Investigadores da Universidade de Ulm, na Alemanha descobriram recentemente uma cadeia de 20 aminoácidos em circulação no sangue humano que, experimentalmente, inibiram características da superfície do HIV que o vírus necessita para infectar as células humanas. O péptido que Frank Kirchoff e seus colegas designaram por VIRIP, é o resultado do aperfeiçoamento em laboratório de um outro que foi descoberto acidentalmente entre filtrados processados durante uma diálise renal, e demonstrou actividade antiviral contra 60 estirpes de HIV incluindo algumas resistentes aos antiretrovirais convencionais, como demonstra o artigo "Discovery and Optimization of a Natural HIV-1 Entry Inibitor Targeting the GP41 Fusion Peptide" publicado na Cell.
Licenciado à Viro Pharmaceuticals GmbH encontra-se em fase de estudo em animais e o seu futuro parece promissor nomeadamente em associação com outro fármaco denominado Fuzeon, pois inibem, cada um no seu estádio, a proteína de superfície do HIV – a gp41, utilizada pelo vírus para penetrar nas células humanas. Ter-se-á contudo que esperar cinco longos anos, tempo mínimo necessário para que todos os testes em animais e humanos sejam realizados, para assistirmos à sua comercialização, mas tudo indica que a espera vai ser proveitosa.
Mais em: http://obviousmag.org/archives/2007/08/virip_a_cura_pa.html#ixzz13J2186qB
domingo, 24 de outubro de 2010
PREGUIÇA DE SOFRER - ZUENIR VENTURA
Há 26 anos, elas cumprem uma alegre rotina: às sextas-feiras pela manhã sobem a serra e descem aos domingos à tarde, quando não permanecem a semana toda lá, em sua casa de Itaipava, distante hora e meia do Rio.
São quatro irmãs de sobrenome Sette - Mily, a mais velha, de 86 anos;
Guilhermina (84), Maria Elisa (76) e Maria Helena (73) - mais a cunhada Ítala (87), a prima Icléa (90) e a amiga de mais de meio século, Jacy (78).
O astral e a energia da "Casa da sete velhinhas" são únicos.
Elas cuidam das plantas, visitam exposições, assistem a shows, lêem, jogam baralho,
conversam, discutem política, vêem televisão, fazem tricô, crochê e sobretudo riem.
Só não falam e não deixam falar de doença e infelicidade.
Baixaria, nem pensar. Quando preciso tomar uma injeção de ânimo e
rejuvenescimento, subo até lá, como fiz no último sábado.
Já viajamos juntos algumas vezes, como a Tiradentes, por cujas
redondezas andamos de jipe, o que naquelas estradas de terra é quase como andar a cavalo. Tudo numa boa.
Elas têm uma sede adolescente de novidade e conhecimento.
Modéstia à parte, são conhecidas como "As meninas do Zuenir". Me dão a maior força.
Quando sabem que estou fazendo alguma palestra no Rio, tenho a garantia de que a sala não vai ficar vazia.
São meu público cativo e ocupam em geral a primeira fila.
Numa dessas ocasiões, com a casa cheia, elas chegaram atrasadas e
fizeram rir ao se anunciarem a sério na entrada:
"Nós somos as meninas do Zuenir".
Nos conhecemos nos anos 70, quando morávamos no mesmo prédio no Rio e Maria Elisa,
que é química, passou a dar aulas particulares de matemática para meus filhos, ainda pequenos, de graça, pelo prazer de ensinar.
Depois nos mudamos, continuamos amigos e nossa referência passou a ser a casa de Itaipava, onde minha mulher e eu temos um cantinho, um pequeno apartamento na parte externa da casa, os "Alpes suíços".
No começo, o terreno não passava de um barranco de terra vermelha.Hoje é
um jardim suspenso, com árvores e flores variadas que constituem uma atração
para os pássaros.Dessa vez, não cheguei a tempo de ver a cerejeira florida, mas em
compensação assisti a uma exibição especial de um casal de papagaios.
O interior da casa é um brinco, não fossem elas meio artistas, meio
artesãs, todas muito prendadas, como se dizia antigamente. Helena e Jacy,
por exemplo, tecem mantas e colchas de tricô e crochê que já mereceram
exposições.
Mily desafia a idade preferindo as novas tecnologias e a modernidade,sem
falar no vôlei, de que é torcedora apaixonada. Sabe tudo de computador e, com
Jacy, freqüenta todos os cursos que pode: de francês a ética, de inglês a filosofia.
Na parede, Tom Jobim observa tudo. A foto é autografada para Elisa, de
quem ele foi colega no Andrews. Aliás, nesse colégio da Zona Sul do Rio,
Guilhermina trabalhou 53 anos, como secretária e professora de Latim,
que ela ensinava pelo método direto, ou seja, falando com os alunos. Ficou
muito feliz quando na praia ouviu, vindo de dentro do mar, o grito de alguém
no meio das ondas, provavelmente um surfista: "Ave, magister!".
Amiga de personagens como o maestro Villa-Lobos, ela ajudou ou
acompanhou a carreira de dezenas de jovens que passaram por aquele
tradicional colégio, cujo diretor uma vez lhe fez um rasgado elogio público,
ressaltando o quanto ela era indispensável ao educandário. No dia seguinte,
ela pediu as contas, com essa sábia alegação: "Eu quero sair enquanto
estou no auge, não quando não souberem mais o que fazer comigo".
Foi para casa e teve um choque, achando que não ia suportar a
aposentadoria.
Durou pouco, porque logo arranjou o que fazer. É tradutora e gosta
muito de etimologia: adora estudar a vida das palavras desde suas origens,
principalmente quando são gregas.
Ah, nas horas vagas faz bijuterias. Para explicar como se desvencilhou
do vazio de deixar um emprego de 53 anos e começar nova vida já velha,
Guilhermina usou uma frase que se aplica a todas as outras seis
velhinhas e que eu gostaria de adotar também: "Tenho preguiça de sofrer".
Não são o máximo as meninas do Zuenir?
São quatro irmãs de sobrenome Sette - Mily, a mais velha, de 86 anos;
Guilhermina (84), Maria Elisa (76) e Maria Helena (73) - mais a cunhada Ítala (87), a prima Icléa (90) e a amiga de mais de meio século, Jacy (78).
O astral e a energia da "Casa da sete velhinhas" são únicos.
Elas cuidam das plantas, visitam exposições, assistem a shows, lêem, jogam baralho,
conversam, discutem política, vêem televisão, fazem tricô, crochê e sobretudo riem.
Só não falam e não deixam falar de doença e infelicidade.
Baixaria, nem pensar. Quando preciso tomar uma injeção de ânimo e
rejuvenescimento, subo até lá, como fiz no último sábado.
Já viajamos juntos algumas vezes, como a Tiradentes, por cujas
redondezas andamos de jipe, o que naquelas estradas de terra é quase como andar a cavalo. Tudo numa boa.
Elas têm uma sede adolescente de novidade e conhecimento.
Modéstia à parte, são conhecidas como "As meninas do Zuenir". Me dão a maior força.
Quando sabem que estou fazendo alguma palestra no Rio, tenho a garantia de que a sala não vai ficar vazia.
São meu público cativo e ocupam em geral a primeira fila.
Numa dessas ocasiões, com a casa cheia, elas chegaram atrasadas e
fizeram rir ao se anunciarem a sério na entrada:
"Nós somos as meninas do Zuenir".
Nos conhecemos nos anos 70, quando morávamos no mesmo prédio no Rio e Maria Elisa,
que é química, passou a dar aulas particulares de matemática para meus filhos, ainda pequenos, de graça, pelo prazer de ensinar.
Depois nos mudamos, continuamos amigos e nossa referência passou a ser a casa de Itaipava, onde minha mulher e eu temos um cantinho, um pequeno apartamento na parte externa da casa, os "Alpes suíços".
No começo, o terreno não passava de um barranco de terra vermelha.Hoje é
um jardim suspenso, com árvores e flores variadas que constituem uma atração
para os pássaros.Dessa vez, não cheguei a tempo de ver a cerejeira florida, mas em
compensação assisti a uma exibição especial de um casal de papagaios.
O interior da casa é um brinco, não fossem elas meio artistas, meio
artesãs, todas muito prendadas, como se dizia antigamente. Helena e Jacy,
por exemplo, tecem mantas e colchas de tricô e crochê que já mereceram
exposições.
Mily desafia a idade preferindo as novas tecnologias e a modernidade,sem
falar no vôlei, de que é torcedora apaixonada. Sabe tudo de computador e, com
Jacy, freqüenta todos os cursos que pode: de francês a ética, de inglês a filosofia.
Na parede, Tom Jobim observa tudo. A foto é autografada para Elisa, de
quem ele foi colega no Andrews. Aliás, nesse colégio da Zona Sul do Rio,
Guilhermina trabalhou 53 anos, como secretária e professora de Latim,
que ela ensinava pelo método direto, ou seja, falando com os alunos. Ficou
muito feliz quando na praia ouviu, vindo de dentro do mar, o grito de alguém
no meio das ondas, provavelmente um surfista: "Ave, magister!".
Amiga de personagens como o maestro Villa-Lobos, ela ajudou ou
acompanhou a carreira de dezenas de jovens que passaram por aquele
tradicional colégio, cujo diretor uma vez lhe fez um rasgado elogio público,
ressaltando o quanto ela era indispensável ao educandário. No dia seguinte,
ela pediu as contas, com essa sábia alegação: "Eu quero sair enquanto
estou no auge, não quando não souberem mais o que fazer comigo".
Foi para casa e teve um choque, achando que não ia suportar a
aposentadoria.
Durou pouco, porque logo arranjou o que fazer. É tradutora e gosta
muito de etimologia: adora estudar a vida das palavras desde suas origens,
principalmente quando são gregas.
Ah, nas horas vagas faz bijuterias. Para explicar como se desvencilhou
do vazio de deixar um emprego de 53 anos e começar nova vida já velha,
Guilhermina usou uma frase que se aplica a todas as outras seis
velhinhas e que eu gostaria de adotar também: "Tenho preguiça de sofrer".
Não são o máximo as meninas do Zuenir?
sábado, 23 de outubro de 2010
Um dia você se olha no espelho e elas estão aí: linhas de expressão e rugas. Como apareceram? Aprenda mais sobre a formação das rugas.
Envelhecer não seria ruim se a prova disso não estivesse em seu rosto. Mas um dia, você se olha no espelho e aí estão: linhas de expressão e rugas. Para a maioria das mulheres, não é uma descoberta bem-vinda. Na verdade, desde o princípio dos tempos, as mulheres têm se preocupado com os sinais de envelhecimento. E as investigações agora confirmam estas preocupações: foi comprovado que a ansiedade relacionada com o envelhecimento está diretamente ligada à auto-estima baixa e inclusive à discriminação por motivos de idade. A auto-estima baixa também está associada com as doenças crônicas e com uma diminuição nas condutas saudáveis preventivas, como o exercício. Não é uma casualidade que todos estejam à procura da fonte da juventude…
Existem as rugas e… rugas, não é verdade?
Existem diferentes tipos de rugas, como se o simples fato delas existirem não fosse suficiente. Há rugas superficiais, frequentemente denominadas linhas de expressão, e rugas profundas e sulcos.
As linhas de expressão são sulcos que apenas penetram a superfície, a capa epidérmica da pele. As linhas de expressão têm menos de 0,1 mm de profundidade e podem desaparecer ou ficarem apenas visíveis se você está descansada. Considera-se que estas linhas de expressão são as mais simples de diminuir ou eliminar sem a utilização de procedimentos invasivos.
As rugas profundas ou sulcos vão de 0,1 mm a 0,4 mm de profundidade e atravessam a capa dérmica da pele, que fica imediatamente debaixo da capa epidérmica. As rugas profundas permanecem bem definidas e são evidentes mesmo quando os músculos e a pele estão relaxados porque chegam até a camada subcutânea, que é a terceira camada da pele, onde se armazena a substância sebácea.
O nascimento de uma ruga.
Então, porque aparecem as linhas de expressão e as rugas? A causa do envelhecimento da pele é tanto externo como interno. Internamente, como qualquer outro órgão do nosso corpo, o funcionamento da pele vai gradualmente se deteriorando com a idade. Existem muitas mudanças naturais que contribuem no aparecimento de linhas de expressão e rugas.
As flutuações nos níveis hormonais, particularmente o estrógeno, podem reduzir a produção de colágeno em sua pele. O colágeno é um tecido conectivo que contribui para que a pele conserve sua estrutura e firmeza. À medida que envelhecemos, a regeneração das células e a circulação também se tornam mais lentas. A elastina, que permite que a pele recupere seu lugar e sua forma, diminui. O ácido hialurônico, hidratante natural da pele, também se reduz. Todas estas mudanças afetam a elasticidade, firmeza, estrutura e hidratação da pele. Isto contribui para o aparecimento de superfícies irregulares e com depressões, que finalmente se manifestam como linhas de expressão e rugas.
E os fatores externos? O mais óbvio, está claro, é a exposição aos raios UV. Conservar a pele bem protegida do sol é a forma mais segura de reduzir as probabilidades de um envelhecimento prematuro. Fumar também é prejudicial. Além dos inegáveis riscos para a saúde, o cigarro provoca danos graves em sua pele. A contaminação ambiental também contribui para aumentar o fator de risco para as rugas.
Fonte: Digitas USA
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho..
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca. 16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite não como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se bastante, depois deixe-se levar pela maré.
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade além de você.
26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Independentemente se a situação é boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão à sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Deus é, não pelo o que vc fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa no final é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como você se sinta, levante-se, vista-se e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente.
domingo, 17 de outubro de 2010
MONJA COEN
Meu pai está morrendo. Lenta, dolorosamente. Tudo que posso fazer é acariciar suas mãos, seus pés. Ajudo no banho, feito na cama do hospital. Durmo ao seu lado – quando durmo.
Fico acordada ouvindo-o respirar através de uma máscara presa em sua cabeça por tiras negras.
Parece um instrumento de tortura medieval. Médicos e enfermeiros me garantem que isso alivia sua dificuldade respiratória.
Procuro acompanhar o ritmo do aparelho. Fico tonta. Inspiração rápida, expiração longa. Não há pausa nenhuma entre inspiração-expiração-inspiração.
O pulmão está comprometido, pneumonia, líquidos. A fisioterapeuta vem fazer aspiração. Um pequeno tubo plástico entra pela narina e chega ao pulmão. Suga sangue, catarro. Desagradável. Meu pai, com 94 anos de idade, franze o nariz.
Lembro-me dos yoguis - limpeza interna. Água pura aquecida e sal. Entrando de uma narina e saindo de outra. A limpeza de engulir gaze. Tantas formas de prática antigas e eficientes.
Mas, para yoguis, para pessoas treinadas.
No hospital não perguntam se a pessoa está interessada nessas práticas yoguicas. Estão fazendo o melhor pelo paciente.
Ficam perguntas em minha ignorante mente Zen. Seria adequado operar um senhor de 94 anos de idade, sendo tratado de pneumonia?
Pois descobriram que havia um hematoma entre a caixa craniana e o cérebro de meu pai.
Resultado de queda antiga ou recente? Resultado de anticoagulantes usados em massa depois de uma cirurgia onde colocaram prótese em seu fêmur direito?
“Ele sangra muito” foi o comentário do neuro cirurgião.
Minha irmã mais nova não queria fazer a cirurgia. Que ele fosse morrendo aos poucos, naturalmente, que não fosse ferido, cutucado, maltratado. Que dessem um sedativo, caso piorasse.
Parecia tão bem. Queria a alta. Voltar para casa. A pneumonia estava controlada.
Mas vieram os veredictos dos especialistas: se não fizer a cirurgia estará sendo condenado a uma morte muito sofrida.
De tantas e tantas foi operado.
Estava eu liderando um treinamento zen intensivo. Sentava-me em zazen e imediatamente voltava ao quarto do hospital. Sim, em todos os períodos de zazen eu me via no quarto, com ele.
Queria o seu bem, não sua dor, seu sofrimento.
Houve pioras, houve melhoras.
Nós monges somos proibidos de matar. Não podemos usar nenhum meio para terminar com a vida, nem mesmo mantras, pensamentos.
Oro por meu pai. Oro para que tenha tranqüilidade em suas dificuldades.
Tudo que começa termina.
Não há encontro sem despedida.
O corpo é como uma carroça. Quando essa quebra e não pode ser usada, a devemos abandonar.
Meu pai não quer morrer.
Meu pai quer viver.
Iniciaram a sedação. Teve pneumotórax. Furo na pleura. Teria sido o aparelho de respiração forte usada incessantemente?
O que pensa meu pai? O que não pensa?
Vá para a luz infinita. Radiante luz, mais forte que a do sol.
Por do sol. A luz bate em meus olhos e é refletida aos olhos de meu pai.
Verde luz envolve parte de seu rosto. Olhei demais para o sol, mal vejo sua face, pai.
Minha irmã mais velha chora, acarinhando, abraçando, querendo colocá-lo em seu colo.
Ele olha. Olhos azuis que olham.
Ele quer as filhas felizes.
Bom pai. Não queria me despedir de você. Queria ficar mais um pouco, queria acreditar que você sobreviveria a anestesia geral apesar da pneumonia.
Tenho raiva do cirurgião e quero culpá-lo por não ver meu pai e ver apenas o hematoma.
Ele viu o cérebro e não viu os pulmões. A especialidade limitou sua capacidade de avaliação?
Ou não?
Choro orando o Sutra do Coração da Grande Sabedoria Completa.
Anoiteceu.
Prática incessante do caminho.
Gate gate para gate parasamgate Bodhi svaha
Indo indo, tendo ido, tendo chegado e ainda assim indo. Salve a Iluminação.
Pai, agradeço sua vida minha vida, ensinamentos, ternura, cuidados, alimentos, limites ilimitados.
Beijo suas mãos inchadas de tanto soro e saio do quarto querendo voltar.
Há volta meu pai?
Onde dorme agora? Onde sonha? O que sonha? Pensa? Não pensa?
Triste escrevo a tristeza.
A despedida de meu pai. Dói.
Respiro fundo, solto lentamente.
Lenta a mente.
Isso é Zen. Isto é Yoga. Isto é vidamorte. Nós.
Essa Mulher Elis Regina
De manhã cedo, essa senhora se conforma
Bota a mesa, tira o pó, lava a roupa, seca os olhos
Ah. como essa santa não se esquece de pedir pelas mulheres
Pelos filhos, pelo pão
Depois sorri, meio sem graça
E abraça aquele homem, aquele mundo
Que a faz, assim, feliz
De tardezinha, essa menina se namora
Se enfeita, se decora, sabe tudo, não faz mal
Ah, como essa coisa é tão bonita
Ser cantora, ser artista
Isso tudo é muito bom
E chora tanto de prazer e de agonia
De algum dia, qualquer dia
Entender de ser feliz
De madrugada, essa mulher faz tanto estrago
Tira a roupa, faz a cama, vira a mesa, seca o bar
Ah, como essa louca se esquece
Quanto os homens enlouquece
Nessa boca, nesse chão
Depois, parece que acha graça
E agradece ao destino aquilo tudo
Que a faz tão infeliz
Essa menina, essa mulher, essa senhora
Em que esbarro toda hora
No espelho casual
É feita de sombra e tanta luz
De tanta lama e tanta cruz
Que acha tudo natural.
Bota a mesa, tira o pó, lava a roupa, seca os olhos
Ah. como essa santa não se esquece de pedir pelas mulheres
Pelos filhos, pelo pão
Depois sorri, meio sem graça
E abraça aquele homem, aquele mundo
Que a faz, assim, feliz
De tardezinha, essa menina se namora
Se enfeita, se decora, sabe tudo, não faz mal
Ah, como essa coisa é tão bonita
Ser cantora, ser artista
Isso tudo é muito bom
E chora tanto de prazer e de agonia
De algum dia, qualquer dia
Entender de ser feliz
De madrugada, essa mulher faz tanto estrago
Tira a roupa, faz a cama, vira a mesa, seca o bar
Ah, como essa louca se esquece
Quanto os homens enlouquece
Nessa boca, nesse chão
Depois, parece que acha graça
E agradece ao destino aquilo tudo
Que a faz tão infeliz
Essa menina, essa mulher, essa senhora
Em que esbarro toda hora
No espelho casual
É feita de sombra e tanta luz
De tanta lama e tanta cruz
Que acha tudo natural.
O QUE É SATSANG?
Sat (satya) é a Verdade Absoluta. Sang (sangha) somos nós, filhos desta Verdade Transcendental. Satsang é o encontro de pessoas dedicadas ao autoconhecimento, à realização do Eu Maior, da Eterna Consciência Presente, Deus...
Marco Schultz
Marco Schultz
Meditação pela paz reúne mais de dois mil cariocas no Arpoador
América Medita aconteceu em cem cidades simultaneamente.
No Brasil, evento deste ano foi realizado em cinco capitais.
América Medita reuniu mais de duas mil pessoas no Arpoador, no Rio. (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)Mais de duas mil pessoas, segundo os organizadores, se reuniram no final da tarde deste sábado (16), para meditar e pedir um pouco mais de paz no mundo, e, principalmente, no Rio de Janeiro. O evento América Medita, realizado simultaneamente em cem cidades das Américas, foi realizado na Pedra do Arpoador, na Zona Sul do Rio.
Depois de meia hora de exercícios de alongamento, relaxamento e respiração, os cariocas foram convidados a pensar numa forma de reduzir a violência no mundo. De acordo com a Fundação Arte de Viver, que pelo segundo ano consecutivo realiza o evento na cidade, já ficou comprovado que a meditação ajuda as pessoas a lidarem melhor com as emoções negativas, como ansiedade, estresse, depressão e medo.
Além do Rio, no Brasil, o América Medita também foi realizado em São Paulo, Recife, Salvador e Fortaleza. Todos, segundo os organizadores comungaram do mesmo espírito de paz com moradores de Nova York, Cidade do México, Bogotá, La Paz, Montreal Santo Domingo e Santiago, entre outras cidades das Américas.
G1
No Brasil, evento deste ano foi realizado em cinco capitais.
América Medita reuniu mais de duas mil pessoas no Arpoador, no Rio. (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)Mais de duas mil pessoas, segundo os organizadores, se reuniram no final da tarde deste sábado (16), para meditar e pedir um pouco mais de paz no mundo, e, principalmente, no Rio de Janeiro. O evento América Medita, realizado simultaneamente em cem cidades das Américas, foi realizado na Pedra do Arpoador, na Zona Sul do Rio.
Depois de meia hora de exercícios de alongamento, relaxamento e respiração, os cariocas foram convidados a pensar numa forma de reduzir a violência no mundo. De acordo com a Fundação Arte de Viver, que pelo segundo ano consecutivo realiza o evento na cidade, já ficou comprovado que a meditação ajuda as pessoas a lidarem melhor com as emoções negativas, como ansiedade, estresse, depressão e medo.
Além do Rio, no Brasil, o América Medita também foi realizado em São Paulo, Recife, Salvador e Fortaleza. Todos, segundo os organizadores comungaram do mesmo espírito de paz com moradores de Nova York, Cidade do México, Bogotá, La Paz, Montreal Santo Domingo e Santiago, entre outras cidades das Américas.
G1
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Amizade sem trato - Martha Medeiros
| Por Hilzia Elane |
Dei para me emocionar cada vez que falo dos amigos. Deve ser a idade, dizem que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica? Fulano é meu amigo, Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente sabemos até de uma fofoca sobre eles, mas amigos? Nem perto. Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de cuidado de ambas as partes.
Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa - nem deve - vir acompanhado de um motivo. As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor - tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. Você não precisa de uma razão. Basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem. Difícil exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso trocar elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações cons tantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia? Acho que é amor. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro.
Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços - mas liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato.
Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam. Porém, a maioria das pessoas não só deixa como contri bui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que amizade é algo que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos contar nos dedos nem dois amigos para valer. E ainda argumentamos que a solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso descaso.
LIMITES
Se você acha que um tapa no seu filho vai fazer com que ele aprenda sobre limites e respeito, mude de atitude já!
O que realmente a palmada ensina: A temer o mais forte, o mais poderoso; A perder o interesse pela atividade que estava desenvolvendo no momento em que apanhou; Que agressão física é uma atitude normal; Que a força bruta é mais importante que o diálogo; Que de quem se espera amor pode vir palmada e agressão.
O jeito CERTO de fixar limites: Dizer sim sempre que possível e não quando necessário; Fazer a criança compreender que seus direitos acabam quando começam os dos outros; Mostrar o que pode e não ser feito; Dar o exemplo.
O jeito ERRADO de fixar limites: Bater nos filhos para que eles se comportem; Obrigar os filhos a fazer só o que os pais estão com vontade; Dar ordens sem explicar o porquê; Deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto).
Fonte: Limites sem traumas, de Tania Zagury
O que realmente a palmada ensina: A temer o mais forte, o mais poderoso; A perder o interesse pela atividade que estava desenvolvendo no momento em que apanhou; Que agressão física é uma atitude normal; Que a força bruta é mais importante que o diálogo; Que de quem se espera amor pode vir palmada e agressão.
O jeito CERTO de fixar limites: Dizer sim sempre que possível e não quando necessário; Fazer a criança compreender que seus direitos acabam quando começam os dos outros; Mostrar o que pode e não ser feito; Dar o exemplo.
O jeito ERRADO de fixar limites: Bater nos filhos para que eles se comportem; Obrigar os filhos a fazer só o que os pais estão com vontade; Dar ordens sem explicar o porquê; Deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto).
Fonte: Limites sem traumas, de Tania Zagury
10 atividades para a gente fazer Nanda enquanto a televisão estiver desligada
Por Monica Brandão e Tamara Foresti
1. Inventar histórias. Cada um tem dez segundos para continuá-la. É um jogo bastante divertido!
2. Brincar de ateliê. Vale fazer uma massinha misturando farinha com água e guache, por exemplo. Eles adoram.
3. Dançar e cantar. Imagine você fazendo uma coreografia junto com eles. Vai dar até para cobrar ingresso da família.
4. Jogos de tabuleiro, quebra-cabeça e dominó.
5. Cozinhar juntos. Receita de biscoito infalível: 100 g de açúcar + 200 g de margarina + 300 g de farinha de trigo. É só amassar, deixar 30 minutos na geladeira, abrir e cortar os biscoitos. Mais 10 minutos no forno e está pronto. Sucesso garantido!
6. Brincar de pega-pega. Com versões inventadas por vocês. Quer uma? Quem for pego vira estátua e outra pessoa precisa “libertá-lo” encostando nele.
7. Ver os bichos do jardim. Vale pegar uma lupa e procurar com seu filho formigas, tatus-bolas e, quem sabe, joaninhas!
8. Criança pequena chora mesmo. Se ela estiver crescendo, ganhando peso e saudável, sossegue. Essa fase vai passar.
9. Ler livros. Pode ser um novo ou aquele apreciado pela centésima vez.
10. Brincar de faz-de-conta. Improvise fantasias e arraste móveis se for preciso. Vai valer a pena.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
"Quando a boca cala, o corpo fala.
Quando a boca fala, o corpo sara."
É interessante este alerta colocado na porta de um espaço terapêutico.
Muitas vezes... O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando a raiva não consegue sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
A dor no ombro sinaliza o excesso de fardos e de obrigações.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
E as tuas dores caladas? como elas falam no teu corpo?
Mas, cuidado... Escolha o que falar, com quem falar, onde, quando e como! Crianças é que contam tudo para todos, a qualquer hora, de qualquer forma. Passar relatório é ingenuidade.
Escolha alguém que possa lhe ajudar a organizar as idéias, harmonizar as sensações e recuperar a alegria.
Todos precisam saudavelmente de um ouvinte interessado.
Mas tudo depende, principalmente, do nosso esforço pessoal para fazer acontecer as mudanças na nossa vida!!!
"A amizade é a mais pura forma do amor de Deus, porque nasce do livre arbítrio do coração." (Paramahansa Yogananda)
Quando a boca cala, o corpo fala. Quando a boca fala, o corpo sara.
Eis um ditado que mostra, de forma simples, a importância de verbalizar o que sentimos e pensamos, pois o que não é expresso tende, mais cedo ou mais tarde, a afetar nosso bem-estar e até nosso estado de alma.
Segundo o psicólogo Waldemar Magaldi Filho, professor da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo, ao entrar em contato com seu colorido interior, dispondo-se a abrir e a contar suas experiências, sejam elas boas ou ruins, muito do que foi vivenciado pela pessoa se ilumina.
“Narrando os fatos, percebemos que eles talvez não sejam tão negativos quanto pensávamos, que a raiva que alguém despertou em nós diminuiu, que o trauma que sofremos já não assusta tanto, que nossas vitórias foram mais importantes do que pareciam”, explica o especialista. Da mesma maneira, o que a princípio foi visto como algo trágico pode, com o passar do tempo, se revelar uma grande oportunidade de crescimento. “Isso é o que chamamos de re-significar, ou seja, atribuir um novo sentido às coisas”, completa.
| um caminho novo |
O ato de falar sobre si mesmo é a base da psicoterapia, mas não é só no consultório que isso traz benefícios. Aliás, o simples fato de compartilhar as próprias idéias com alguém faz um bem danado. “E, se você não tem para quem falar, escreva”.
domingo, 3 de outubro de 2010
Assinar:
Comentários (Atom)

