Recentemente, questões ligadas à saúde da mulher começaram a receber uma atenção que há muito tempo mereciam da comunidade internacional. Por mais comuns que sejam, são uma das maiores tragédias que as mulheres enfrentam no mundo em desenvolvimento hoje e se mantem relativamente desconhecida. Sabe-se bem que as mulheres em países mais pobres do mundo enfrentam um alto risco de morte durante o parto. No entanto, por cada mulher que morre durante o parto, muitas outras são feridas. Perigo durante o parto Entre os ferimentos causados durante o parto, o mais devastador é a fístula obstétrica. Este ferimento ocorre quando há um parto demorado e, seja por qual razão, o ferimento não é tratado. Por muitas horas ou até dias, a cabeça do bebê causa uma fricção contra os tecidos pélvicos da mãe e acaba interrompendo o fluxo de sangue para estes tecidos. Em pouco tempo estes tecidos morrem, deixando um orifício grande ligando a vagina com a bexiga ou até mesmo o reto. O resultado é a perda constante e permanente de urina – da bexiga – ou fezes – do reto. Rejeição Mais de nove vezes em cada dez casos, o bebê não sobrevive a este parto demorado. Devido à vítima deste ferimento horrível cheirar a urina o tempo todo, ela é rejeitada com frequência pelo seu marido ou família. Os partos obstruídos são mais comuns entre as mulheres jovens que ainda não atingiram a idade adulta. Com frequência, estas mulheres estão a meio da adolescência, sofrendo a perda de seu primeiro bebê, muito magoadas pela rejeição de seu marido ou família, entregues a um futuro incerto, tendo de cuidar de si próprias e enfrentar uma vida longa em completo isolamento de tudo o que uma vez foi importante para elas. Avanços médicos Ninguém sabe exatamente quantas vítimas de fístulas existem no mundo. Pensa-se que há no mínimo de 1,5 a 2 milhões de vítimas apenas na África. Até ao início deste século, pessoas em todo o mundo temiam a fístula obstétrica. O primeiro hospital a ser construído especialmente para estas mulheres foi em Nova Iorque, onde milhares de mulheres foram curadas no final do século 19. Mas como os avanços médicos obstétricos aumentaram, este problema desapareceu nas nações mais ricas do mundo. Infelizmente, estes avanços não chegaram aos países em desenvolvimento. Em áreas mais pobres da África, Ásia e América do Sul, há milhões de mulheres sofrendo silenciosamente com esta tragédia. Os custos envolvidos Por que é tão comum este problema? A economia global é muito importante. Muitos países simplesmente não têm condições de ter centros bem equipados e com bons funcionários para onde as mulheres em partos obstruídos possam ir para ter uma cesariana. Elas também não podem pagar os altos custos de construção de boas estradas e sistemas de transportes que lhes permitam alcançarem um hospital para ajuda de emergência. Pressões Os fatores culturais são também muito importantes. Em alguns grupos étnicos é costume casar cedo, o que aumenta o risco de partos obstruídos. Quando a mãe não cresceu o suficiente, com frequência simplesmente não há lugar na pelvis para o bebê nascer normalmente. Algumas culturas colocam uma tremenda pressão na mulher grávida para que ela tenha um parto domiciliar. Aquelas que vão a um hospital para o parto são frequentemente consideradas fracas ou anormais. Elas então preferem sofrer um parto obstruído em casa. A circuncisão feminina, quando praticada na forma severa de infibulação, pode causar cicatrizes terríveis que levam ao parto obstruído. Atendendo às necessidades O tratamento de uma fístula obstétrica pode ser difícil, mas nas mãos de cirurgiões experientes, o nível de sucesso de acima de 90% é possível após uma única operação. Para o tratamento ter sucesso, é preciso fechar-se o orifício criado durante o longo parto e fazer a bexiga voltar ao seu funcionamento normal. As pacientes com fístula sofrem com frequência de outras complicações causadas pelo longo parto, incluindo a dificuldade em andar devido aos nervos serem afetados, infertilidade por causa do útero ter sido ferido e incapacidade de terem relações sexuais com os seus maridos devido aos ferimentos e cicatrizes na vagina. Sendo assim, o cirurgião das fístulas deve estar pronto para tentar a atender a todas estas necessidades especiais que as vítimas de fístula possuem. Um grande esforço tem sido feito para se estabelecer uma rede de centros de treinamento que permitiriam aos médicos que trabalham nas áreas de fístulas serem treinados adequadamente nesta técnica especial. Um número pequeno de hospitais Apesar da cirurgia de fístulas ser realizada em hospitais gerais nos países em desenvolvimento, há muito poucos centros no mundo hoje que se dedicam ao cuidado da saúde destas pacientes especiais. Hospitais para tratamento de fístulas estão a funcionar na atualidade na Etiópia, Sudão e Nigéria. Por que há tão poucos hospitais para tratamento de fístulas? Na maioria dos casos as mulheres são tão pobres que são completamente incapazes de pagar a conta do hospital e assim uma ajuda especial com os custos é geralmente necessária. Isto significa que os hospitais de fístulas têm de ir buscar constantemente assistência do governo e de doadores privados, para dar assistência a seus pacientes. Estes hospitais nunca podem esperar ser auto-suficientes financeiramente. No Hospital de Fístulas de Addis Ababa, realizamos mais de 13.000 operações de tratamento de fístulas desde 1974. O nosso pessoal altamente eficaz é formado quase inteiramente por pacientes que permaneceram conosco quando ainda não podiam ser curadas completamente. As nossas pacientes vêm de todas as partes da Etiópia e de outros países do Leste Africano, que com frequência caminham durante muitos dias apenas para alcançar a estrada mais próxima para Addis Ababa. Treinamos ginecologistas na nossa escola local de medicina e médicos que vêm de todas as partes do mundo para aprender sobre a cirurgia de fístulas. A esperança de ter saúde Nenhum trabalho poderia ser mais compensador do que alcançar estas mulheres com amor, as quais durante tanto tempo não têm tido nenhuma esperança. Com uma única visita ao hospital, a grande maioria destas mulheres pode voltar a ter uma vida normal. Esperamos e oramos que a nova atenção focalizada na causa de mulheres nos países em desenvolvimento traga melhorias aos serviços obstétricos em todo o mundo, fazendo com que as fístulas se tornem numa coisa do passado. Enquanto esperamos que isto aconteca, também esperamos que esta nova atenção possibilitará serem estabelecidos muito mais hospitais como o nosso e que milhares de cirurgiões ao redor do mundo possam ser treinados e terem os recursos para lidar com esta grande tragédia humana. Dr Steven Arrowsmith, Addis Ababa Fistula Hospital, PO Box 3609, Addis Ababa, Ethiopia. |
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Fístula: Obstetrica uma tragédia desconhecida
quinta-feira, 16 de junho de 2011
QUANDO A PAIXÃO ACABA DEPOIS DOS 40 ANOS
Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva
Sempre tive a mais absoluta convicção que o término de uma paixão era sempre algo doloroso com tons fortes de desespero. Todas as paixões que tive e as que pude observar nos amigos e pacientes confirmaram este aspecto destruidor da paixão acabada.
Tal era esta certeza que ao viver ou ver alguém nesta triste situação, vinha-me logo a mente a frase da canção De frente pro crime, de João Bosco e Aldir Blanc: "ta lá o corpo estendido no chão!" A paixão é algo tão preenchedor em nossas vidas que, ao experimentá-la por inteiro, temos a impressão que outra pessoa brotou de dentro de nós, um nascimento espontâneo sem uma gravidez antecedente.
Literalmente parimos o "ser apaixonado" que passa a habitar o escaninho de nossas almas. Por dias ou poucos meses o "ser apaixonado" toma posse do nosso corpo e sai por aí, vivendo intensamente, disfarçado de "nós seres centrados".
O "ser apaixonado" nos faz sonhar sem críticas ou limites mundanos, faz-nos "malucos beleza" ou loucos elogiáveis. O corpo gera energia antes nunca experimentada, os toques desencadeiam sensações, no mínimo exóticas, a pele se veste de um frescor tão intenso que, ao caminharmos, temos a nítida certeza de que perfumamos as ruas da cidade. Desafiamos as leis, quebramos hábitos quase existenciais, esquecemos do trabalho, da família, dos amigos, das contas, dos prazos e de quem éramos antes de sermos contaminados pelo vírus da paixão.
Se, por um lado, esquecemos de tudo sem nos darmos conta, por outro, lembramos a todo instante da grandiosidade de Deus! É isso mesmo, pois quando estamos em estado de paixão olhamos o mundo de forma bem peculiar: reparamos nos raios de sol do amanhecer, nos deslumbramos com o céu estrelado e o poder de iluminação da lua cheia, sorrimos mais, choramos o choro do prazer e tocamos o dedo de Deus ao aceitar incondicionalmente o "outro", objeto de nossa paixão, exatamente como ele é. E mais: imploramos que nunca, nunca mesmo ele mude. Mas, como tudo na vida muda (as marés, os ventos, o dias), a paixão também vai desbotando, esmaecendo suas tonalidades, perdendo o brilho, ganhando a palidez dos seres comuns, que vão desmaiar e por fim cair.
Caiu, levanta! O "ser apaixonado" nunca sequer andou, ele sempre flutuou, plainou acima dos mortais e do bem e do mau.
E agora que acabou, anoiteceu, a chuva inundou a cidade, os príncipes voltaram a ser sapos e as princesas se perderam em florestas ou foram trancafiadas em sótãos tristes? E agora José?
Por incrível que pareça, você ainda tem o poder de escolha: ou deita, chora e reza para que o tempo cure as feridas, ou muda seu modo de ver e sentir o ocorrido. Afinal, tudo pode ser bom ou ruim e até assim, assim! Ruim é nunca ter se apaixonado, pior é ter se apaixonado e não ter se permitido chegar até a derradeira gota. Bom é ter a lembrança cinematográfica dos dias em que era herói de si mesmo e de seu cavalo que falava inglês e chinês. Ruim é não ter seguido a paixão e vivenciado em sua plenitude. Bom é ter feito tudo e saber que faria novamente, pois a paixão lhe fez livre, destemido e imbatível por todos, ainda que por pouco tempo. Ruim é se queixar a Deus por ter se apaixonado e, pior, culpá-lo por ter deixado a paixão ocorrer. Bom é agradecer a Deus pelos momentos inebriantes que lhe fizeram lembrar a juventude ousada e liberta, empoeirada no quarto de "cacarecos" do seu interior.
Melhor ainda é descobrir que a paixão após os 40 anos não é igual às edições dos tempos juvenis. Mas para isso, você precisa vivenciá-la, porque a vida só vale a pena se tivermos uma grande estória pra contar!
domingo, 12 de junho de 2011
Quem de Nós Dois
Quem de Nós Dois Ana Carolina
Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser que já nem sinto nada
Que a estrada sem você é mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso, leio teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Sinto dizer
Que amo mesmo, tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra-mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na sua vida
Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder minhas verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê no meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
Por que eu já nem preciso
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais . . .
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Boca saudável, corpo melhor
16 de abril de 2011 por Elis Lucien
http://redemocoronga.org.br/2011/04/16/boca-saudavel-corpo-melhor/
Ter um sorriso bonito e dentes bem branquinhos, só com muito cuidado. Os dentes merecem um tratamento especial. Cuidar da saúde bucal também faz parte da nossa saúde, ter dentes saudáveis ajuda na mastigação facilitando o processo de digestão dos alimentos que comemos, ajuda na pronuncia das palavras e também no convívio social.
As doenças da boca são preocupantes desde das mais simples à exemplo Cárie até o Câncer de boca. Para que as nossas crianças não tenham esses problemas é necessário um cuidado muito especial de seus pais e responsáveis . *Até os seis anos de idade, um adulto deve limpar/escovar os dentes da criança 3 vezes ao dia. Até os oito anos de idade – deve escovar os dentes da criança pelo menos antes de dormir. Até os 12 / 13 anos de idade – um adulto deve supervisionar, confirmar se já escovou os dentes” .
São dicas simples que irão auxiliar no combate às doenças da boca.
texto informativo do manual para educadores
Segundo a Dra. Hilzia Elane Bacellar “a escovação deve ser feita sempre depois de comermos alguma alimento, principalmente quando tem açucar. O importante é manter os dentes sem os resíduos de alimentos. São essas sujeirinhas que ficam na boca que grudam na parte de fora dos dentes (o esmalte ) e causam a cárie. Se toda vez que comermos algo a escova de dente entrar em ação não há carie. Nenhum dente nasce com cárie, os antibióticos não causam cárie (o açucar que esta no antibiótico e que não e retirado da boca e que vai causar cárie). Então, vamos ficar atentos e fazer da escova de dente nossa aliada para combater a cárie no dente. Não esquecendo que os bêbes mesmo sem dentes precisam ter suas boquinhas limpas, isso se faz com uma frandinha molhada com água limpa, apenas água limpa e filtrada”.
*Saúde Bucal, Manual para Educadores
Prefeitura de Foz do Iguaçu – Secretaria da Saúde – Divisão de Saúde Bucal.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Andropausa
Este termo "andropausa" foi criado como uma analogia com a menopausa, periodo em que o corpo da mulher para de produzir hormonios.
Entretanto, é um termo inadequado porque nâo existe uma pausa na produção hormonal masculina, como acontece com a mulher. O termo mais adequado é deficiencia androgenica do envelhecimento masculino.
A ocorrencia da andropausa ainda é muito discutida pelos urologistas. Enquanto a menopausa atinge todas as mulheres, a partir dos 45-50 anos, com perda definitiva dos hormonios, no homem, a perda da testosterona é gradativa a partir dos 50 anos de idade e traz repercussoes clinicas em apenas 20% dos casos. Outra diferença importante: apos a menopausa, a mulher fica infertil, enquanto a grande maioria dos homens é fertil ate a morte.
Os possiveis sintomas da andropausa sao:
Diminuição do desejo sexual
Mudança de humor
Queda na produção intelectual
Menor senso de orientação espacial
Fadiga e depressao
Diminuição de massa muscular e da massa =ossea e aumento da barriga
Esses sintomas podem tambem estar associados a outras doenças e a situações comuns da terceira idade, como stress, falta da parceira sexual, maior uso de medicamentos - condiçies que nao melhoram com a
reposição da testosterona. O tratamento de reposição hormonal para homens, comprovadamente, só resolve os problemas de massa muscular, fadiga, massa ossea e libido. Por isso, quando o paciente apresenta diminuição sintomatica da produção do hormonio masculino, a reposição hormonal pode ser indicada pelo medico e administrada em forma de injeção, adesivos, comprimidos ou gel.
Reposição Hormonal: repor a testosterona tem seus riscos. Quando realizada de forma incorreta, pode causar ou piorar a apneia do sono ("ronco"), aumentar os niveis do colesterol no sangue e resultar em
cancer de prostata. Para diagnosticar a andropausa e repor os hormonios, procure um medico da sua confiança.
Abraços,
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