visualizado no pulsar dos músculos e na respiração ofegante.
Quando eu disse que ele já podia se movimentar e o desamarrei foi minha a festa! Ele acabou comigo. Brincamos por horas a fio até perder a hora.

Era engraçado quando nos encontrávamos nos shoppings, em festas, em reuniões fora do nosso espaço. Sabe aquela sensação de que você está fazendo algo às escondidas, que só nós dois sabíamos? Muito legal!

Houve uma vez que ele veio mais tarde, quase noite. Amamos-nos por horas a fio, é engraçado eu falar desse jeito – amamo-nos - até que ele me pediu o banho que eu havia prometido por email. Puxa foi uma enxurrada de emoções debaixo de águas, massageamos nossos corpos com sabonete cheiroso, transcendemos ao local, a energia que vibrou ali entre nossos corpos eu nunca tinha experimentado, foi algo que me arrepia só de relembrar. Fico pensando e acreditando que atingimos algo muito especial. Vê-lo no gozo foi gratificante.

Fizemos sexo também dentro de um ônibus, cheio de gente em volta. Que loucura!

Com ele fiz coisas que nunca imaginei, com ele fui outra, fui aquela que nunca conheci, que de certa forma tinha receio de presenciar. Com ele a revelei a mim e não me envergonho dela, acho-a deliciosa.

Essa realidade mágica e real durou um ano mais ou menos e enfim as coisas foram mudando de curso. Como tudo que é bom ou mal acaba e nada é para sempre! Discordo dessa filosofia, tem coisas que são para sempre.

Relutei muito durante um tempo e sempre que podia o seduzia e ele não resistia, mas eu já sentia que não era mais a mesma coisa. Ele queria trilhar outros caminhos. Confesso que ainda precisava dele para viver.

Ele foi a minha salvação, foi a mão que me lançou para o ar novamente num momento em que eu me sufocava com minhas mágoas, tristezas e desespero.

Ele me fez sentir bonita, sedutora, me fez sentir mulher na cama e fora dela.

Por causa dele eu me olhei novamente, emagreci, comprei roupas novas, lingeries novas, lençóis novos e lindos, fui à sexy shopping, me arrumei, cantarolei e voltei a sorrir.
Por causa dele eu renovei meus CDs, conheci ritmos novos, vi filmes que nunca veria. Li livros que me mostraram um caminho novo a percorrer. Conheci novos conceitos, me livrei de alguns e renovei outros, viajei horas só para encontrá-lo e amá-lo todos os segundos que estávamos juntos, falei coisas indecentes, fiz coisas indecentes na maior decência.
Com ele aprendi a viver o que temos para viver sem medos, sem culpas. A não me preocupar com o futuro e não me prender no passado. A não sentir culpa, aprendi que o certo e o errado são relativos, a não julgar para não sofrer, a não ter expectativas, que só preciso da minha pessoa para ser feliz. Ele me incentivou a tentar ser feliz diariamente. Por causa dele me vi inteira novamente.

Amo-o de paixão meu menino sedutor, talvez não haja mais ninguém capaz de me encantar como você me encantou. Nunca o esquecerei, nunca deixarei seu corpo deixar o meu, seu beijo deixar minha boca. Minha alma estará para sempre presa a sua. Sentirei saudades, mas a vida continua e o tempo não perdoa quem fica parado.

A mim resta apenas seguir meu curso, essas boas lembranças me dão força para continuar. Lembro delas com muito carinho.

Sua presença na minha vida dessa nova forma foi meteórica, porém intensa. Sabia desde o início que seríamos passagem um na vida do outro, por isso não sofro com sua ausência. Estou com as rédeas da minha vida na mão. Saudades, ah esse sentimento eu não vou conseguir não ter, mas as lembranças serão um bálsamo para ela.

Gosto de lembrar esse meu amigo, esse meu amante, esse meu menino. Sempre que penso nele tudo fica mais gostoso, divertido. As tristezas somem. Consigo viajar para onde eu quero. Mas tenho que confessar que chorei por saber nunca mais.

Nunca me esquecerei de você meu menino de Saturno, que me fez ser criança novamente, me fez leve, divertida e me surpreendeu muitas vezes. Sempre vou te querer e espero que você consiga se encontrar plenamente para ser feliz.

Hilzia Elane Almeida
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domingo, 12 de agosto de 2012

MOMENTOS DELICIAS







Amigo é coisa pra se guardar...


adorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!


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